Silent Scope 3 (Sony Playstation 2)

Silent Scope 3Já há algum tempo que andava atrás deste terceiro capítulo da série Silent Scope, que por sua vez teve as suas origens nas arcades como um jogo de lightgun muito peculiar. É que somos um sniper e a nossa light gun é mesmo uma sniper rifle com mira telescópica e tudo! Replicar esse comportamento nas consolas domésticas com uma light gun normal não é tarefa fácil pelo que apenas usamos os controlos normais, embora pelo menos este Silent Scope 3 tenha suporte ao rato da PS2. Este meu exemplar foi comprado por cerca de 5€ novo, numa loja no Porto.

Silent Scope 3 - Sony Playstation 2

Jogo com caixa, manual e papelada

A coisa engraçada neste jogo é que na realidade são dois num só. Por um lado temos o Silent Scope 3 que apesar de ser uma sequela é um jogo que acaba por ser exclusivo de consolas, por outro temos o Silent Scope EX, este sim uma adaptação de um jogo arcade de mesmo nome. E apesar de as mecânicas de jogo serem practicamente idênticas em ambos os jogos, naturalmente têm as suas diferenças. No Silent Scope 3 somos uma vez mais o Falcon, sniper maravilha que embora esteja reformado é mais uma vez chamado para uma operação crítica. Parece que raptaram um importante cientista de clonagem humana, com vista a “construirem” um enorme exército de clones. É uma missão ultra-secreta a pedido de uma alta patente do exército, pois ao que parece esse cientista já estava a aplicar os seus conhecimentos ao serviço dos Estados Unidos. Por outro lado, o Silent Scope EX possui uma história mais simples, onde um enorme gangue tomou de assalto uma cidade e cada nível acaba por ser uma missão diferente onde temos de resgatar reféns, escoltar o Presidente em autoestrada, ou outro VIP qualquer durante um voo de helicóptero.

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Controlar a mira com o rato deve ser bem melhor do que usar o gamepad. Nunca reparei se os anteriores Silent Scopes também o suportam!

Mas indo mesmo para as mecânicas de jogo em si, acabam por ser algo semelhantes às de outros shooters em lightgun de arcade, a diferença é que na grande maioria das vezes os inimigos estão longe e convém espreitar pela mira telescópica. De resto, quanto mais tempo perdermos a atingi-los, mais tempo eles têm para disparar sobre nós. E cada tiro levado não quer dizer necessariamente vida perdida, pois temos uma barra de vida que podemos acabar por recuperar se encontrarmos alguma mulher jeitosa e nos armarmos em voyeur, ao espreitá-las através da mira telescópica. Algo que já acontecia nos outros Silent Scopes também! Outra coisa que também sempre achei engraçado são os embates contra os bosses. Estes também possuem uma barra de energia, mas também têm um ponto fraco – geralmente a cabeça. Se lhes conseguirmos dar um tiro certeiro é logo morte certa! Agora muitos dos bosses estão em constante movimento, pelo que acaba por não ser uma coisa assim tão fácil de fazer. Geralmente no final dos jogos temos sempre uma situação mais tensa onde temos apenas uma bala, um oponente bastante longe, e uma única oportunidade de lhe dar um headshot e completar o jogo! De resto, no Silent Scope EX, apesar de ser um jogo mais curto, acaba por ter uma longevidade maior, pois em quase todos os níveis temos diferentes rotas para explorar, rotas essas que escolhemos antes de começar o nível.

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Apesar de os bosses terem também vários health points, um headshot certeiro derrota-os instantaneamente

Graficamente não é propriamente um dos jogos mais bonitos da Playstation 3, tanto o Silent Scope 3, como o EX. No entanto acabam por me parecer mais fluídos, tanto a nível de trabalho de câmaras que me parece bem mais dinâmico, como na variedade de coisas para fazer, colocando-nos em vários ambientes diferentes, desde as habituais áreas urbanas e industriais, até com combates a alta velocidade. A música pareceu-me um pouco genérica, bem como o voice acting que é o típico de jogos arcade – mau todos os dias, mas acaba por ter o seu charme por isso mesmo!

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Este é provavelmente o boss mais asqueroso que alguma vez viram.

A série Silent Scope tem aqui o seu término (pelo menos até agora) e sinceramente fiquei um pouco desiludido com este terceiro jogo pois estava à espera de algo com um pouco mais de substância. Para terem noção, os 3 jogos da série na Playstation 2 foram lançados em CD-ROM, em vez do habitual DVD, o que num jogo em 3D dá para entender a sua simplicidade. Ainda assim foi uma série que gostei de coleccionar, de qualquer das formas para quem tem Xbox se calhar acabaria por recomendar comprarem a compilação com todos os jogos da série, sempre é capaz de ser uma melhor compra.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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