Call of Duty Roads to Victory (Sony Playstation Portable)

Call of Duty Roads to VictoryApesar de não ser a melhor plataforma para jogos deste género devido à falta de um segundo analógico, a PSP ainda recebeu uns quantos first person shooters. E como não poderia deixar de ser, a série Call of Duty foi mais uma delas a marcar presença nesta portátil da Sony. E claro que teria de ser um jogo mais simples do que os lançamentos principais ou outros secundários nas consolas pois a falta de botões assim o exigia. E se encararmos este Call of Duty com essas simplicidades forçadas pelo hardware, até acaba por ser um jogo que entretém. Este meu exemplar foi comprado algures numa cash, já não me recordo bem quando nem onde, mas certamente me terá custado menos de 5€.

Call of Duty Roads to Victory - Sony Playstation Portable

Jogo com caixa, manual e papelada

Neste Roads to Victory iremos participar em várias missões que decorrem em diferentes teatros de guerra na Europa ao longo da década de 40, algumas operações bem conhecidas como a Market Garden entre várias outras, sob o ponto de vista de tropas americanas, canadianas ou britânicas, cada nação aliada com a sua respectiva campanha no jogo. Infelizmente por algum motivo deram um foco bem maior aos norte-americanos do que aos restantes, pois os norte-americanos têm o mesmo número de missões (ou mais) que os canadianos e britânicos juntos. Não é muito difícil de adivinhar o porquê pois este é um produto norte-americano, mas gostava que tivesse havido um maior balanço neste campo.

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Enfrentar tanques apenas com armas leves? Sim, também teremos de o fazer

A jogabilidade tenta aproveitar o melhor possível dos botões disponíveis na PSP, ficando o analógico para movimentar e os botões faciais principais para mover a câmara, um pouco como os Medal of Honor Heroes também o fizeram. O D-Pad fica com as funções de mudar a posição para em pé/agachado/deitado, recarregar a arma, atirar granadas e alterar entre armas (uma vez mais apenas podemos carregar com 2 em simultâneo, mas temos imensas armas para utilizar ao longo da campanha, tanto aliadas como nazis). Os botões de cabeceira servem para disparar e utilizar o aiming down the sights. De resto só tenho pena que as personagens se movam muito lentamente e o analógico da PSP não é de todo o melhor para jogos deste género. De qualquer das formas há um mecanismo de auto-aim que nos ajuda bastante. Para o combate à distância a ideia é equipar uma rifle, deixar o auto-aim “pré-apontar” para os inimigos e fazer o aiming down the sights nessa posição para um tiro certeiro. Para os combates próximos de metrelhadora, por vezes o melhor é mesmo deixar o dedo no gatilho… As missões em si vão tentando mimicar as mesmas dos jogos principais, com objectivos como atacar (e defender) posições estratégicas, limpar zonas de snipers, proteger companheiros, destruir tanques, entre outros.

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Felizmente que as MG42 aqui não sobreaquecem e têm munição ilimitada

De resto, o jogo mesmo sendo simples tenta aliciar-nos a jogar mais através de conteúdo bónus. Existem vários graus de dificuldade e no final de cada nível a nossa performance é avaliada. Com isso vamos desbloqueando conteúdo “enciclopédico” de armas, veículos e artilharia pesada da 2a Guerra Mundial, bem como wallpapers e no caso de chegarmos ao fim da campanha pelo menos uma vez, também desbloqueamos alguns cheats como munição infinita ou invencibilidade. Para além disso o jogo tem naturalmente uma vertente multiplayer mas como em tudo ou quase tudo o que jogo na PSP nem sequer cheguei a testar. De qualquer das formas a única maneira que temos para jogar com amigos é mesmo por redes ad-hoc, nada de infrastrutura com servidores, ou seja temos mesmo de ter alguns amigos por perto para o fazer. Pelo que vi os modos de jogo são variantes de deathmatch, capture the flag e king of the hill.

A nível gráfico é um jogo comptente, com uns níveis minimamente bem detalhados dentro das limitações da PSP. Sendo na europa, e quase sempre em zonas urbanas, não há assim uma grande variedade de cenários. O framerate de vez em quando lá sofre uns solavancos nas situações de maior aperto e apercebi-me de um ou outro bug como ver através de paredes ou alguns inimigos serem invencíveis até alguém nos ordenar atacá-los. As músicas são épicas como sempre e não tenho nada a apontar da narrativa ou efeitos sonoros. Para uma portátil estão mais que bons!

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A falta de um botão apenas para “acção” tem as suas desvantagens. A primeira vez que tive de destruir uma Flak 88 fiquei montes de tempo preso sem saber o que fazer, tudo porque não tinha eliminado um Nazi que estava encostado a um canto…

No fundo este Call of Duty é um jogo minimamente sólido para a PSP e serve bem para entreter. Ainda assim, de todos os first person shooters com a temática da 2a guerra mundal existentes para a PSP acho que o Medal of Honor Heroes 2 leva a taça pois pareceu-me um jogo muito melhor em practicamente todos os aspectos, principalmente na jogabilidade que me pareceu mais fluída.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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