Aerial Assault (Sega Master System)

Aerial AssaultPara não variar, cá vamos a mais uma rapidinha! O jogo que cá trago hoje é mais um shmup, desta vez para a Master System. E sinceramente até foi um jogo que me surpreendeu um pouco, pois estava à espera de um shooter muito simples e este Aerial Assault até tem uns detalhes interessantes. De qualquer das formas foi daqueles jogos que comprei meramente por nostalgia, pois lembro-me de ver artwork desse jogo quando era mais novo e querer jogá-lo à força toda. Comprei-o há coisa de um ou dois meses atrás a um particular por cerca de 6, 7€.

Aerial Assault - Sega Master System

Jogo com caixa e um catálogo. Eu adorava esta capa em criança, curiosamente a capa americana consegue ser bem mais apelativa.

Como sempre nós somos o único piloto capaz de combater ou uma civilização alienígena e travar os seus planos de conquista do nosso planeta, ou então o de enfrentar sozinho um ditador e todo o seu exército. Este Aerial Assaul cai mais ou menos na segunda categoria onde enfrentamos uma poderosa organização terrorista se bem que acabamos também por os perseguir em pleno espaço sideral. Mas pronto!

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Pode não parecer na imagem, mas os efeitos da trovoada até que ficaram bem bons!

A jogabilidade é bastante simples como não poderia deixar de ser, existindo um botão para os ataques normais e outro para os especiais – e sim, uso o plural pois como devem calcular existem diversas variantes destes ataques normais e especiais na forma de power-ups deixados por certos aviões ou naves inimigas. Os tiros em spread-shot continuam a ser a meu ver os mais eficazes! Os especiais são vários tipos de bombas com munições limitadas, pelo que devem ser utilizados com alguma moderação, em especial contra bosses ou outros inimigos mais chatos. Logo no primeiro nível as bombas são literalmente do mesmo género das largadas pelos bombardeiros, ideais para afundar os navios e o primeiro boss é logo um navio gigante… outros power-ups que podemos encontrar podem ser os escudos que como devem imaginar também dão o seu jeito. Isto porque o jogo não é propriamente fácil e se o jogarmos em Easy não temos acesso ao jogo todo. Então tal como practicamente todos os shmups requer muita perícia, agilidade e visão de lince para conseguir coordenar e processar toda a informação que aparece no ecrã.

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Surpresa!!!

O que me impressionou positivamente neste jogo, pois sempre tive a sensação pelas reviews que ia vendo na net que o Aerial Assault não era lá grande coisa, foi precisamente a variedade de cenários, inimigos e obstáculos. Em alguns níveis vamos ter de entrar em túneis e fugir dos projécteis e naves inimigas (sim, porque são todos kamikaze) em pequenos corredores e outros obstáculos, o que não é propriamente novo e já o R-Type o fazia. Mas há umas cenas em concreto que me impressionaram bastante! Num dos níveis voamos acima das nuvens, e a metade de baixo do ecrã são precisamente nuvens que escondem perigos, ou escondem-nos a nós se decidirmos descer até lá. Mas depois começamos a ser bombardeados com mísseis que viajam na diagonal, obrigando-nos uma vez mais a ter reflexos bastante rápidos para nos desviarmos deles. Noutros locais atravessamos uma tempestade e temos de nos esquivar de enormes raios. Só tenho pena pelos bosses em si, que são na sua maioria estáticos… De resto a nível gráfico é um jogo bem competente pelas razões que mencionei. Os efeitos sonoros e músicas não me deixaram grandes memórias, mas lembro-me que não fiquei nada incomodado com isso, o que também não é mau!

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Tenho pena que os boss em si sejam algo estáticos!

No fim de contas, este Aerial Assault está longe de ser um Power Strike, mas ainda assim foi um jogo que acabou por me impressionar na positiva e aquele “eu” de 10 anos que ficava a babar para as imagens desse jogo ficou saciado por finalmente o ter jogado.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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