Max Payne 2: The Fall of Max Payne (PC)

Max Payne 2De volta para mais uma rapidinha, pois como tem sido habitual e com muita pena minha, o tempo não dá para mais. Mas também sejamos sinceros, o Max Payne foi um jogo bastante original e na minha opinião excelente, e esta sequela não muda muita coisa na fórmula, pelo que também não haverá muita coisa a acrescentar. Esta sequela já foi desenvolvida sem a supervisão da 3D Realms, mas com a Rockstar por detrás e com um budget maior, a Remedy também conseguiu esmerar-se mais na apresentação do jogo. O meu exemplar foi também comprado na feira da Ladra em Lisboa, por 3€, estando completo e em bom estado.

Max Payne 2 - PC

Jogo completo com caixa, manual e discos

O jogo decorre 2 anos após os acontecimentos de Max Payne. Aqui o ex-detective acabou por ter toda a sua killing spree de gangsters perdoada e foi readmitido no corpo policial de Nova Iorque. Eventualmente quando damos por isso já estamos uma vez mais envolvidos num mistério envolvendo gangues, com conspirações políticas por detrás, e com Mona Sax a ter um papel predominante em todo o jogo, quanto mais não seja pelo romance que se vai desenvolvendo. Essa história tanto é contada através de cutscenes utilizando o próprio motor gráfico do jogo, ou outras no estilo de comic book tal como no primeiro jogo, mas também através dos monólogos de Max Payne, que para além de nos guiarem ao longo do jogo, Max também nos dá a conhecer o que vai na sua cabeça.

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Yup, continuamos a poder fazer estas coisas em câmara lenta

A jogabilidade continua excelente. Este é um jogo de acção non-stop, onde as mecânicas do bullet time continuam a ser o centro das atenções. Aqui essas mecânicas de jogo foram um pouco mais refinadas, com o ecrã a mudar para a cor sépia quando activamos essa habilidade, e com o jogo a recompensar-nos as “combo kills”, ao abrandar ainda mais a acção. O uso do bullet time é limitado, mas matar inimigos acelera o processo de regeneração da barrinha de “tempo disponível”. De resto é só tiroteios, com o jogo a apresentar-nos um bom arsenal de armas e granadas e dar aqueles saltos artísticos enquanto limpamos o sebo a meia sala de inimigos com a nossa AK-47 nunca se torna cansativo. Em certos pontos do jogo podemos jogar também com a Mona, embora a jogabilidade se mantenha. Existem também outros 2 modos de jogo distintos desbloqueáveis, o New York Minute que é essencialmente um Time Attack para cada nível, bem como o Dead Man Walking que é uma espécie de Survival, colocando-nos a combater contra várias waves de bandidos.

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O aspecto de Max e Mona é agora muito mais maduro, o que se adequa melhor às personagens

No que diz respeito aos audiovisuais, este Max Payne 2 é um jogo excelente. Para além de apresentar óptimos gráficos para a época e com um excelente trabalho de texturas, o jogo mantém uma Nova Iorque fria e escura, mesmo não abordando com tanta frequência as zonas mais decadentes da cidade. Os próprios visuais de Max, Mona e outras personagens acabam por ser bem mais convincentes e adequados ao carácter e personalidade de cada um. Max Payne já não tem a cara de alguém que acabou de sair da Faculdade. As cutscenes em forma de comic book também regressam e essas mesmas também têm uma melhor qualidade. As músicas continuam a ser bastante minimalistas, entrando apenas quando necessário. Ao longo da acção, apenas os são os monólogos de Max e o som das balas a serem disparadas é que nos acompanham. Ainda na parte do som, o voice acting continua excelente, e a contrastar com a história principal bem séria e austera, podemos ver também alguns pequenos escapes humorísticos, como os programas que vão dando na TV, muitas vezes parodiando outros filmes, novelas e séries de policiais. Para além disso, devo também deixar a nota técnica que este foi um jogo que usou o motor de física da Havok e para a altura em que o jogo foi lançado, os resultados eram impressionantes, com objectos a cairem naturalmente, ou a maneira bem fluída e graciosa como podemos ver os corpos a voar após levarem com um balázio (este é o momento em que alguém fica a pensar que eu sou um psycho).

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Há uma opção escondida no jogo que nos permite tirar screenshots todos fancies

Max Payne 2 não muda muito (ou quase nada mesmo) da fórmula do original. Mas também se diz, e bem, que em equipa vencedora não se mexe, e quando o primeiro jogo tem uma óptima qualidade, geralmente o que se pede da sequela é que tenha mais e melhor. Infelizmente este Max Payne 2 pareceu-me mais curto, mas tudo o resto continuou com muita qualidade. O terceiro jogo, que ainda não joguei, apesar de aparentemente manter as mesmas mecânicas básicas pelo que já vi, acabou por mudar drasticamente de atmosfera. Mas a curiosidade em o jogar não diminuiu nada!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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