Rengoku: The Tower of Purgatory (Sony Playstation Portable)

RengokuJá há algum tempo que não trazia cá nada da PSP, mesmo tendo um backlog considerável nessa plataforma. A razão é que tenho andado ocupado com este jogo que vos mostrarei hoje e para ser sincero não me agradou lá muito da primeira vez que o joguei, pelo que me deu a preguiça de voltar a pegar nele até há umas semanas atrás. E este Rengoku é um jogo hack ‘n slash com alguns elementos de RPG, fazendo lembrar outros títulos como Phantasy Star Online na medida em que é um jogo futurista e temos uma grande dungeon para explorar. O meu exemplar custou-me 4.5€, tendo sido comprado na Cash Converters do Porto algures em Março de 2015.

Rengoku Tower of Purgatory

Jogo com caixa e manual – versão norte americana

O conceito do jogo é original. Decorre num futuro algo distante, onde a humanidade começou a desenvolver andróides com o objectivo de substituir os soldados humanos nas guerras. Essa evolução deu-se de tal forma que eventualmente foram criados andróides super poderosos e com habilidades muito especiais que puseram um fim a todas as guerras. O que fazer com esses andróides depois? Bom, porque não construir uma torre gigante e colocá-los lá a lutar uns contra os outros por toda a eternidade? E já agora meter câmaras e fazer dessas batalhas um programa televisivo! Nós encarnamos num desses andróides, na base da torre com o objectivo de subi-la, derrotar os outros andróides e tentar descobrir qual é realmente o nosso papel lá. Poderão pensar que vos spoilei grande parte da história neste parágrafo, mas na verdade está tudo no manual de instruções!

Podemos fazer lock-on a um oponente, mas infelizmente o mesmo é quebrado quando somos atingidos

O maior trunfo deste Rengoku é a customização que oferece. Mas ainda há muitas arestas para limar!

Mas que habilidades são estas as destes andróides que os tornam máquinas de guerra tão letais? O seu corpo é facilmente moldável, permitindo-lhes equipar uma série de armas ou outros equipamentos directamente no seu corpo, algo que vamos ter de fazer com todo o cuidado e atenção ao longo do jogo. Podemos equipar coisas nos braços, tronco, cabeça e pernas (aqui geralmente equipamento passivo de regeneração ou maior velocidade de movimento). Basta cuscarem um pouco o artwork deste jogo para verem andróides com revólveres na cabeça, para terem uma noção de como as coisas podem ser customizadas. Teremos ao nosso dispor vários tipos de armas brancas como espadas, garras, martelos e machados, bem como revólveres, metrelhadoras ou outras armas de fogo mais futuristas como armas de energia e claro, explosivos como mísseis ou morteiros. Essas armas podem ser obtidas ao destruir outros andróides que nos apareçam à frente e as que achemos que não venhamos a precisar podemos convertê-las em “elixir”, algo que posteriormente nos permite melhorar alguns dos nossos stats ou aumentar o número de slots disponíveis para equipamento nas várias partes do corpo.

COPY PASTA

Podemos fazer lock-on a um oponente, mas infelizmente o mesmo é quebrado quando somos atingidos

Cada andar representa um mapa que temos de explorar na totalidade e derrotar todos os andróides que nos apareçam à frente (excepto respawns de salas que já tenhamos “limpo” antes), de forma a podermos prosseguir para o boss e posteriormente para o andar seguinte. Ora os inimigos vão tendo armas melhores que as nossas, mas sempre com as suas fraquezas que devem ser exploradas. No início de cada andar temos à nossa disposição um terminal computorizado onde automaticamente recuperamos vida (e munições) e podemos alterar o nosso equipamento, coisa que devemos fazer cuidadosamente. Infelizmente não dá para alterar equipamento on-the-fly, forçando-nos sempre a voltar ao ponto de início do nível para fazer estas trocas. Podemos porém, encontrar alguns power-ups que nos restabeleçam vida ou energia (munições), mas não se fiem inteiramente nisso. Para além da impossibilidade de alterar o nosso equipamento a qualquer altura, a outra coisa que mais me chateou neste jogo é precisamente a maneira como as munições das nossas armas são gastas. Com as armas brancas, mesmo que falhemos o nosso alvo, e demos um golpe no ar, conta para a energia dessa arma baixar… mais uma razão para escolhermos bem qual o equipamento que queremos levar. Outra coisa a ter em cuidado é o sobreaquecimento dos equipamentos, que os podem deixar inutilizáveis por algum tempo que pode ser bem precioso caso estejamos fechados numa sala sem hipóteses de sair a não ser que a “limpemos” toda.

Adoro o artwork conceptual destes andróides, pena que só os bosses que estão bem detalhados

Adoro o artwork conceptual destes andróides, pena que só os bosses que estão bem detalhados

De resto, é repetir este processo ao longo dos 8 andares da torre, sempre com um boss no final de cada andar. Vamos ter de nos esquivar imenso e atacar cuidadosamente, pelo que esses 8 andares vão acabar por não parecer tão curtos assim. E para além disso, desculpem pelo pequeno spoiler, para ver o verdadeiro final teremos de voltar a jogar o jogo todo, desta vez contra inimigos mais poderosos (e consequentemente com armas mais poderosas para apanhar e utilizar). Para além deste modo história existem ainda 2 outras vertentes multiplayer, embora não as tenha experimentado por não conhecer mais ninguém com este jogo. Um deles é o Pancatrium Mode que, pelo que o manual do jogo dá a entender, é uma espécie de deathmatch onde até 4 pessoas podem participar. O outro é o Item Swap Mode que conforme o nome indica serve unicamente para podermos trocar equipamento entre amigos.

Cuidado com armas que nos deixem sobre aquecidos e consequentemente indefesos!

Cuidado com os ataques que nos deixem sobreaquecidos e consequentemente indefesos!

Graficamente este jogo é para mim uma grande desilusão. Isto porque adorei o artwork conceptual do jogo, principalmente da forma fria como os andróides foram desenhados. Mas infelizmente eles aparecem pouco detalhados no jogo e a própria torre muito pouco varia de cenários de andar para andar. Algumas cores vão mudando, mas é tudo espaços fechados e com uma temática algo industrial. Quanto ao som, bom esse parece-me competente, até porque a música vai alternando entre orquestrações bem épicas até música electrónica futurista, o que me parece ir de certa forma de encontro ao que o jogo tenta passar para o jogador.

No fim de contas não acho que este seja propriamente um jogo assim tão mau. A nível de jogabilidade há várias coisas que acho que poderiam ser limadas, sendo que para mim a hipótese de alterar o equipamento em real-time, ou mesmo alternar entre quais slots queremos utilizar para melhor explorar as fraquezas dos nossos oponentes. A pouca variedade gráfica também é um problema. Existe uma sequela intitulada Rengoku II: The Stairway to Heaven, onde espero que estes problemas tenham sido corrigidos. Assim que o encontrar a um bom preço irei saber.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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