World War Zero: Iron Storm (Sony Playstation 2)

World War ZeroJá há algum tempo que não jogava nenhum FPS em consolas e como tenho muitos jogos em lista de espera na PS2 já há bastante tempo para serem jogados, optei por este World War Zero Iron Storm. Este foi um daqueles jogos que nunca tinha ouvido falar sequer. Encontrei-o na CEX no Porto, olhei para a capa traseira e sinceramente gostei do que vi, pelo que acabei por levá-lo comigo. Foi uma daquelas compras à anos 90, onde não havia internet para ver as reviews do pessoal, nem toda a gente tinha revistas de videojogos e acabamos por levar um jogo pela capa. Creio que me custou entre 2 a 3€.

World War Zero - Sony Playstation 2

Jogo com caixa, manual e papelada

E em que consiste este World War Zero? É sobre algum conflito mundial que decorreu antes da primeira guerra? Nem por isso. Basicamente decorre numa realidade alternativa da nossa História, onde a primeira guerra mundial, que tinha começado em 1914 tal como realmente começou mas arrastou-se por mais 50 anos, basicamente colocando 2 grandes blocos em conflito. A Rússia absorveu o império alemão e em conjunto do o imperador Japonês invadiram também a China. Por outro lado os Estados Unidos mais alguns países do bloco Oeste europeu também formaram uma aliança e é precisamente daí que a nossa personagem  é. E este acaba por ser mais um daqueles FPS de um soldado contra um exército inteiro e o que começa por ser uma missão para invadir as trincheiras inimigas, acaba por escalar de tal forma que nos infiltramos num dos bastiões daquele Império para assassinar um dos seus mais importantes líderes.

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O que mais me irritou neste jogo é por vezes termos de enfrentar grupos de inimigos e não conseguir lançar uma granada rapidamente

A jogabilidade é a de um fps tradicional, ou seja poderemos carregar com um enorme arsenal de armas, com vários revólveres, metralhadoras, sniper rifles, lança-rockets, vários tipos de granadas entre muitas outras armas a encontrar ao longo do jogo, e a vida não é regenerativa, mas sim curamo-nos através de medkits. Os controlos básicos são os típicos de FPS, com um analógico para nos movermos, o outro para controlar a câmara e o gatilho direito para disparar. Apenas senti a falta de um botão para correr e um outro para atirar granadas, pois o esquema de mudar de armas pode ser um pouco trabalhoso. Podemos alternar rapidamente entre 2 armas apenas com o pressionar de um botão, mas ter de seleccionar propositadamente as granadas da lista das armas acaba por levar muito tempo que por vezes pode ser mesmo precioso.

De resto, para além da campanha single player com 16 missões – em que por vezes temos também alguns objectivos secundários para cumprir se quisermos, temos uma vertente multiplayer local, com suporte a 2 jogadores apenas. E apenas existem 3 modos de jogo, o deathmatch normal, team death match e capture the flag. Existe também o modo arena que na verdade agrupa partidas dos 3 géneros de jogo referidos anteriormente.

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Esperem por ver muitos soldados inimigos à lá Hellghast dos Killzone… mas na verdade este jogo precede o da Guerilla Studios pois foi lançado originalmente para PC em 2002

Graficamente não é nenhum Black, não é nenhum jogo que leva a PS2 ao limite. Então esperem pelo habitual de gráficos um pouco borratados, alguns serrilhados devido à falta de anti-aliasing e por aí fora. Como é um jogo de guerra, não esperem por paisagens bonitas e campos verdejantes mas sim trincheiras, cidades em ruína, bunkers com bases militares secretas e por aí fora. Mas é precisamente nesse design que até achei alguma graça a esete jogo por misturarem conceitos da primeira guerra mundial como o uso de trincheiras ou gás mostarda, outros da segunda como os tanques alemães, algumas armas como os lança-rockets, mas também algumas coisas meias futuristas como os helicópteros todos high-tech, ou os uniformes das tropas especiais. A nível de som é apenas um jogo competente, não há propriamente algo que me tenha ficado na memória. Os diálogos e cutscenes, quando as há, não são nada de especial.

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Muitas armas têm um zoom próprio, não apenas as sniper rifles. E dá jeito.

Já tinha algumas saudades de jogar um FPS na PS2, e de facto já nem tenho muitos pela frente no meu backlog, mas apesar dos seus defeitos ou até alguma mediocridade, a verdade é que este jogo até me divertiu. Próximo FPS na PS2? Eventualmente será o Area-51, pelo menos se não encontrar um Darkwatch entretanto.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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