Sunset Riders (Sega Mega Drive)

Sunset RidersAlgures no início da década de 90, alguém na Konami deve ter pensado: como seria se fizéssemos um Contra passado no Velho Oeste? Bom, e na verdade foi mais ou menos isso que acabaram por fazer quando lançaram Sunset Riders nas arcades. Mas ainda foram mais longe ao incluir o suporte a 4 jogadores em simultâneo, à semelhança do que fizeram nos beat ’em ups das Tartarugas Ninja. Depois desse lançamento inicial, foram lançadas duas conversões distintas: uma para a SNES e uma outra para a Mega Drive que é a que aqui trago. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado sensivelmente 6€.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Neste jogo encarnamos em Billy ou Cormano, dois pistoleiros caçadores de prémios em busca do próximo bandido procurado pela justiça. Cada nível é antecedido pelo cartaz do bandido que teremos de defrontar e a sua recompensa, sendo claro que o mesmo aparecerá como boss no final do nível. De resto considerem este como um Contra, com a mesma jogabilidade frenética e disparos para todo o lado. Infelizmente, e apesar de ser um excelente jogo, esta versão Mega Drive acaba por ser justamente aquela que pior convertida foi. Isto porque para além do suporte a 4 jogadores em simultâneo ter sido removido (o que não é nada surpreendente), apenas 2 das 4 personagens são seleccionáveis e cerca de metade dos níveis presentes na versão arcade e SNES foram cortados. Para tentar compensar de alguma forma, os níveis que ficaram acabaram por ser remodelados e expandidos.

Estas "senhoras da vida" provavelmente foram censuradas na versão SNES

Estas “senhoras da vida” provavelmente foram censuradas na versão SNES

É mesmo pena, mas ainda assim não deixa de ser um excelente jogo, este Sunset Riders da Mega Drive, para quem não conhecer as outras versões irá-se divertir de igual forma. Aqui somos levados de uma pequena vila repleta de saloons e moças que nos dão muitos “beijinhos”, até um comboio em movimento, um deserto no meio de territórios índios ou uma mansão final onde se esconde o mafioso do vilão final. Tudo isto repleto de acção, tiroteios, e uma grande variedade de inimigos que defrontamos. As músicas são também bastante agradáveis.

Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo

Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo

E assim fica mais um clássico da Konami da velha guarda cuja sua passagem pela Mega Drive não deixa de ser super divertida, mas no fim de contas deixa um travo amargo quando soubermos o que mais ficou por mostrar. Não se entende o porquê desta decisão da Konami, talvez pouco tempo disponível. Infelizmente a versão SNES anda a preços proibitivos pelo que se alguma vez encontrarem esta da Mega Drive baratinha não se acanhem!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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