Zombies (Sega Mega Drive)

ZombiesEscrever sobre este jogo vai ser uma tarefa um bocadinho difícil mas vamos a ver. Isto porque é considerado um jogo de culto, com muitos fãs dentro do pessoal mais nostálgico. E é verdade que até tem algumas boas ideias e a execução é boa, mas acaba por se tornar algo repetitivo e os seus mais de 50 níveis deixam de trazer algo de novo ao fim de algum tempo. Este meu exemplar foi comprado há uns tempos atrás a um particular no facebook por 10€, faltando-lhe o manual.

Zombies - Sega Mega Drive

Jogo com caixa

E uma coisa que aprendi recentemente, nomeadamente quando comprei o jogo, joguei-o novamente e investiguei um pouco mais sobre o seu background para escrever este artigo. Sempre pensei na minha inocência que este era um produto da Konami mas não, a Konami serviu apenas de publisher, este é um jogo da autoria da Lucasarts, a mesma empresa que nos trouxe coisas como Full Throttle, Day of the Tentacle e muitos outros jogos de renome. Mas ao contrário das aventuras point and click pelo qual eram sobejamente conhecidos, este Zombies é um jogo de acção com uma perspectiva top-down view, onde o nosso objectivo é salvar uma série de inocentes por nível, enquanto enfrentamos as mais variadas criaturas dos nossos filmes de terror predilectos.

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Apesar de ter Zombies no título, o que não faltam é outros monstrinhos e aliens

Uma das grandes vantagens deste Zombies e pela qual eu lhe tiro o chapéu, é todo o bom humor que vemos, em conjunto com inúmeras referências a filmes série B, desde o nome de vários níveis, como em alguns inimigos. Logo por aí se veria que este não é um jogo com origem japonesa.. era tão inocente eu. A outra das suas grandes vantagens a meu ver era mesmo a vertente multiplayer cooperativa que era realmente divertida.

Mas vamos por partes. Neste jogo iremos explorar uma panóplia de níveis (mais de 50 como já referi) em variadíssimos ambientes, desde a vizinhança lá do bairro, com as suas casas, jardins ou piscinas, mas também exploramos zonas mais industriais, um aeroporto ou mesmo ruínas antigas. Indepenentemente disso, a jogabilidade mantém-se. Teremos de explorar todos os caminhos, corredores e divisões em busca dos sobreviventes ou de outros itens e armas para usar. Muitas portas estão trancadas e temos de encontrar chaves perdidas algures no chão. Podemos abrir armários e gavetas em busca de objectos, mas também podemos ser surpreendido por monstros. Mas se nos faltar uma chave e tivermos uma bazooca à mão, ou outros explosivos poderosos, porque não deitar a porta abaixo? As armas são mesmo bastante variadas, tanto podemos ter o standard de pistolas de água, como talheres de mesa, corta-relvas, crucifixos, entre muitos outros. Os itens são também variados, existindo desde medkits, sapatilhas para andar mais rápido ou uma série de poções que poderão ter efeitos diversos tanto bons como o efeito dos itens que já referi atrás, a possibilidade de nos transformarmos temporariamente num monstro bastante poderoso ou num fantasma invencível, mas também podem ser maus, como perder alguma vida ou transformarmo-nos temporariamente num assassino incontrolável que ataca as vítimas que teríamos de salvar, se tivermos alguma por perto. São esses pequenos detalhes que tornam este jogo especial, a meu ver.

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Estranhamente, trampolins é o que não falta na vizinhança

No entanto é precisamente como eu digo, existem demasiados níveis em que temos de fazer sempre a mesma coisa. É isso que acaba por me desagradar neste jogo, já o referi várias vezes e não me canso de o fazer. Mas de resto a nível técnico também é uma obra interessante, com níveis e monstros bem detalhados, embora a versão SNES seja melhor nesse aspecto. As músicas também achei-as boas, tudo me faz lembrar aquela temática de filmes de terror das décadas de 60 e 70. E falando nisso, este é dos poucos jogos que acabo por preferir a capa da versão americana à nossa europeia. E já que falo na versão americana essa tem um nome ligeiramente diferente: “Zombies Ate My Neighbors”. A razão pela qual mudaram o nome da versão europeia foi porque acharam que seria um título muito impróprio e censuraram-no em conjunto com muito do conteúdo do jogo, incluindo um inimigo que na versão americana tinha uma motoserra, aqui foi substituido por um lenhador com um machado. O que é pena, sempre condenei a censura e num jogo destes que nos coloca a lutar contra zombies com uma pistola de água não valia a pena. Parece que não viram o sentido de humor…

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O jogo está repleto de referências a filmes clássicos

No fim de contas este Zombies é um jogo que acabo em parte por dar o braço a torcer: é muito bom de se jogar (especialmente a 2), tem muitos pormenores interessantes, um bom sentido de humor, mas mais uma vez, e só para terminar, peca mesmo pelo extenso número de níveis onde a variedade se vai desvanecendo a cada momento.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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