The Lady (PC)

Não confundir este jogo com o The Cat Lady, um outro videojogo igualmente bizarro e chocante, mas com muito mais conteúdo. The Lady é só bizarro e chocante por vezes, mas bastante curto, pelo que esta será mais uma super rapidinha. Se a memória não me falha, este foi comprado em conjunto com algum bundle para steam a um preço muito reduzido, como é habitual.

The LadyDescrever este jogo não é tarefa fácil pois sinceramente eu não percebi muito bem o que raio estava ali a fazer. Indo à descrição do mesmo na sua página do Steam, podemos ver que o conceito seria uma viagem por uma série de sonhos ou alucinações de uma mulher com graves problemas de depressão e ansiedade. Bom e de facto as coisas começam a fazer um bocadinho de mais sentido assim, até porque vamos lutar contra nós próprios e as coisas tornam-se mesmo bizarras por vezes.

Categorizar este jogo é difícil mas vamos chamá-lo de um sidescroller pois na verdade é isso que fazemos na maior parte do tempo, andar para a esquerda e direita ao longo de vários ecrãs. Eventualmente conseguimos desbloquear algumas portas que nos dão acesso a outras partes do nível e também teremos de combater alguns “inimigos”. Para mover usamos o esquema de WASD, mas para atacar utilizamos as setas do teclado para disparar uns projécteis – chamemos-lhes assim – nessas mesmas direcções. Para avançar no jogo teremos por vezes pequenos puzzles a resolver, mas nada de especial. Coisas como descobrir o caminho a seguir! No final de cada nível temos um boss… e se o primeiro boss acaba por ser algo mais tradicional em sidescrollers 2D, todos os outros acabam por ser algo muito diferente e inusitado: são combates de shmups com 2 cabeças a dispararem lasers pelos olhos!

screenshot

A atmosfera sempre tensa é sem dúvida a melhor coisa do jogo.

Visualmente é um jogo bastante desconcertante. A nossa protagonista, a Lady, aparenta ser mutilada, e cheia de cicratizes, com um aspecto completamente miserável. Os nossos inimigos são coisas que provocam dor, como pedaços de vidro a cair, arame farpado ou então personificações da protagonista. A música é apenas noise, pelo que em conjunto com estes visuais torna-se numa atmosfera de cortar à faca, o que para mim é realmente a única coisa que eu consigo elogiar este The Lady. O resto como conceito de jogo sinceramente achei muito fraco.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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