Gunstar Heroes (Sega Mega Drive)

Classic CollectionPor fim, o último artigo referente à compilação Classic Collection na qual este Gunstar Heroes se insere. Foi produzido pela Treasure, uma empresa nipónica formada no início da década de 90 por ex-funcionários da Konami que estavam descontentes com essa empresa. Quase 25 anos antes de todos os problemas que têm vindo a surgir com a Konami nos últimos meses, foram uns visionários! O primeiro jogo da Treasure a ser publicado foi precisamente este Gunstar Heroes, um shooter sidescroller bastante frenético e com uma jogabilidade muito própria. O meu exemplar vem incluido nesta compilação Classic Collection que foi comprada em Junho na feira da Vandoma no Porto por 15€.

Classic Collection - Sega Mega Drive

Compilação com manual em português

A história não é o que mais interessa. Basicamente coloca uma dupla de heróis (Blue e Red) no encalço de um poderoso império que procurava uns 4 cristais coloridos com poderes especiais, para os seus próprios proveitos. Mas aqui o que interessa é mesmo a acção e essa é non-stop, ao percorrer níveis bem variados, repletos de inimigos a surgirem por todos os lados e como a Treasure nos foi habituando, com imensos bosses também. Mas é igualmente na jogabilidade que este jogo marca pontos, onde podemos equipar e combinar 4 tipos diferentes de projécteis, resultando em 16 diferentes combinações. Com o “poder básico” de fogo, electricidade, “force e homing” conseguimos fazer coisas como mega lança chamas, espadas laser, raios laser teleguiados pelo ecrã, entre muitas outras variantes. E estas mudanças podem ser todas feitas “on the fly” à medida em que vamos encontrando esses power-ups espalhados pelos níveis. A única coisa que só conseguimos escolher no início do jogo e depois não dá para mudar é a possibilidade de podermos nos mover e disparar em várias direcções, ou mirar apenas enquanto estivermos parados. Mas para além de termos sempre imensos projécteis pelo ar, podemos também fazer uma série de coisas como arremessar os nossos inimigos, dar-lhes uns pontapés aéreos ou, no caso de estarmos a jogar com um amigo, também o podemos atirar para onde quisermos sem qualquer prejuízo. E por fim, o facto de termos pontos de vida (que vão sendo aumentados à medida que vamos progredindo no jogo) e não mortes ao mínimo toque, tornam este jogo bem dinâmico e muito menos frustrante que os Contras, mas também com essas liberdades de acção over-the-top.

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Inicialmente podemos escolher com que tipo de arma queremos começar, se preferimos podemos disparar em todas as direções em andamento ou apenas quando estamos parados e por fim, qual o nível a começar

Os níveis são bastante variados como já referi, no primeiro percorremos bonitos campos verdejantes, já no segundo teremos uma série de combates intensos a bordo de um carrinho numa mina, viajando a altas velocidades em várias direcções e com bosses a chatear-nos também! Há um outro nível em que entramos num palácio e depois temos de jogar um pequeno jogo de tabuleiro, onde pegamos num dado, atiramos e vamos saltando as casinhas consoante o número que nos sair, onde tanto podemos ter de enfrentar um boss (e existem muitos), como recolher outros powerups. A ordem pela qual jogamos os primeiros 4 níveis pode ser escolhida à nossa vontade e depois teremos a recta final, uma vez mais com imensos bosses e alguns que voltam a enfrentar-nos. Basicamente temos todos os vilões a observar-nos por detrás de um ecrã e nós vamos jogando em background, à medida em que os vilões vão saindo dessa sala e nos defrontarem. Pequenos pormenores muito interessantes!

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Bosses é coisa que não falta nunca e por vezes têm bonitos efeitos gráficos

No que diz respeito aos audiovisuais é um excelente jogo. Adoro o design meio anime das personagens, visual esse muitas vezes repetido em vários outros jogos da Treasure incluindo o Mischief Makers que já por aqui referi. Os níveis são bastante detalhados e coloridos, mas no que diz respeito aos gráficos há aqui um truque que a Treasure empregou muito bem! Muitos bosses são enormes, mas ao contrário de serem uma única e enorme sprite, são na verdade um cojunto de pequenas sprites que, no caso de mechas, vão formando os vários membros do robot e se vão animando de uma forma muito interessante. As músicas são excelentes e bastante mexidas, adequando-se perfeitamente ao ritmo frenético deste jogo.

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Sempre adorei o design de tudo neste jogo!

Muita coisa poderia ainda ser escrita sobre este Gunstar Heroes, mas fico-me só por referir que é mesmo um excelente jogo. E com este primeiro trabalho da Treasure (se bem que aparentemente o outro da Mc Donalds foi desenvolvido antes) serviu perfeitamente para antever que realmente este seria um estúdio com muito potencial e isso felizmente comprovou-se. Que o digam Alien Soldier, Sin and Punishment ou Ikaruga!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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