Alien versus Predator (PC)

Aliens vs PredatorProvavelmente um dos crossovers mais reconhecidos de sempre, misturar os 2 predadores mais letais do espaço sempre me pareceu uma boa ideia. Mas esse é um crossover antigo, ainda muito antes de o primeiro filme AvP sequer ter saído. Naturalmente foi uma ideia que começou no mundo da banda desenhada, e vários videojogos acabaram também por abordar o tema. Enquanto começaram por ser beat’em ups como um Final Fight se tratasse, a Rebellion achou boa ideia tornar o conceito num FPS, lançado em 1994 para a Atari Jaguar. Infelizmente, e apesar de ser considerado por muitos como um dos melhores títulos para essa fracassada plataforma, sempre me pareceu algo medíocre. Mas felizmente a mesma Rebellion decidiu voltar à carga em 1999 com este novo FPS, agora muito melhor. Não confundir este artigo com o Aliens vs Predator de 2010, que apesar de ser também desenvolvido pela Rebellion é um jogo diferente. Possuo duas versões deste jogo. Uma física, da qual apenas tenho a jewel case e respectivos CDs, e uma versão digital do site gog.com que foi oferecida ha uns tempos atrás. O físico custou-me 1€ na Feira da Ladra em Lisboa.

Alien versus Predator

Jogo com a sua caixa em jewelcase

Tal como no primeiro FPS da saga, o modo single-player encontra-se dividido em 3 campanhas, uma onde jogamos como um colonial marine, outra com os xenomorfos mais bonitos da galáxia e por fim a campanha em que encarnamos num predador. Ao contrário do jogo lançado em 2010 onde as três campanhas se afunilavam na mesma história, aqui são diferentes. Vamos começar por aquela que poderia ser a mais cliché, a dos marines. Aqui o jogo começa em LV-426 onde cientistas estudavam a nave espacial naufragada do primeiro filme. Naturalmente as coisas correm mal e depois tudo se torna numa luta pela sobrevivência, atravessando várias instalações diferentes e até nas próprias naves gigantes dos Marines. A campanha do alien começa numa instalação qualquer onde humanos tentam estudar os aliens. Claro que a coisa não corre bem e o resto do jogo coloca-nos a perseguir os humanos de poiso em poiso, atravessando várias naves e estações espaciais. Por último a campanha do predador leva-nos ao longo de três planetas, incluindo o Fury 161 de Alien 3, e mais uma vez combatendo Marines e vários tipos de aliens, alguns geneticamente modificados pelos cientistas humanos.

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Usar a cauda como alien por vezes é a melhor ideia

Mas voltando aos humanos, a sua campanha é bastante tensa, bastante mesmo. Apesar de podermos encontrar e utilizar várias armas que temos visto nos filmes, todo o jogo é demasiado escuro, forçando-nos a utilizar alguns flares luminosos ou a activar o nosso visor para visão nocturna. Mas ambas as opções têm os seus trade-offs. Apesar de termos flares ilimitados, apenas podemos utilizar 4 de cada vez. E a visão nocturna não tendo essa limitação, não nos deixa utilizar o mítico radar para detectar os inimigos, que por sua vez está constantemente a apitar, e com aliens a surgirem literalmente de todo o sítio e bem rápidos que são! Tudo isto, em especial pela escuridão, obrigam-nos a jogar de uma forma mais cuidada, embora este até seja um jogo com um feeling muito “old school” e se quisermos podemos jogá-lo como um Doom se tratasse, mediante a nossa habilidade para nos desviarmos dos bichos e dar-lhes tiros certeiros logo em seguida.

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Como colonial marine, vamos ter uma vida sempre posta à prova

A jogabilidade de Predator e dos Aliens já são mais diferentes do usual. No primeiro, vemos logo de cada lado do ecrã uma série de símbolos vermelhos e azuis. Os vermelhos representam a nossa barra de vida, os azuis a energia do nosso fato, que por sua vez serve de munição a vários tipos de armas como a pistola, o shoulder cannon, ou mesmo para regenerar alguma da nossa vida. Felizmente ao longo do jogo iremos encontrar várias “bolas de energia” para alimentar o nosso fato. Jogar com o Predator tem também a vantagem de nos tornarmos invisíveis, podendo usar as nossas lâminas sem perder essa invisibilidade, bem como usar outros modos de visão nocturna ou térmica. Já o Alien, essa é a espécie mais rápida e pode inclusivamente andar em paredes ou mesmo nos tectos, mas não tem nenhum ataque de longo alcance. Com o alien, devemos usar a escuridão a nosso favor e ter uma abordagem mais “stealth” para lidar com os inimigos. A vida é regenerada ao devorar os cadáveres que vamos deixando para trás.

Para além das campanhas das 3 raças, que sinceramente me pareceram curtinhas, existem também uma série de outros níveis bónus para cada uma delas, permitindo-nos revisitar níveis de outras campanhas com as 3 raças. Mas como os Aliens têm a vantagem de subir paredes e esgueirarem-se por condutas de ar e outros meandros apertados, os humanos em níveis dos Aliens podem usar um jetpack para voar livremente e os predadores podem equipar um gancho. Para além disso naturalmente existe também uma vertente multiplayer, mas sinceramente não a cheguei a testar, mas pelo que vi continha vertentes do deathmatch, e outros modos de jogo incluindo um survival onde teríamos de derrotar waves infinitas de inimigos e simplesmente vencia o que sobrevivesse mais tempo.

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Predalien, quéisso?

Graficamente este é um jogo de 1999. Com isso podem esperar algo graficamente não muito superior que um Quake 2, com texturas de baixa resolução e modelos poligonais ainda com pouco detalhe. No entanto não deixa de ser tecnicamente um bom jogo para a época. Ainda hoje em dia, os seus ambientes escuros com os aliens agressivos a cada esquina, o radar sempre a apitar e a música constantemente tensa deixam realmente uma atmosfera de cortar à faca, em especial se estivermos a jogar com os humanos. Mas para além disso, há algo em comum nas 3 campanhas que tem se tornado bastante cómico para mim. Ao longo do jogo vamos vendo pequenas full motion videos de pessoas a falarem connosco em várias “TVs” espalhadas no jogo. Sejam militares, forças de segurança ou mesmo cientistas, todo o acting é tão mau que até tem a sua piada.

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Yup, uma Alien Queen.

Resumindo, acho este um jogo que apesar de já com alguma idade em cima, acaba por ser bem competente no que faz. As ideias de jogabilidade para os aliens e predadores foram originais, embora sinceramente prefira o que a Rebellion fez posteriormente nesse campo no jogo de 2010, mas a campanha dos Marines acaba mesmo por ter um pouco daquilo que os Aliens sempre deveriam ser: ameaçadores, silenciosos e letais e só por aí já vale bem a pena jogarem este jogo. Até porque actualmente podem comprá-lo no steam e gog.com.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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