Fighting Fantasy: The Forest of Doom (PC)

Hoje é tempo de mais uma rapidinha a um jogo muito peculiar. Fighting Fantasy: The Forest of Doom é uma adaptação de uns livros muito especiais de Ian Livingstone. A série Fighting Fantasy misturava a história de um livro de fantasia com os jogos de tabuleiro ou seja, teríamos de criar a nossa própria personagem e ao longo do jogo teríamos de tomar certas decisões e enfrentar algumas batalhas, com o livro a obrigar-nos a saltar da página x para a y mediante a decisão tomada ou o desfecho de alguma batalha. Esta adaptação para PC segue precisamente o mesmo conceito e este meu exemplar digital foi certamente comprado nalgum indie bundle a um preço muito reduzido.

headerAqui o nosso objectivo é precisamente o de atravessar a Forest of Doom. Qual o motivo? Bom, aparentemente teremos de encontrar as diferentes partes de um Warhammer dos dwarfs de Stonebridge que andavam em guerra com uns trolls quaisquer. Stonebridge está do outro lado da floresta e aparentemente as partes do seu warhammer também estão por lá perdidas, após terem sido roubadas por uns trolls. Começamos o jogo a criar a nossa personagem, o que consiste essencialmente no lançamento de 3 dados, um para dar a nossa Stamina que na realidade são os pontos de vida, outro para dar o Skill que pode ser traduzido pelo ataque e o factor sorte que sinceramente não cheguei a perceber bem como funcionava ao certo. Depois lá começa a aventura e acabamos por parar na torre do feiticeiro Yaztromo, onde podemos comprar alguns itens para a nossa aventura, mas temos de saber escolher pois inicialmente só temos 30 moedas de ouro para gastar. Depois lá vamos explorando o mapa, onde nas encruzilhadas podemos escolher que direcção tomar, levando por vezes a encontros com criaturas que poderão dar em batalhas ou não. Também podemos passar ao lado de edifícios ou cavernas que podemos decidir se as exploramos ou não.

Algumas das decisões só as podemos tomar se tivermos na nossa posse alguns objectos chave obtidos anteriormente

Algumas das decisões só as podemos tomar se tivermos na nossa posse alguns objectos chave obtidos anteriormente

No grau de dificuldade normal, apesar de podermos fazer saves ao colocar um bookmark na “página” em questão, não podemos voltar atrás, pelo que também acaba por ser um pouco difícil explorar novamente o que deixamos passar ao tomar uma outra direcção. Os itens que compramos na loja do Yaztromo ou outros que podemos encontrar ao explorar sítios ou derrotar criaturas poderão também ser úteis noutras situações. Por exemplo, há um sítio em o narrador decide que vamos pernoitar lá. Aí somos sempre atacados por um lobisomem. Se na batalha o lobisomem nos atacar com sucesso, causando nem que seja um ponto de dano, ficamos logo amaldiçoados e a menos que tenhamos no inventário um item que se chama “Belladonna” não nos podemos curar e é logo game over. Por outro lado esse item era encontrado numa outra posição do mapa que poderíamos não ter visto, onde teríamos de dialogar com um caçador (e não o atacar). Ou seja, na dificuldade “normal” ou na mais difícil onde simplesmente os nossos stats são inferiores, dificultando as batalhas, acaba por ser necessário jogarmos várias partidas diferentes, explorando diferentes opções e caminhos para termos uma panorâmica geral da coisa.

As batalhas são passadas meramente com o lançamento de dados, cujo valor, somado ao nosso valor de skill resulta no ataque

As batalhas são passadas meramente com o lançamento de dados, cujo valor, somado ao nosso valor de skill resulta no ataque

Nas batalhas também se usam dados. Tanto nós como os nossos inimigos lançam 2 dados e os pontos que saem são somados ao valor de skill de cada um, quem tiver o valor total mais alto, é quem consegue desferir um ataque com sucesso. Se sair um valor final igual para ambos os intervenientes, todos falham aquele golpe. Podemos depois, se tivermos itens para isso, recuperar alguns pontos de stamina. Existe ainda uma outra dificuldade mais baixa para quem quiser só mesmo explorar o livro à vontade, que nos permite voltar atrás nas decisões, curar a nossa personagem sempre que quisermos ou mesmo tomar algumas decisões que poderiam não ser possíveis no nosso caso, como por exemplo “se tiveres o item x, faz y”, mesmo não tendo o tal item em questão.

A qualquer momento fora das batalhas podemos consultar o nosso inventário e usar alguns dos itens para regenerar vida, skill ou luck

A qualquer momento fora das batalhas podemos consultar o nosso inventário e usar alguns dos itens para regenerar vida, skill ou luck

No fim de contas achei esta uma experiência bastante interessante, mesmo nunca tendo jogado nenhum dos livros verdadeiros da série Fighting Fantasy. A história é algo simples, com uma narrativa nada complicada, mas o conceito em si acaba mesmo por ser bastante interessante a quem gostar de RPGs no geral.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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3 respostas a Fighting Fantasy: The Forest of Doom (PC)

  1. Li quase todos os livros de Fighting Fantasy mas jogos só tinha jogado um na PS1 e outro na DS. Este desconhecia por completo mas fiquei curioso! Se isso te aparecer novamente, já sabes a quem oferecer uma key. 😀

  2. Pingback: Deathtrap Dungeon (PC/Sony Playstation) | GreenHillsZone

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