Hang On (Sega Master System)

screenshotHang-On é uma das mais importantes obras de Yu Suzuki, a mesma mente por detrás do agora-finalmente-famoso-de-novo Shenmue, pois foi o primeiro jogo arcade com uma cabine de “corpo inteiro”, ou seja havia mesmo uma réplica de uma moto que teríamos de manobrar. E claro, também foi dos primeiros videojogos a utilizar a técnica do sprite scaling, que ficou bem conhecida em outras das suas obras como Out-Run e davam uma sensação de velocidade que os videojogos da concorrência não tinham. Claro que a versão Master System, lançada originalmente no Japão no mesmo ano de 1985, não tinha toda esta pompa e circunstância. Esta minha cópia foi comprada a um particular há coisa de um mês, se bem me lembro.

Hang-On - Sega Master System

Jogo com caixa e manual multilingue

Este é então um jogo bastante simples. Tanto que na Europa foi lançado originalmente como um Sega Card, um formato de cartucho na forma de cartão de crédito, que tem capacidade para 32KB, o tamanho mais baixo de todos os jogos da Master System e era então deixado para jogos simples como o My Hero, Transbot ou este Hang-On. E aqui temos 8 circuitos diferentes para concorrer, cada um com 5 partes, 4Km e sempre com um tempo para bater, afinal este não deixa de ser um jogo com raízes arcade. Cada motociclista que ultrapassemos serve para aumentar a nossa pontuação final e como sempre temos de evitar bater noutros motociclistas ou nos sinais de trânsito da berma da estrada. A jogabilidade é simples com um botão para acelerar, outro travar e o direccional para virar para a esquerda ou direita e os botões para cima e paara baixo servem para engatar mudanças, existindo 3 mudanças diferentes para se usar.

screenshot

Apesar de até ser bem colorido para os padrões das consolas em 1985, perde muito do detalhe do original de arcade, o que seria expectável.

De resto a nível técnico é um jogo muito mais simples. Apesar de ser bem colorido quando comparado com jogos da NES da época, o detalhe das sprites é muito menor quando comparado com a versão arcade. E nos circuitos em si, a versão arcade tem muito mais detalhe nas pistas, aqui é só umas imagens de fundo e mudar as cores do céu e do solo. Mas não é de todo um jogo mau, simplesmente envelheceu mal e a própria Master System a meu ver acabou por receber outros jogos de corrida de motos com mais qualidade. A música e efeitos sonoros também não são nada de especial, até porque só ouvimos uns breves temas no ecrã título. É pena…

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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