Assassin’s Creed (Sony Playstation 3)

untitledSim, eu ando sempre uns bons anos atrás no que diz respeito aos ultimos lançamentos de videojogos. A franchise Assassin’s Creed já está num patamar tal que lança em média mais que um jogo por ano e só agora eu dei-me ao trabalho de pegar e finalizar um jogo desta série. Como habitual, gosto sempre de começar pelo início. E foi o que eu fiz, tendo terminado este primeiro Assassin’s Creed há meros dias atrás. Este meu exemplar foi comprado na velhinha TV Games no Porto, tendo sido um dos primeiros jogos que comprei para a minha PS3 algures em 2013 se a memória não me falha. A versão platinum que eu tinha foi substituída por uma black label, custando-me mais ou menos a mesma coisa (7€), na CeX de Lisboa, onde dei para troca alguns jogos repetidos.

Assassin's Creed - Sony Playstation 3

Jogo completo com caixa e manual

A coisa que mais achei piada nesta série é o seu conceito histórico e a forma como interligaram o passado com o “presente”. Isto porque a personagem principal é o jovem bartender Desmond Miles, que acaba por ser raptado por uma corporação multinacional chamada Aspergo Industries. Parece que Desmond é um dos últimos descendentes de uma antiga linhagem de guerreiros de elite, os Assassinos, cujas acções de assassínios políticos cirurgicamente planeados ficaram na História. E a malta da Aspergo quer utilizar essa descendência para descobrir algo que ocorreu no passado, algures no Médio Oriente durante a época das terceiras Cruzadas, numa altura de grande conflito entre Templários e Assassinos. E como pretendem fazer isso? Através da memória genética de Desmond, que lhe conseguem retraçar o passado até ao seu ascendente Altair, utilizando para isso a tecnologia de Animus, que nos permite jogar como Altair, tudo dentro da mente de Desmond. Isto permite-nos seguir 2 tramas em simultâneo: por um lado descobrir o que anda a Aspergo à procura, por outro lado, ver onde nos levam as aventuras de Altair, que se vê incumbido da tarefa de assassinar 9 pessoas chave, ao longo de todo o jogo.

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As paisagens vistas destes pontos altos eram realmente impressionantes

A jogabilidade mistura conceitos de exploração, acções furtivas e o parkour. A acção no presente serve apenas de transição entre capítulos e para desvendar um pouco do manto que cobre a trama principal, pelo que toda a jogabilidade é mesmo tida com o assassino Altair. Com este teremos de explorar várias cidades desde a cidade base dos assassinos de Masyaf, passando por Acre, e as mais conhecidas Damascus e Jerusalem, todas elas cidades chave nos conflitos das cruzadas, para além das terras situadas entre estas cidades. Isto porque antes de procedermos ao assassinato de alguma das pessoas-chave que nos é encomendado, teremos de obter o máximo de informação possível sobre as mesmas. O que fazem, quais os seus motivos e quais as suas rotinas. Isto é alcançado ao completar uma série de missões secundárias, sejam simplesmente bisbilhotar conversas, roubar informações cruciais do bolso de alguém, ou partir para a pancadaria seja a resgatar cidadãos que estejam a ser molestados pelas guardas locais, espancar certas pessoas que sabem coisas, ou mesmo assassinar pequenos alvos a troco de informação por parte de colegas nossos assassinos.

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O combate de Assassin’s Creed requer muita paciência, em especial no contra-ataque

O jogo está dividido em vários capítulos e em cada teremos de explorar uma, duas ou mais cidades, cada qual com o seu alvo a abater, e isto significa que teremos sempre de fazer missões secundárias como estas. No entanto, não é necessário que completemos todas estas missões para prosseguir, apenas uma certa percentagem é necessária, sendo essa percentagem definida no início de cada capítulo. Apesar de eu ter feito todas as missões secundárias, acredito perfeitamente que nem toda a gente o faça, pois acabam por ser bastante repetitivas. Para além disso temos ainda uma série de outros objectivos secundários, como assassinar 60 templários que estão distribuídos ao longo de todo o jogo, seja nas cidades ou no interior, assim como apanhar dezenas, senão centenas de bandeirinhas de diferentes facções, também escondidas ao longo de todo o jogo. Isto eu não cheguei a fazer pois iria dar um trabalhão e sinceramente não há recompensa sequer para todo esse trabalho.

Acre é a cidade que nitidamente tem mais influências medievais europeias. Tenho pena que a série não tenha voltado a este período

Acre é a cidade que nitidamente tem mais influências medievais europeias. Tenho pena que a série não tenha voltado a este período

De resto a jogabilidade em si até que é interessante, embora acho que deveria haver uma melhor maneira de alternar entre alvos, para quando estivermos completamente rodeados de soldados inimigos e a ser atacado de todos os lados. Para além da espada normal, Altair possui também uma espada escondida que nos permite realizar assassinatos furtivos no meio da rua, podendo passar algo despercebidos. Depois desbloqueamos também facas que podem ser atiradas a alvos, ideais para despachar os guardas que patrulham os telhados. Sim, telhados. É aí que entra a parte do parkour, porque somos sempre encorajados em andar discretos (existem mesmo botões para isso), mas nem sempre as coisas correm bem e depois convém fugir, especialmente no início do jogo em que a nossa barra de vida não é lá muito grande, nem temos ao dispor grandes técnicas de combate que acabam por ser preciosas mais tarde. E sendo assim não há outra solução senão fugir, recorrendo muitas vezes a escalar edifícios e saltitar de telhado em telhado, para fugir à confusão das ruas, até encontrar um esconderijo. Esta noção de ser o mais discreto possível também me irritou um pouco, pois por vezes basta não andar cabisbaixo ou acelerar um pouco o passo para sermos descobertos.

Graficamente é um jogo bastante interessante, pois permite-nos explorar grandes áreas em open world, com cidades incrivelmente detalhadas e populadas, ou grandes áreas de paisagem natural sem muitos loadings entre si. E as cidades acabam por ser bastante distintas entre si, com Damascus e Jerusalem a deterem as suas identidades próprias a nível arquitectónico e Acre já com uma arquitectura mais medieval europeia, com os seus grandes castelos e muralhas. E sim, escalar aquelas grandes torres para ter uma perspectiva panorâmica da cidade dava um certo gosto! Na parte audio é que acho que as coisas poderiam ser um pouco melhores. Isto porque a natureza open world acabava por interferir um pouco com a história principal. É normal em cutscenes importantes o diálogo ser abafado por coisas sem interesse nenhum que certos NPCs habitualmente dizem, como as irritantes pedintes e os seus “it’s just a few coins!!“. Seria preferível a inclusão de legendas para todas as cutscenes.

Gostei bastante da ideia por detrás deste jogo e das suas "viagens no tempo" através de memórias genéticas

Gostei bastante da ideia por detrás deste jogo e das suas “viagens no tempo” através de memórias genéticas

Concluindo, até que achei um jogo bem interessante, embora tenha algumas coisas opcionais que ache um pouco maçantes, ou mesmo alguns problemas técnicos que já mencionei nos parágrafos acima. Ainda assim, no fim de contas, o balanço para mim é bem positivo, e quando me dizem que o primeiro Assassin’s Creed é o mais fraco de toda a série, fico bem entusiasmado para jogar os seguintes!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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