F-Zero Maximum Velocity (Nintendo Gameboy Advance)

F-Zero Maximum VelocityO artigo que vos trago cá hoje é invariavelmente mais uma rapidinha, mas desta vez ao primeiro jogo que alguma vez meti os dedos para a Gameboy Advance. Foi no Continente do Maia Shopping, algures em em 2001 se a memória não me falha, que estive a dar umas voltinhas no F-Zero Maximum Impact. E finalmente, quase 15 anos depois de só o jogar em emulador, consegui-o comprar completo e em bom estado na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado apenas 2€.

F-Zero Maximum Velocity - Nintendo Gameboy Advance

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

O jogo decorre cerca de 25 anos após os eventos do primeiro F-Zero, existindo por detrás alguma trama que sinceramente sempre passa despercebida. Mas sendo 25 anos de diferença, infelizmente quer dizer que algumas personagens icónicas da série como o Captain Falcon ou o Samurai Goroh não estão aqui representadas, o que é pena. Mas o que interessa mesmo num jogo de corridas é a sua jogabilidade e a mesma mantém-se muito fiel à do F-Zero original da SNES, o que na minha opinião é óptimo, tendo em conta que é uma Gameboy Advance que nos estamos a referir. E com isto temos os controlos básicos de um botão facial para acelerar, outro para travar, d-pad para mudar a direcção e os botões L e R para fazer uma espécie de power-slide à lá Mario Kart, essenciais para dominar os circuitos, bem como se pressionados em simultâneo activam os boosts – que nos dão uma velocidade extra de forma temporária.

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Cada nave tem as suas próprias características e parecendo que não.. podem mesmo fazer a diferença!

Inicialmente dispomos de apenas 4 pilotos/naves e um modo Grand Prix (multiplayer já refiro mais à frente) com 3 diferentes classes a concorrer: Pawn, Knight e Bishop – sim, são peças de Xadrez. Cada um destes G.P. tem também vários níveis de dificuldade a escolher e quanto melhores nós formos, vamos desbloqueando o nível de dificuldade máxima (Master), bem como um outro G.P. – Queen, novas naves/pilotos e ainda um modo Championship, que é nada mais nada menos que um Time Attack mais robusto. Qualquer que seja o modo de jogo escolhido, F-Zero é sempre um jogo difícil. Para além dos circuitos cheios de curvas apertadas, saltos e zonas da pista que nos provocam dano, os nossos adversários são bastante agressivos e é frequente que nos estejam constantemente a atirar contra os “rails”, provocando-nos dano na nave. Esse dano pode ser regenerado sempre que passarmos numa zona “verde” do circuito, mas geralmente também temos de sacrificar um pouco a velocidade para a usar, pelo que temos sempre de ter o máximo de cuidado possível e treino, muito treino para dominar este e practicamente qualquer F-Zero.

Explodir com a nossa nave é uma pista que perdemos e pelo menos no modo G.P. temos também de ter atenção ao ranking em que finalizamos cada volta. Isto porque são 5 voltas por circuito e apesar de serem 20 participantes na corrida, na segunda volta já somos obrigados a terminá-la em pelo menos 15º lugar, na outra seguinte em 10º e por aí fora. Daí ser de extrema importância dominar os circuitos, os controlos e saber dosear bem os boosts que vamos recebendo (ou aproventando os das pistas). Para isso é que dispomos também de um Training Mode! Sobre o multiplayer confesso que não o experimentei, mas existem 2 vertentes, uma que deixa usar apenas um cartucho por sessão, e outra que obriga a cada jogador a ter a sua própria cópia do jogo. Como seria de esperar, o primeiro modo de jogo é bastante limitativo no circuito e nave a escolher, já o outro dá uma liberdade muito maior e tem até um leaderboard partilhado com as pontuações de todos os oponentes com os quais já enfrentamos.

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O jogo é rapidíssimo, as pistas estão cheias de obstáculos e a concorrência é feroz. Está aí a receita de um jogo desafiante.

Na parte técnica, este é um jogo muito fluído e usa e abusa do mode-7 tal como o F-Zero original de SNES. E sinceramente o Mode-7 é algo que para mim provoca sentimentos mistos. Se por um lado no início dos anos 90 vermos um Mario Kart ou um F-Zero a usar esse modo de jogo até era algo que poderia impressionar, eu sempre preferi as técnicas utilizadas por outros jogos de corrida como o OutRun e o seu sprite scaling. Isto porque o mode-7 consiste num enorme plano com a rodar no ecrã, e se até podemos detalhar esse mesmo plano com várias “texturas”, que são na verdade desenhos, as coisas não deixam de ser achatadas. É como se estivessemos a brincar às corridas em cima de uma folha de papel, mas visto de trás! Eu sinceramente prefiro que as coisas tenham “volume”. Mas também não deixa de ter as suas vantagens e de facto este é um jogo bastante fluído e com uma velocidade estonteante. As músicas continuam bem rockeiras, cheias de leads de guitarra e algumas até podiam figurar em álbuns de rock progressivo, o que para mim é mesmo muito bom! Mas confesso que senti a falta da Mute City…

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Infelizmente falta aqui uma Mute City… mas há outras cidades para concorrer

Concluindo, F-Zero Maximum Velocity é um óptimo jogo para a mítica portátil da Nintendo. O que lhe sucedeu, F-Zero GP Legend, já é algo um pouco diferente, mas a Gameboy Advance ainda recebeu um digno sucessor, se bem que apenas no Japão. É o F-Zero Climax, que mistura o melhor deste Maximum Velocity com o GP Legend, mas infelizmente nunca chegou ao ocidente. E desde 2004 que a Nintendo mantém a série no limbo o que é uma pena.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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