Kuru Kuru Kururin (Nintendo Gameboy Advance)

Kuru Kuru KururinO artigo de hoje vai ser mais uma rapidinha porque, you know it, o tempo tem sido completamente escasso. E para a rapidinha de hoje será um jogo bastante bizarro da altura do lançamento da Gameboy Advance, pelo menos em território europeu. Kurukuru Kururin é uma espécie de puzzle-game com um conceito bastante original que só alguém do Japão poderia ter uma ideia dessas e já perceberão o porquê. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular, a quem eu bem agradeço e está completo com caixa e manuais.

Kuru Kuru Kururin - Nintendo Gameboy Advance

Jogo completo com caixa manuais e papelada

O jogo é bizzarro até na história. O nosso protagonista é um pato em busca de todos os seus irmãos que estão espalhados por sabe-se lá onde. E como os vamos encontrar? Bom, e que tal enfiarmo-nos no veículo mais estranho do mundo? Que tal soa uma bola com 2 hélices gigantes que rodam sem parar para atravessar corredores estreitos e cheios de obstáculos? Porque basicamente é isso que acontece ao longo de todo o jogo, temos de levar o “helicóptero” do ponto A ao ponto B em cada nível, evitando ao máximo embater em paredes ou outros obstáculos no meio. A velocidade com que as hélices rodam é sempre a mesma e o sentido “também”. Com base nisso temos de pensar bem no timing para atravessar algumas curvas, aproveitando o sentido de rotação e a curvatura. Ao embater em paredes perdemos um coração, e temos poucos para usar, no entanto os mesmos podem ser regenerados em algumas áreas do circuito.

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Esta é a coisa que pilotamos

Mas também podemos ver algumas molas e nessas podemos embater à vontade, pois alteram o sentido de rotação das hélices e são muitas vezes a chave para o sucesso ao fazer alguns “S” ou outros circuitos mais complexos. Para além disso podemos também apanhar uma série de itens de bónus, que poderão ser usados depois para customizar o aspecto do nosso helicóptero. Creio que são apenas mudanças cosméticas… e para além do modo história temos um modo de treino onde podemos practicar os circuitos já desbloqueados e um outro modo Challenge, onde temos de bater tempos mais apertados em vários circuitos. Existe também uma vertente multiplayer que pode ser jogada até 4 jogadores com apenas um único cartucho, uma das grandes novidades introduzidas pela GBA. Mas claro que não experimentei.

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Ao embater nalguma superfície que não uma mola, somos penalizados

Graficamente é um jogo simples, mas bem colorido. Os níveis são temáticos, tanto temos cenários mais naturais ou industriais, mas como é um jogo baseado em circuitos não há muita coisa que se possa fazer. Por outro lado, as músicas são excelentes e fazem-me lembrar bastante o chiptune da NES. Para fechar o artigo, devo dizer que Kurukuru Kururin é um jogo divertido para ser jogado numa portátil. Quem gosta de puzzle games irá certamente encontrar algum desafio aqui, mas não é de todo um jogo que eu recomende incondicionavelmente. Cumpre o seu papel.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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