Zombie Hunters (Playstation 2)

Zombie HuntersJá há algum tempo que não escrevia nada da PS2 por cá. Mas de facto a consola tem estado a apanhar pó na secretária, embora ainda tenha muuuita lenha para queimar nos próximos tempos. Mas lá que me deu a vontade de jogar um dos budget releases que cá tinha em fila de espera e o que calhou na rifa foi o Zombie Hunters, cá trazido pela 505 Gamestreet. Eu conheci essa série com o lançamento do OneChanbara: Bikini Zombie Slayers para a Wii, um hack and slash onde controlávamos uma jovem donzela em trajes menores a esquartejar hordas de zombies. Pois bem, os primeiros jogos dessa série tinham sido lançados originalmente na PS2, e o Zombie Hunters foi o primeiro a sair por estas bandas, sendo uma conversão directa do “The OneeChanpurū ~ The Onechan Special Chapter ~”, que na realidade era um upgrade ao primeiro jogo. Portanto considerem este Zombie Hunters uma espécie de Game of the Year Edition com conteúdo extra. Sinceramente já nao me recordo onde o comprei nem quanto me ficou, mas calculo que terá sido numa Cash Converters ou Feira da Ladra e não deverá ter custado mais de 3€.

Zombie Hunters - Sony Playstation 2

Jogo com caixa, manual e papelada

Pois bem, este é uma budget release. Daqueles jogos feitos com meia dúzia de tostões e lá vão servindo para uma pessoa se entreter. Tal como referi acima, este é um hack and slash onde vamos defrontando imensos zombies e outras criaturas estranhas, podendo controlar uma de duas raparigas em trajes menores. E o que é isso relevante para o jogo? Não muito. A história leva-nos para um Japão moderno que por algum motivo se viu a braços com um apocalipse zombie e podemos controlar Aya, ou a sua amiga Riho Futaba, ambas algo avantajadas. Apenas joguei com Aya, e o seu motivo prendia-se em vingar-se da sua irmã, que por alguma razão estaria por detrás desse apocalipse zombie. O facto deste ser uma budget release vê-se logo na história que não é lá muito bem contada e inclusivamente tem alguns erros de tradução para inglês, o que nos remete logo para aquela era dourada dos 8 e 16bits e tiradas do género “All your base are belong to us“.

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Sabemos que estamos perante uma budget release quando temos Zombie Hunters na capa, manual e disco, mas o ecrã título é completamente diferente

A jogabilidade é simples, com um dos botões faciais a servir para saltar (com a possibilidade de poder fazer o duplo salto), um outro para atacar com a espada, outro para dar pontapés e o círculo a servir para os ataques especiais que apesar de serem óptimos para aquelas situações em que imensos zombies nos rodeiam serem projectados a 20 metros de distância, também nos rouba um pouco da vida sempre que são desencadeados, pelo que devem ser utilizados com alguma moderação. Depois os outros botões poderão servir para fazer lock-on e alterar os alvos ou limpar a espada. Limpar a espada?? Sim. À medida que vão jogando e decapitando ou cortando zombies ao meio vão encher a espada de sangue. Quanto mais sangue tiver a espada, menos eficazes serão os ataques, pelo que de vez em quando lá teremos de “a sacudir”. Mas há uma outra barrinha que vai sendo enchida com a carnificina e essa quando atinge o seu limite transforma-nos numa assassina sedenta de sangue, muito mais rápidos, com ataques mais poderosos, mas a custo de uma defesa mais fraca e da nossa vida ir descendo gradualmente. Mais algo que teremos de ter em atenção. É possível passar para o estado normal ao aproximarmo-nos de umas estátuas de anjo ou usar um power-up com a mesma forma que poderemos encontrar ao longo do jogo.

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Os controlos apesar de aparentemente simples não são dos mais fluídos e o lock-on nem sempre ajuda

Outra coisa relevante é o esquema de experiência. Como hoje em dia querem meter pontos de experiência em tudo, aqui também o fizeram e os mesmos podem ser ganhos consoante a nossa performance em cada nível, bem como por cada zombie que eliminemos. No final de cada nível poderemos distribuir esses pontos de experiência em várias áreas como a força, velocidade, melhorar os combos, aumentar a vida, entre outros. Mas apesar de ter algumas ideias engraçadas infelizmente os controlos não são os melhores pois nem sempre conseguimos controlar bem onde queremos atacar, com o botão direccional ou o analógico esquerdo a influenciar nos combos que fazemos, em vez da sua direcção. O controlo de câmara também não é o mais famoso, mas lá está, este é daqueles jogos budget em que realmente não podemos ser muito exigentes. De resto, para além do modo história podemos participar num survival mode que nos vai colocar a enfrentar números cada vez maiores de inimigos, ou podemos também completar alguns objectivos especiais no modo história para posteriormente desbloquear novas roupas para as nossas meninas ou mesmo personagens extra. Falo em objectivos como matar mais de x zombies em cada nível, ou terminar cada nível no modo “berserk”, por exemplo.

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Alguns zombies são bem poderosos e só os conseguimos derrotar se estivermos no modo Berserk

Os níveis em si também não são lá muito detalhados nem variados. No primeiro começamos num cemitério para depois irmos para as ruas da metrópole, os dois níveis seguintes são passados no mesmo hospital e depois voltamos para a cidade e fazemos o percurso reverso. Não há portanto uma grande variedade e por vezes até é mesmo monótono, pois em alguns níveis, em especial nos dos hospitais, temos de percorrer várias vezes os mesmos corredores idênticos em busca de chaves para abrir outras portas e com os inimigos a fazerem sempre respawn. Nesses níveis, apesar de haver um mapa das salas em que estamos e haver uma indicação da direcção que temos de tomar, mesmo assim acabam por ser algo confusos.

De resto a nível técnico é um jogo budget. Os cenários tal como referi acima não variam muito e os inimigos também não. Não esperem por grandes gráficos e por vezes vão encontrar slowdowns, em especial se “acordarem” muitos zombies de uma só vez. Um outro glitch gráfico que achei piada foi às “boob physics”. Com a mulher parada no sítio conseguem ver uma das mamas a abanar como se não houvesse amanhã, isto para mim foi bem visível com a Riho e até achei bem engraçado. A nível de efeitos sonoros são super simples e as músicas são electrónicas mas passam bem despercebidas, nada de especial.

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La sangrento o jogo é. Mas não pensem que lá por os zombies estarem decapitados ou só terem as pernas inteiras deixam de nos atacar

Ainda assim mesmo com toda a mediocridade este Zombie Hunters é daqueles jogos curiosos. Budget por budget, medíocre por medíocre, prefiro tê-lo na minha colecção do que comprar mais um FIFA, ou um “Imagine Sweet Princess Alpha Turbo”. Em seguida virá o Zombie Hunters 2 ou mesmo o Zombie Driver que me pareceu ainda mais “terribad but cool”.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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