Dead Space 2 (PC)

Dead Space 2O primeiro Dead Space foi uma lufada de ar fresco no subgénero dos videojogos de terror. Pelo menos para mim foi uma excelente surpresa! As suas influências de filmes como o Alien são bem evidentes, mas é precisamente por isso que o adorei. Explorar sozinhos a enorme nave espacial de Ishimura, com criaturas asquerosas a aparecerem de todo o lado quando menos esperamos, toda aquela atmosfera de tensão, pelo menos em especial nos primeiros capítulos, sempre me agradou. E com o seu sucesso, naturalmente que uma sequela acabaria por ser produzida mais tarde ou mais cedo, até porque é a Electronic Arts a editora. Infelizmente este exemplar é uma daquelas edições manhosas dos “EA Classics”, com uma horrível caixa amarela. Mas como estava a custar apenas 5€ novo na worten do Maia Shopping há coisa de um ou dois anos atrás, acabei por comprar na mesma pois o que eu queria era jogar.

Jogo com caixa e papelada. Porque é que estas edições têm de ser tão feias?

Jogo com caixa e papelada. Porque é que estas edições têm de ser tão feias?

Esta sequela decorre algures 3 anos depois dos acontecimentos do jogo original, a bordo de uma gigante estação espacial que orbita Titã, uma das luas de Saturno. O protagonista é uma vez mais o Isaac Clarke, que acorda numa ala psiquiátrica sem memória dos últimos 3 anos. Shit hit the fan, mais uma vez há uma infestação de necromorphs, aqueles pseudo-zombies mutantes com braços e pernas afiados que nem facas e não só e para piorar as coisas, Isaac parece ter sido alvo de vários testes manhosos, ficando muitas vezes perto da demência, o que também vai ser visível ao longo de todo o jogo, com as constantes aparições de Nicole, sua (ex)namorada que tinha falecido algures no primeiro jogo e Isaac sempre se culpabilizou disso. A jogabilidade em si mantém-se muito parecida e quem jogou o primeiro Dead Space irá sentir-se em casa sem dúvida alguma. Parece também que personagens de outros jogos como o Dead Space Extraction acabam por estar aqui envolvidas.

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Tal como no primeiro Dead Space, tentar sacar headshots não é a melhor estratégia. Às vezes até piora!

As armas são uma vez mais ferramentas futuristas de mineiros, mas que se adequam perfeitamente para combater os necromorphs pois, tal como no primeiro jogo, apontar para os headshots não é de todo a melhor ideia mas sim decepar os seus membros, esses são os seus pontos fracos. Há vários necromorphs a regressar do primeiro jogo, outros parecem-me novos e também é giro ver a maneira que eles se adaptam ao combate quando vêm alguns dos seus membros cortados pelas nossas armas. Os primeiros níveis do Dead Space original tinham uma atmosfera muito, muito tensa tal como referi algures acima, mas aqui as coisas acabam por ser um pouco mais frenéticas e apesar de também estarmos a bordo de uma estação espacial ainda maior e com mais variedade de localidades a explorar, o jogo continua a ter uma atmosfera de horror, mas com um foco muito maior no combate do que anteriormente. Pelo menos foi essa a impressão com que fiquei, mas também não posso dizer que tenha desgostado.

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Por vezes temos alguns momentos com simples quick time events, quando somos atacados de surpresa por alguns inimigos

De resto temos muitos elementos que existiam no primeiro jogo. Os interfaces a nível de menus, inventário, logs, mensagens e objectivos são projectados holograficamente pelo nosso fato, o que sempre achei muito bonitinho. Depois temos o regresso das habilidades do stasis e telecinese, a primeira permite abrandar temporariamente alguns dos inimigos ou mesmo maquinaria, algo necessário para atravessar certas zonas industriais. O poder da telecinese funciona como a gravity gun do Half Life 2 onde podemos “pegar” em objectos e atirá-los em qualquer direcção. Até cadáveres, ou parte deles, podem ser utilizados de forma inteligente, como sugar lâminas dos necromorphs e utilizá-las para atacar outros. Ao longo do jogo vamos também encontrar uma série de itens, desde vários tipos de munição, medkits, dinheiro e outros itens que podem ser vendidos. Isto porque sim, teremos várias lojas virtuais onde poderemos comprar diferentes armas, munições e fatos, mas também temos as workbenches, onde poderemos gastar os power nodes que encontramos para melhorar a performance das nossas armas ou o fato. Pela primeira vez existe também uma série de modos multiplayer mas sinceramente foi algo que eu nem sequer testei pelo que não me vou alongar nesse assunto. Mas no que diz respeito a DLCs e afins… o único que realmente me interessava, acaba por ser exclusivo de PS3 e X360. Estou a falar da pequena expansão Severed, que conta uma outra pequena história para além do que se passa com Isaac Clarke. Não entendo porque raios isso ficou exclusivo das consolas, pois este tipo de DLCs que acrescentam mais história ao jogo são precisamente os únicos que realmente me interessam.

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Continuam a haver momentos em que temos de atravessar áreas em vácuo ou sem gravidade como no próprio espaço

A nível gráfico é mais um jogo competente tal como o seu predecessor, mas mantém a mesma identidade visual. Os corredores são similares, as portas são iguais, e até há uma parte em que revisitamos a Ishimura! Fora do comum temos uma creche e uma igreja lá da religião maluca que eles seguem, para diferenciar um pouco as coisas. Mas apesar de para alguns esta aparente falta de variedade ser um ponto negativo, para mim ainda não o é pois este é o segundo jogo e quando temos cenários tão bem construídos como os do Dead Space eu não consigo dizer que não gosto. A ambiência continua a ser boa, embora tenham trocado um pouco do suspense característico da primeira metade do Dead Space original por mais acção e combates. O voice acting é também bom, nada a apontar nesse campo.

Em jeito de conclusão, sinceramente também gostei bastante do Dead Space 2. É verdade que pode não acrescentar nada de muito novo à jogabilidade ou no tipo de visuais e que tenha trocado um pouco do horror para a acção quando comparado com o primeiro jogo. Mas ainda assim, o resultado final continua a ser bastante positivo para os meus gostos. Fico curioso com o terceiro jogo e no porquê de ter sido tão atacado pela imprensa na altura em que saiu. É o que verei em breve!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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