140 (PC)

Voltando para mais uma rapidinha a um jogo indie, o que cá trago é um platformer bem original simplesmente intitulado de 140. E espero que tenham bom ouvido para a música, pois vão precisar mesmo de entrar no ritmo para chegar a algum lado neste jogo. Mas já lá vamos. Esta minha cópia digital entrou na minha conta do steam como tantos outros, através de um indie bundle por uma bagatela.

140 PCE o que consiste este 140? É um jogo de plataformas muito minimalista, pois a nossa personagem é um quadrado, que por sua vez se transforma num círculo quando está em movimento, ou num triângulo quando saltamos. Para além de todo esse aspecto minimalista na geometria que está também presente nos próprios níveis, temos algo muito mais importante a entrar para as contas das mecânicas de jogo: a música. Esta vai marcando um ritmo no qual vai influenciar várias coisas: plataformas aparecem e desaparecem consoante o ritmo, e outros obstáculos também vão alternando consoante a música, ou mesmo a gravidade a mudar. Isso causa logo uma grande envolvência com o jogador, mas também nos ajuda pois se nos concentrarmos acabamos por conseguir antecipar algumas coisas e é essa a chave para o sucesso.

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140 é um jogo bastante minimalista, mas isso também faz parte do seu charme

Tal como alguns outros platformers exigentes como VVVVVV ou Love, vamos poder activar uma série de checkpoints e cada vez que morramos (e acreditem que vamos morrer muitas vezes) renascemos nesse ponto. Existem apenas 3 níveis, com a sua dificuldade crescente e no final de cada um teremos um boss para enfrentar. Bom, eu ainda não consegui terminar o último boss, quando achei que já estava a dar conta do recado as regras mudaram completamente e o meu cérebro de um nó cego de tal forma que já nunca mais iria conseguir passar aquilo. Só se fosse por muuita sorte ao escolher a posição certa por acaso. De forma consecutiva. O que é pena, pois aparentemente no final dos 3 níveis poderia jogá-los de novo mas de forma invertida, pelo menos é o que diz a lista de achievements.

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Estas zonas a cinzento ainda vão dar-nos muitas dores de cabeça

A música é electrónica e a mesma vai entrando em crescendo à medida que vamos progredindo em cada nível e conseguimos avançar para as secções seguintes (ao guiar uma pequena esfera para olhos esbugalhados no chão). Nessas alturas novos instrumentos e melodias vão entrando em cena, e o jogo introduz também alguma nova mecânica de jogo. Desse ponto de vista de design, este 140 é de facto algo muito bem conseguido. Os gráficos são bastante minimalistas, mas acho-os perfeitos para a experiência de jogo que tentam transmitir.

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Este boss é das coisas mais sádicas que já encontrei.

Apesar de não ser um jogo muito longo, este 140 é sem dúvida um indie game a ter em conta, tanto pelos fãs de jogos de plataforma, como pelos fãs de jogos musicais, como o Bit.Trip.Runner, um bom exemplo de platforming e música/ritmos de mãos dadas.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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