Ax Battler (Sega Game Gear)

Ax BattlerO artigo de hoje será mais uma rapidinha a um jogo da portátil de 8bit da Sega. A série Golden Axe teve as suas origens nas arcades como um beat ‘em up passado numa idade média fantasiosa e enquanto a Sega decidiu apostar mais ou menos na mesma fórmula nas sequelas que a Mega Drive e Arcade receberam, para os sistemas 8bit decidiram fazer algo de diferente, com os jogos Golden Axe Warrior para a Master System e este Ax Battler que cá trago hoje. O meu exemplar foi comprado na Cash da Amadora algures em Novembro passado, tendo-me custado 5€.

Ax Battler - Sega Game Gear

Apenas cartucho

A história anda mais uma vez à volta do Golden Axe, um machado que é mais que uma arma, é também um ícone mágico capaz de dar poder de dominar o mundo a quem o possuir. E claro, algum vilão acabou por se apoderar do mesmo. E quem mais a não ser o Death Adder? Agora o rei de Firewood decide pedir a ajuda ao melhor guerreiro que conhece – Ax Battle, para recuperar o artefacto e devolver a paz àquele mundo.

Bom... parece que o Dragon Quest é também uma inspiração...

Bom… parece que o Dragon Quest é também uma inspiração…

Enquanto o Golden Axe Warrior emula o primeiro The Legend of Zelda, na medida em que temos um grande overworld para explorar com as suas dungeons com puzzles e bosses como manda a lei, neste Ax Battler a Sega continuou a usar Zelda como influência, mas desta vez viraram-se para a sequela Zelda II. Isto porque exploramos o mundo numa perspectiva de top down, com batalhas aleatórias que alteram a perspectiva para a de um side scroller, perspectiva essa que também é usada ao atravessar as dungeons, aqui também com alguns elementos de um jogo de plataformas. A única coisa em que este jogo realmente se difere do Zelda II é na exploração de cidades, onde usa a mesma perspectiva aérea de outros RPGs da época, permitindo-nos entrar em vários edifícios e falar com outros NPCs.

O problema das batalhas aleatórias é que acontecem muito frequentemente

O problema das batalhas aleatórias é que acontecem muito frequentemente

Nessas mesmas cidades, para além da possibilidade de interagir com outros NPCs que podem ou não ter coisas interessantes a dizer, temos também 3 tipos de edifícios chave. Os INN, onde podemos descansar e restaurar a nossa barra  de vida, os PW onde podemos gerar uma password para mais tarde voltar ao jogo e os TR. Aqui é onde aprendemos novas habilidades para os combates, sendo que para isso teremos de derrotar um inimigo um pouco mais forte do que os que nos rodeiam nas imediações da aldeia. As batalhas propriamente ditas diferem um pouco se estamos a jogar uma batalha aleatória ou uma dungeon. Em ambas temos uma perspectiva sidescroller como já tinha referido acima, mas nas primeiras apenas enfrentamos um oponente de cada vez, com a sua respectiva barra de vida. Nas dungeons como temos alguns elementos de plataforma decidiram colocar todos os inimigos mais fracos, morrendo com um ou dois ataques nossos. E para além dos ataques físicos também podemos usar magia ou não fosse este um Golden Axe. Temos 3 ataques mágicos diferentes, cada um consumindo quantidades diferentes de potes mágicos, que funcionam também como unidade monetária neste jogo, podendo ser usados também nos INNs para descansar. E onde vamos buscar tanto pote mágico? É a recompensa das nossas batalhas aleatórias.

Nas dungeons os inimigos já não têm barra de vida

Nas dungeons os inimigos já não têm barra de vida

Agora, alguns problemas. O jogo é bastante linear, mas sinceramente acho que é algo expectável visto estarmos a lidar com um pequeno RPG portátil. Os combates aleatórios muitas vezes têm intervalos muito curtos entre si, bastando dar um ou dois passos para entrar no combate seguinte, mas noutras alturas já conseguimos atravessar meio mapa sem nos chatear. Ao explorar as aldeias, temos uma música que vai tocando. Até aqui tudo normal, mas a música recomeça sempre que entramos ou saímos de uma casa, o que sinceramente me irrita um pouco.

Tecnicamente é um jogo 8bit. Os gráficos no mapa mundo e são algo simples, com cenários pouco detalhados e aldeias muito similares entre si. Passando para os combates e exploração de dungeons, os backgrounds já melhoram bastante e foi engraçado ver uma reimaginação da Turtle Village do Golden Axe original. Por outro lado achei as sprites dos inimigos mais detalhadas e também vamos vendo algumas caras conhecidas aqui e ali. As músicas e efeitos sonoros são normais, não me incomodaram, o que já não é mau.

Olhem ali uns chicken legs! Estes parecem ser domésticos!

Olhem ali uns chicken legs! Estes parecem ser domésticos!

Para mim este Ax Battler é uma experiência interessante, embora prefira de longe o Golden Axe Warrior. É que copiar Zelda por Zelda, ao menos o primeiro acaba por ser bem mais agradável, se bem que se calhar este Ax Battler não fique propriamente atrás do “clonado”.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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