The Stanley Parable (PC)

Se há coisa que realmente gosto nos jogos indie, é a capacidade que têm para me surpreender. É uma das vantagens de “podermos fazer o que bem nos apetece”, que por vezes acaba por resultar em experiências tão originais, mas também tão bizarras que dificilmente teriam lugar no mercado se fossem produtos das grandes produtoras deste indústria, que geralmente não correm lá muitos riscos. E Stanley Parable é um desses pequenos grandes jogos, para mim vindos completamente do nada e não consegui deixar de jogar mal lhe pus as mãos em cima. Este meu exemplar foi comprado até que recentemente, num humble bundle qualquer por uma ninharia.

The Stanley Parable

E o que consiste este Stanley Parable? Bem, vai ser muito difícil traduzir isto para palavras, pelo que me vou reduzir a uma rapidinha e pedir-vos sinceramente que o joguem por vocês mesmos. Vão ser surpreendidos. Basicamente nós somos Stanley, um mero funcionário de uma mega corporação cujo único trabalho seria estar o dia todo sentado em frente ao computador e pressionar as teclas que o computador lhe pediria. Um trabalho extremamente tedioso, mas por algum motivo Stanley adorava o que fazia até que chega um certo dia e nada acontece, o computador não dá ordens nenhumas a Stanley e mais misteriosamente ainda, não está mais ninguém na empresa.

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O nosso cantinho no trabalho.

Somos então “guiados” por um narrador que nos convida a sair do escritório e seguir um certo caminho por ele narrado para dar continuidade à história e para que consigamos resolver o tal mistério. Bom, se fizermos a vontade ao narrador, em cerca de 10 minutos temos o jogo fechado. Se bem que nesse caso o próprio narrador ainda diz que há muitos mistérios por resolver e recomenda-nos a jogar uma vez mais. Em muitas vezes temos a oportunidade de escolher qual o caminho ou decisão tomar e a piada está precisamente em explorar todos esses caminhos e decisões, em especial aquelas que contrariam o narrador. Isso vai levar-nos a uma série de novas ramificações na mesma história, algumas delas bastante absurdas e o papel tomado pelo narrador como nosso guia é 90% de toda a piada do jogo, até porque todas as nossas acções são devidamente comentadas por esse senhor. Vamos ouvir muito sarcasmo, muito humor negro, muitas pseudo filosofias e por vezes bizarrices, que tornam este jogo um prazer de ser jogado e explorar todas as diferentes alternativas que conseguirmos descobrir. Até nos achievements o jogo dá-nos um gozo tremendo só para ganhar um mero troféu virtual.

A nível técnico é um jogo minimamente competente nos seus gráficos, visto usar o motor gráfico do Source que já mostra bem a sua idade. Ainda assim “jogar” Minecraft ou Portal até teve a sua piada! Na narrativa e demais banda sonora é de facto um jogo excelente, nada a apontar neste campo.

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Apesar do jogo ser passado numa enorme empresa, ainda há lugar para alguma variedade de cenários

Se gostam de jogos que não vos dão assim lá muito trabalho nem ocupam muito do vosso tempo para serem jogados, este Stanley Parable já seria uma óptima escolha para pequenas “escapadelas”, mas com toda a sua qualidade torna-se de facto obrigatório.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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