F-16 Fighter (Sega Master System)

F-16 FighterMais uma rapidinha para a Master System a um jogo que nunca fiz questão em ter. Isto porque veio de um bundle que comprei na feira da Vandoma com uns conhecidos e como eu fiz questão em levar o melhor jogo do conjunto, era justo que levasse também o pior. E foi assim que entrou na minha colecção este F-16 Fighter que é na verdade um simulador de voo muito primitivo no campo visual, mas já com uma série de mecânicas de jogo bem complicadas. E quando digo primitivo, é porque o seu lançamento original foi no formato Sega Card, um pequeno cartucho do tamanho de um cartão de crédito com uma ROM de até 32KB.

F-16 Fighter - Sega Master System

Jogo com caixa e manual

Mesmo sendo um jogo primitivo, a atenção a pequenos detalhes parece-me impressionante. Este jogo teve origens em sistemas de computadores japoneses, tirando partido do teclado, portanto. A sua conversão para Master System também suporta o teclado que era vendido à parte nessa região, já desde a altura da Sega SG1000-II. Portanto, a outra forma de mapear todas essas teclas para controlar o jogo na sua totalidade consiste em utilizar 2 comandos em simultâneo e mesmo assim, para certas acções, por vezes temos de utilizar combinações de botões. Por exemplo, um dos direccionais serve para efectivamente guiar o avião, o outro serve para controlar as diferentes acelerações e travagens. Os botões faciais servem para disparar mísseis ou a metralhadora pesada, activar as “electronic counter-measures” para evitar mísseis inimigos, entre outros, como a transição de piloto automático e de voo manual.

screenshot

Reza a lenda que foi o próprio Yuji Naka que fez a conversão do jogo para Master System. Coitado, deve ter sido castigo!

Para além disso temos no ecrã dois radares distintos, bem como uma série de indicadores como um altímetro, bússola, ângulo de intercepção, combustível restante, entre vários outros. Como podem ver temos muito com que nos entreter. Depois o jogo é complexo o suficiente para nos obrigar mesmo a alternar entre voo manual com direito a afterburners e tudo ou piloto automático para maior concentração no combate, bem como termos de nos preocupar com a distância que o míssil tem de percorrer até atingir o alvo e com isso aguardar pela altura certa para atacar, bem como muitas outras complicações que acredito perfeitamente que agradem aos amantes de jogos de simulação. Já eu prefiro o Afterburner!

Graficamente é um jogo extremamente simples com gráficos em wire frames e pouquíssimas cores em simultâneo no ecrã. Parecem aqueles programas de computador do final da década de 70! A razão pela qual o jogo tem gráficos tão simples é devido a utilizar um determinado modo gráfico específico do chip de vídeo da Master System, que era utilizado apenas pelos primeiros sistemas da Sega (SG-1000, SC-3000). Aparentemente isso foi escolhido precisamente por este jogo funcionar também nessas mesmas consolas antigas, mas infelizmente não consegui confirmar esta informação a 100% pois não existe muita informação deste jogo na internet. O que também não consegui confirmar a 100% é que a versão japonesa deste jogo inclui um modo multiplayer muito peculiar, que necessita de ter duas consolas ligadas por um cabo de ligação especial. Como as coisas funcionam neste jogo em multiplayer… para mim é um mistério. Mas voltando à parte técnica… o som deste jogo resume-se a bips e um ruído que tenta imitar o som de pilotar um destes aviõezinhos. Nada de músicas, o que se adequa perfeitamente a um jogo de simulação.

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Lá por podermos fazer lock-on não quer dizer que são favas contadas

Posto isto, este F-16 Fighter é um daqueles títulos que apesar de não me dizer practicamente nada por preferir sem qualquer sombra de dúvida jogos mais arcade como o After Burner, não deixo de lhe tirar o chapéu por realmente ser um jogo que já nos exige muita atenção ao detalhe na sua jogabilidade, mesmo com um hardware algo limitado e com gráficos bem minimalistas. Mas a menos que gostem de jogos de simulação… passem ao longe dele!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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