Brothers: A Tale of Two Sons (PC)

Como não há duas sem três, o próximo artigo é também uma rapidinha a um outro indie que entretanto terminei. E este Brothers: A Tale of Two Sons há muito que estava no meu backlog e quando finalmente peguei nele, acabou por se revelar uma óptima surpresa. Apesar de ser perfeitamente possível jogá-lo sozinho, é fortemente recomendável que o joguemos inteiramente de forma cooperativa local. Este meu exemplar terá chegado à minha colecção por intermédio de algum bundle, para não variar muito.

BrothersAqui somos levados a um belo mundo fantasioso, repleto de criaturas fantásticas, paisagens belíssimas, ruínas de outras eras e não só. Aqui tomamos o papel dos irmãos Naia e Naiee, que acordam um dia para verem o seu pai gravemente doente. As primeiras mecânicas de jogo são logo aprendidas ao tentar transportar o pai até ao médico da aldeia: os dois irmãos têm de se ajudar ao levar a maca, mas também ao mexer em várias alavancas e afins de forma a ultrapassar alguns obstáculos. Naiee é mais novo, não tem a mesma força física do irmão mais velho, mas por outro lado é um pouco mais ágil e sendo pequeno consegue-se esgueirar por sítios mais apertados. Creio que já dá para ter uma ideia do estilo de cooperação que é necessário ter neste jogo. E tal como referi acima, apesar de ser possível jogá-lo todo sozinho, é preferível ter a ajuda de alguém, principalmente se tivermos a utilizar o teclado. Naia controla-se com o WASD mais a tecla de espaço para botão de acção, Naiee controla-se com as setas do teclaco mais o Ctrl direito para tecla de acção. Manter os 2 irmãos coordenados de forma independente pode ser chato em algumas ocasiões.

O jogo está repleto de paisagens fantásticas e pequenos detalhes

O jogo está repleto de paisagens fantásticas e pequenos detalhes

Para além das mecânicas de jogo, a narrativa e os visuais são outros pontos fortes desta aventura. A primeira é bastante dramática até porque a mãe dos dois rapazes morreu afogada e por isso o mais novo tem trauma com a água, impossibilitando-o de nadar. Claro que não vão faltar alturas no jogo onde teremos mesmo de nadar… Depois temos a questão da língua ser um dialecto estranho, completamente imperceptível, mas no entanto conseguimos compreender perfeitamente o que está a acontecer e qual o teor das conversas. Faz-me lembrar de certa forma os jogos da Team Ico de Fumito Ueda! Mas não só nesta narrativa peculiar, nos visuais também é perfeitamente notório que este é um jogo inspirado nos projectos da Team Ico, com as suas paisagens belíssimas, ruinas e cidades fantasiosas para serem exploradas. Experimentem-no!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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