Bomberman Generation (Nintendo Gamecube)

Bomberman GenerationO Bomberman é certamente uma das personagens mais icónicas do mundo dos videojogos. A mascote da Hudon, com as suas origens num videojogo bem viciante, especialmente se jogado em multiplayer, tem visto com o decorrer dos anos o lançamento de inúmeros videojogos baseados na mesma fórmula. Mas por vezes também se desviam um pouco da norma e este Bomberman Generation acaba por ser um jogo de acção/aventura bem diferente dos Bomberman clássicos. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na feira da Vandoma no Porto, por 5€.

Bomberman Generation - Nintendo Gamecube

Jogo com caixa e manual

Este Bomberman conta uma história onde o universo aparentemente é alimentado pela energia de uns pequenos cristais chamados “bomb elements”. Curioso para saber mais, o professor Ein traz-los numa nave espacial para serem analisados no seu laboratório, quando a mesma nave é albarroada pelos piratas Hige Hige, que roubam os bomb elements e refugiam-se num planeta ali próximo. O resto do jogo coloca-nos em perseguição dos Hige Hige Bandits e os seus bomb elements, ao longo de 5 diferentes mundos, com cenários variados como florestas, desertos, templos antigos ou bases espaciais mais high-tech.

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Em baixo temos alguns dos Charabombs que nos podem ajudar na aventura

A jogabilidade é quase a de um jogo de plataformas, excepto pelo Bomberman não conseguir saltar. Vamos então vagueando em cada nível numa perspectiva quase em top-down view, e o único ataque que dispomos é o que Bomberman sempre fez de melhor: usar bombas. Essas bombas podem ser utilizadas para atacar directamente inimigos, ou abrir contentores que tenham itens, ou destruir algumas partes do cenário para nos abrirem novas passagens. Mas este jogo ainda vai bem mais longe com as suas mecânicas. Vamos poder apanhar items que depois nos permitem criar bombas de diferentes elementos, como água, gelo ou luz, encontrar pequenas criaturas (Charabombs) que nos dão diferentes habilidades se os equiparmos, como teleguiar as bombas que atiramos para o inimigo mais próximo, explodi-las quando quisermos, ou mesmo controlar o seu movimento manualmente. Todas as suas habilidades acabam por ser eventualmente necessárias para terminar o jogo através de pequenos puzzles, quanto mais não seja para encontrar várias dos power-ups secretos que podemos encontrar, como heart containers que nos aumentam a nossa vida.

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Para além de largar as bombas, podemo-las atirar ou chutar

Os próximos Charabombs que encontramos para que os mesmos se juntem a nós devem ser combatidos como se combates de Pokémon se tratassem, embora muito simplificados. Podemos escolher apenas um pequeno set de movimentos a desempenhar sequencialmente a cada turno e o nosso oponente faz o mesmo. Os bichos também são elementais, pelo que combater Charabombs de fogo usando um de água é sempre uma boa ideia. Existem também imensos powerups a serem apanhados, como itens que incrementam o número de bombas que podemos largar de cada vez ou a nossa velocidade. Infelizmente se perdermos uma vida estes valores voltam outra vez ao default, movimentação lenta e apenas uma bomba de cada vez. Temos também vários mini-jogos dentro da própria aventura principal, bem como uma série de bosses que para um jogo infantil nem são assim tão fáceis, o que me acabou por surpreender positivamente.

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Os bosses também têm uma barra de vida medida em corações.

Para além do modo história poderemos depois jogar os minijogos as vezes que quisermos, bem como temos também uma interessante componente multiplayer, como um verdadeiro jogo da série Bomberman. Para além do modo clássico onde podemos andar sozinhos contra o computador, ou com outros amigos a estourar-nos uns aos outos (e evitar que sejamos apanhados pelas nossas próprias explosões, temos outras variações desse modo clássico, como um onde vence o jogador que tiver mais moedas no fim, ou o modo reversi, onde as nossas bombas alteram a cor do chão. Como o próprio Reversi nunca foi jogo que gostasse muito, também não perdi grande tempo com este modo de jogo. Temos também o Dodge Battle, onde os jogadores não têm bombas para armadilhar, mas elas simplesmente chovem do céu e a ideia é mesmo sobreviver. Por fim temos o Revenge Battle que é muito estranho, andamos a circular a arena de jogo e temos de estourar com as coitadas das toupeiras que vão aparecendo.

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Porque um jogo de Bomberman sem o multiplayer clássico é como uma pizza sem queijo.

Graficamente é um jogo bem simples, porém competente. Utiliza o estilo gráfico do Cel-Shading (Jet-Set Radio, Zelda Wind Waker), o que lhe dá um aspecto bem polidinho e animado. Os gráficos são assim bem coloridos, vê-se que este foi um jogo pensado para jogadores mais jovens. O voice acting, apesar de não ser espectacular também se vê logo que parece um elenco retirado de uma qualquer série de desenhos animados daqueles que dão ao Sábado de manhã, mesmo para a criançada. Não é mau, mas nota-se perfeitamente qual o intuito. As músicas são agradáveis, embora não tenha havido nenhuma que me tenha ficado particularmente no ouvido. Ainda no aspecto técnico, devo só ressalvar que apesar de ser possível controlar a câmara, deveria dar também para alterar a perspectiva em si, pois por vezes a câmara atrapalhava um pouco.

Bomberman Generation foi uma boa surpresa para mim. Era um daqueles jogos que eu não fazia mesmo questão em ter para a minha Nintendo Gamecube, mas como apareceu baratinho e sinceramente eu até que estava curioso com o jogo decidi arriscar e ainda bem que o fiz, pois é um jogo bem sólido. Para quem gostar de jogos de “plataforma” (as aspas são pela falta da habilidade de saltar), este Bomberman Generation até que é um jogo bem interessante, apesar de não ser nenhuma obra-prima.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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