Medal of Honor Warfighter (PC)

Medal of Honor WarfighterEu adoro first person shooters desde a primeira vez em que meti as mãos no Doom. E com o meu backlog gigantesco, de onde tenho lá vários FPS modernos e não só para ir jogando, porque não ir abatendo a backlog com esses jogos? E foi o que fiz, ao pegar no único dos meus jogos da franchise Medal of Honor que me faltava jogar, o Warfighter, que teve várias más críticas desde o seu lançamento, que sinceramente até as compreendo. Mas já lá vamos. Este meu exemplar foi comprado algures em 2014 se a memória não me falha, tendo-me custado 10€ numa Worten qualquer. É uma edição “limitada” que dava acesso à beta do Battlefield 4.

Medal of Honor Warfighter - PC

Jogo completo com caixa e papelada… já que manual está quieto

Invariavelmente, como todos os FPS militares modernos, vão buscar conflitos modernos, uma vez mais o combate ao terrorismo, como já tinham feito no Medal of Honor de 2010. Até aí tudo bem, mas neste Warfighter a Electronic Arts decidiu ligar o complicómetro e dramatizar uma série de coisas. Para além da campanha não estar tão conexa assim entre certas missões, somos muitas vezes levados a cutscenes que mostram dramas familiares, do soldado que tem de abandonar a mulher e a filha pequena para ir combater. Eu percebo perfeitamente a mensagem… mas não acho que tenha resultado bem. Até porque as expressões faciais, tanto da mulher como da criança são do pior que já vi.

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Este nível numa Malásia desvastada pelas cheias até que foi bem original

Mas passando para a jogabilidade, essa é a que eu esperaria de um first person shooter moderno. Podemos carregar com duas armas, podendo ser uma panóplia de diferentes revólveres, shotguns, metralhadoras, sniper rifles ou outros objectos importantes, como lasers para marcar alvos à distância. De resto é o costume, vida regenerativa ao ficarmos alguns segundos protegidos em cover – aliás, é mesmo fulcral saber dominar as covers e dispararmos por uma nesga, assim como o uso do aiming down the sights. Mas há coisas que este jogo tenta fazer de diferente. Em vez de termos missões aéreas (ok, temos uma a bordo de um helicóptero) ou que tenhamos de conduzir blindados e afins, temos a possibilidade de, em certas alturas, conduzir um bot armado e levá-lo para zonas de alto risco. Outras secções colocam-nos a conduzir carros em zonas habitacionais. Na primeira temos de conduzir um jipe em perseguição a alta velocidade de um suspeito terrorista até que o conseguimos finalmente albarroar. A outra já é em pleno Dubai, onde depois de capturarmos um outro suspeito terrorista, mas desta vez uma pessoa de grande poder, temos de andar de um lado para o outro na cidade a fugir dos carros dos seus seguranças. A certo ponto temos mesmo de jogar furtivamente com o próprio carro, escondendo-nos em certos becos mais escuros. Foram coisas que não estava nada à espera de encontrar neste jogo e até serviram de certa forma de uma lufada de ar fresco.

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Tirando os dramas familiares, a história segue o habitual dos confrontos contra terroristas

Outra coisa que deram grande importância foi a forma como surpreendemos os inimigos ao arrombar algumas portas. A certos pontos do jogo lá teremos de o fazer e temos de escolher a forma como vamos abordar a coisa. Inicialmente apenas podemos abrir a porta com um pontapé, alguém depois atira com uma stun grenade lá para dentro e, em câmara lenta durante alguns segundos, podemos atirar livremente nos terroristas que acabam por ser surpreendidos. Mas há várias outras formas de arrombar as portas e para as desbloquear vamos ter de apostar nos headshots durante estas alturas. Coisas como partir a fechadura à machadada, com um pé de cabra, ou mesmo a tiros de caçadeira, possibilidades não faltam. Agora perguntam-me vocês… isto é realmente uma feature que seja assim tão importante? Nada disso. De resto, para além do modo campanha que não é lá muito longo temos uma forte componente multiplayer. Mas sou sincero, nem sequer testei um único modo de jogo sequer… pois para mim multiplayer deste género e da EA é mesmo com o Battlefield. E verdade seja dita… com a quantidade de jogos que ainda tenho pela frente, não me posso mesmo dar a esse luxo.

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Sim… vai haver chuva de rockets.

Graficamente é um jogo bem competente, com óptimos gráficos para a altura em que foi lançado. Sempre gostei do motor gráfico Frostbite2! E apesar de ser um jogo com uma temática anti-terrorista, os cenários acabam por ser variado, mesmo em zonas do médio oriente, tanto estamos em aldeias remotas no meio do nada, como cidades modernas como o Dubai, ou outras zonas mais rurais. Mas não só! Também temos a oportunidade de passar pela Europa de Leste, ou num navio a meio do Oceano. O som no geral e respectiva música são bons, nada contra. Os diálogos entre os nossos companheiros acabam por ser bastante dinâmicos e a música vai-se adaptando às diferentes situações com que nos vamos deparando. Mas nada disto é novidade na série Medal of Honor em particular e nos FPS militares modernos no geral.

Concluindo, este Medal of Honor para mim não é um mau jogo de todo. É certo que tem os seus problemas, a história poderia ser melhor, aquelas cutscenes dramáticas com personagens muito mal desenhadas não dão com nada, mas de resto é um FPS bem competente, para se jogar de forma descomprometida.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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