Pokemon Stadium (Nintendo 64)

Pokemon StadiumHoje é tempo de mais uma rapidinha desta vez para a consola de 64 bit da Nintendo. E os jogos Pokémon que tomaram de assalto a Gameboy fizeram de tal forma sucesso que mais tarde ou mais cedo seria inevitável que víssemos algo desta franchise nas consolas domésticas da empresa nipónica. Mas enquanto eu esperaria por um RPG colossal, quanto mais não fosse uma adaptação dos originais para 3D, a Nintendo tinha outros planos, lançando este Pokémon Stadium, onde o foco está 100% nas batalhas dos bichos. O meu cartucho veio no bundle em conjunto com a consola, mais uns quantos jogos e o Transfer Pak, tendo-me ficado uns 40€ no total.

Pokémon Stadium - Nintendo 64

Apenas o cartucho. E o Transfer Pak que não ficou na foto

Não existe qualquer história por detrás deste jogo, tirando alguns mini-jogos soltos que até me pareceram divertidos, tudo o resto é practicamente combates entre pokémons, em vários modos de jogo distintos. E curiosamente, algo que eu só me apercebi há uns anos atrás quando estava a revisitar o mundo da emulação de N64, é que este nosso Pokémon Stadium na verdade é já o segundo, pois o Japão já tinha recebido um primeiro jogo anteriormente. Essa primeira versão japonesa era ainda muito preliminar, contendo apenas 42 dos já 151 bichos existentes e os Pokémon Stadium que acabamos por receber por cá referem-se na verdade ao segundo e terceiro japoneses.

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Existem imensas regras a ter em conta para os combates nos diferentes modos de jogo.

Bom, e que modos de jogo temos então para escolher? Os principais são o Gym Leader Castle e o Stadium. No primeiro iremos defrontar todos os gym leaders dos jogos originais da gameboy, seguindo-se pela Elite Four e o Gary, nosso rival. O modo Stadium coloca-nos em diversos escalões de batalhas, desde as mais acessíveis Pika e Petit Cup, contra Pokémons de nível não muito elevado, e depois as Poké e Prime Cups, cada uma subdivididas ainda em 4 categorias, desde a Poké Ball até à Master Ball. Ao completar ambos os modos de jogo, poderemos enfrentar o Mewtwo num combate particular, finalizando assim o jogo. Ou será? Pois não. Depois dessa tarefa desbloqueamos o Round 2, onde poderemos rejogar todas estas vertentes num grau de dificuldade ainda maior.

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Os minijogos até que são bastante divertidos e o multiplayer recomenda-se

Para estas batalhas podemos utilizar alguns Pokémons já pré-definidos no jogo, ou importar os nossos próprios do Gameboy através do Transfer Pak. Aliás, o Pokémon Stadium permite até que façamos alguma gestão do nosso “inventário” de pokémons dos jogos portáteis, transferi-los de Gameboy para Gameboy com recurso a outro Transfer Pak ou mesmo jogar os RPGs através de um emulador de Gameboy embutido no jogo. De resto temos também outros modos de jogo como um versus para 2 jogadores, outro para combates de treino e os já referidos mini-jogos bastante diversificados e que figurariam bem num Mario Party.

Nos audiovisuais este jogo acaba por ser bastante bom. As músicas e efeitos sonoros cumprem bem o seu papel, embora o destaque acabe mais por estar na quantidade de falas que conseguiram meter no cartucho. Parece que o comentador tem bitaites para todas as situações! Graficamente é também um jogo bem conseguido, pecando únicamente numa ou noutra textura mais mal aproveitada. Como é um jogo de luta a 2, foi possível detalhar bastante bem os modelos dos bichos e de todos os restantes efeitos especiais, resultando num jogo com uns visuais bastante clean e com bons gráficos no geral.

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Os modelos poligonais deste jogo estão muito bem detalhados, evidenciando essa vantagem tecnológica da Nintendo 64 perante as suas concorrentes directas

No fim de contas, não acho que este Pokémon Stadium seja um mau jogo naquilo que se compromete: um simulador de batalhas entre os bichinhos (yay violência animal), mas sempre tive a curiosidade de ver um RPG a sério desta franchise numa consola caseira. Fizeram algo próximo com os da Gamecube, mas isso será assunto para um eventual artigo futuro.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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