Sword of Asumi (PC)

Tempo para mais uma rapidinha para uma visual novel que sinceramente não me cativou nada e só veio parar à minha conta do steam pois veio juntamente com algum indie bundle que comprei por uma bagatela há coisa de um ou dois meses atrás.

Sword of Asumi - PCMuito resumidamente, Sword of Asumi decorre no Japão, numa era moderna mas ainda com um regime aparentemente feudal. Asumi é uma ex-ninja do Black Clan, um grupo de assassinos mercenários, mas Asumi é honrada e quer mudar de vida, sendo agora uma candidata a Justicar, uma espécie de polícia Samurai lá do sítio. A sua primeira missão consiste em infiltrar-se numa academia de samurais, uma espécie de Hogwarts lá do sítio e desmantelar uma possível unidade terrorista que estava lá alojada. A premissa até parece original, mas a execução é muito, muito sem sal. Esperem por romances forçados e uma escrita tão má que faz o roteiro dos Morangos com Açúcar ser merecedor de um Nobel da Literatura. E para os pervertidos de plantão o máximo que vão ver é umas catraias em lingerie – só a Asumi tem um guarda-roupa inteiro da Victoria’s Secret para mostrar.

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Existem várias escolhas que podemos tomar ao longo do jogo. Umas sem implicações nenhumas no decorrer da história, outras nem por isso

Existem imensos finais diferentes, alguns felizes, outros nem tanto, que podem ser obtidos mediante as várias escolhas e decisões que por vezes temos de tomar. Felizmente que existe um botão “skip” para avançar blocos de texto que já tenhamos lido em partidas anteriores. De resto no que diz respeito aos audiovisuais também achei este Sword of Asumi um jogo mediano. O design das personagens é demasiado simplista e revela um traço algo amador, o que se conjuga perfeitamente com tudo o resto: insosso. As músicas é que vão sendo variadas, desde calmas melodias de piano ou guitarra, para algumas músicas mais mexidas em momentos de maior “tensão”. Mas nenhuma se destacou. Ainda nos audiovisuais o jogo tem uma opção para activar as falas em audio, mas o algoritmo que gera a voz digitalizada é muito, muito mau. Tentem vocês mesmos!

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Para os pervertidos de plantão… isto é o máximo de nudez que poderão ver neste jogo. Se o iriam comprar para isso… então é melhor arranjarem o True Love 95 ou algo do género. 🙂

Em suma, este é daqueles jogos que eu apenas consigo recomendar aos maiores apreciadores de visual novels, mas mesmo esses devem torcer bem o nariz ao jogá-lo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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