Silent Scope (Sony Playstation 2)

Silent ScopeO artigo de hoje é mais uma rapidinha, desta vez para a PS2 e mais uma conversão arcade, agora da Konami. O Silent Scope era um jogo muito peculiar, pois apesar de por um lado ser um light gun shooter moderno como muitos outros (Virtua Cop, Time Crisis), encarnavamos num sniper e a nossa light gun era mesmo uma sniper rifle, com mira telescópica e tudo. Por acaso nunca cheguei a jogar a versão arcade, mas sempre me deixou curioso. A PS2 foi uma das plataformas a receber uma conversão caseira e é essa a versão que cá trago. O meu exemplar foi comprado a um particular e custou-me uns 4€ se bem me lembro.

Silent Scope - Sony Playstation 2

Jogo completo com caixa e manual

Bom, como não existe nenhuma light gun semelhante para a PS2, aqui apenas podemos usar o comando normal, com um botão a servir para alternar entre a mira normal (sem zoom) e a telescópica. Os controlos são simples, com o direccional ou o analógico a moverem a mira, o X ou R1 para disparar, e o quadrado e triângulo a servirem para aumentar ou diminur a sensibilidade da mira telescópica. Recarregar? Nada disso, cada tiro conta, só se recarrega no fim do clipe, o que nos pode deixar vulneráveis ao fogo inimigo. Mas já lá vamos. Afinal quem são os maus da fita e o que fizeram? Bom, o presidente dos EUA (pelo menos assumo que é essa a nação) e a sua família foram todos raptados por uma organização terrorista e a nossa missão é salvá-los, sendo que para isso vamos ter de furar muitas testas pelo caminho.

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O primeiro nível é possivelmente o que tem os alvos mais longínquos, mas mais inofensivos também

Pelo menos nos primeiros níveis, quando estamos sem utilizar a mira telescópica, o jogo vai demarcando ao longe as posições inimigas e nós só temos de levar o cursor para lá, activar a mira telescópica, afinar a mira e disparar. Mas como habitual, os inimigos não se deixam ficar e ao fim de algum tempo se não lhes acertarmos eles também disparam para nós. Cada tiro certeiro de alguma bala retira-nos meia vida, mas se for algum projéctil ou granada, perdemos uma vida por completo. Felizmente de vez em quando aparecem umas mulheres em trajes menores, seja a apanhar sol numa piscina, ou surpreendidas no quarto de um hotel. E se olharmos para elas com a mira telescópica ganhamos uma vida. Mas claro que isso também nos deixa indefesos durante o tempo em que as andamos a espiar. Como também não poderia deixar de ser vamos ter vários bosses para derrotar e aqui entram em jogo algumas mecânicas interessantes. Todos eles têm um ponto fraco (a cabeça) e apesar de cada tiro certeiro no boss ou no veículo que conduz (caso aplicável) lhe retire um pouco de vida, um headshot é o suficiente para o derrotar.

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Durante a noite conseguimos identificar alguns inimigos pelos lasers das suas armas ou lanternas

Um outro aspecto interessante é o de caminhos múltiplos. Silent Scope, como muitos outros jogos arcade deste género, é bastante curto, mas tenta oferecer uma maior longevidade ao em certos pontos no jogo nos perguntar como devemos progredir, resultando em bosses ou níveis inteiramente diferentes. Para além disso a versão caseira tem ainda um time trial baseado nos vários níveis mas com um curto intervalo de tempo para serem concluídos, bem como uma galeria de tiro para irmos treinando as nossas habilidades.

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Um tiro certeiro na cabeça do piloto arruma logo com o boss

Graficamente é um jogo algo simples, visto ser um dos títulos da primeira vaga de software da PS2. Esperem algo ao nível de uma Dreamcast, com cenários variados, mas sempre com o famoso “blue sky in gaming”, excepto naqueles que são passados à noite, claro. Mas de resto, a nível de texturas e modelos poligonais é um jogo simples., mas eficaz. A música tem muito aquele feeling arcade que sinceramente me agrada. O voice acting é cheesy todos os dias, mas também faz parte do charme. Posto isto, e se forem fãs de jogos arcade, acho que devem sem dúvidas dar uma espreitadela a este. Se estão à espera de algo com mais realismo e física de projécteis… então esqueçam.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Silent Scope (Sony Playstation 2)

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