Rampage 2: Universal Tour (Nintendo 64)

Rampage 2Para não fugir muito aos últimos artigos que foram todos rapidinhas, o de hoje não fugirá a essa regra, onde volto à Nintendo 64 para jogar uma entrada na série clássica Rampage das arcades da Midway que pessoalmente nunca fui o maior fã, embora admita que tenha um conceito interessante. Aqui encarnamos num de vários monstros e destruímos várias cidades, cheias de civis e militares, um pouco como nos filmes de King Kong e Godzilla. Este meu exemplar desta sequela foi comprado na feira da Ladra em Lisboa num bundle com vários outros cartuchos por 15€.

Apenas cartucho

Apenas cartucho

Neste jogo mais uma vez os laboratórios dos Scumlabs fazem asneiras, criando 3 novos monstros que acabam por criar o caos em várias cidades do mundo inteiro. Temos agora uma espécie de lagosta gigante (Ruby), um rinoceronte (Boris) e um rato (Curtis) para jogar, onde inicialmente iremos percorrer várias cidades nos continentes norte-americano, asiático e europeu para libertar os 3 monstros originais (George, Lizzie e Ralph), sendo os mesmos alusões ao King Kong, Godzilla e ao London Werewolf. Mas isso foi practicamente o que já foi feito no Rampage World Tour, este com Universal Tour no nome antevia algo mais. E sim, depois de libertarmos os 3 monstros originais iremos percorrer outras cidades do mundo, desta vez para combater uma ameaça alienígena que planeia invadir a terra. Daí partimos para o sistema solar e outras cidades no planeta dos aliens… E de entre as cidades que poderemos destruir, a nossa Lisboa é uma delas, embora esta seja a primeira que contém apenas edifícios alienígenas. O background é bastante rural, com vários castelos e pequenas casas. Mas esta não é a única gaffe geográfica, com Dublin a ser apresentada algures no país de Gales e certamente não será a única nessa situação.

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As mecânicas de jogo são o mesmo de sempre: destruição!

As mecânicas de jogo são muito semelhantes à dos Rampage originais, onde em cada nível o nosso objectivo primordial é o de deitar abaixo todos os edifícios. Claro que os humanos não se deixam ficar e vamos ter polícias e militares a nos dificultar a vida. A boa notícia é que também os podemos atacar, assim como quaisquer civis inocentes que se lembrem de se atravessar no nosso caminho. Para além disso, quando estamos a destruir os edifícios vamos poder apanhar uma série de power-ups, alguns bons, outros maus. Os bons podem restabelecer alguma da nossa vida, ou dar-nos poderes extra de forma temporária… já os maus fazem o contrário. Comer humanos também restabelece um pouco da nossa energia! De resto, existe a possibilidade de jogar o modo história de forma cooperativa, embora sinceramente nunca o tenha experimentado.

Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.

Por vezes temos direito a alguns níveis de bónus onde temos de cumprir alguns desafios. O ilustrado consiste em derrubar um arranha céus em 45s.

Graficamente é um jogo simples, mas bem conseguido. São usados gráficos em 2D bem detalhados, com um look muito cartoon que pessoalmente me agrada. Também em muitas cidades conhecidas vemos alguns landmarks, como o Big Ben em Londres (que pode inclusivamente ser destruído), as torres gémeas em Nova Iorque (sem comentários), a Torre Eiffel em Paris, entre outros. As músicas vão variando um pouco. Na campanha norte americana são maioritariamente músicas rock cheias de guitarras com distorção, nas outras já enveradam pela electrónica e no caso dos asiáticos com uma ponta de folk. As cutscenes, em especial a de abertura do jogo, são repletas de bom humor, mas existem apenas na versão PS1 devido ao facto de ser uma versão baseada em CD. Aqui apenas temos direito a imagens estáticas com os diálogos em texto, o que tira a piada toda.

A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas... aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas

A versão PS1 contém umas cutscenes em CG bem engraçadas… aqui por limite de espaço temos textos e imagens estáticas

Para mim, este é um jogo divertido quanto baste, mas se calhar resulta melhor quando jogado em intervalos, pois temos mesmo várias dezenas de cidades para destruir, com um save point a surgir em cada conjunto de 5, se a memória não me falha.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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