Ready 2 Rumble Boxing (Sega Dreamcast)

Ready 2 Rumble BoxingHoje vou trazer cá mais uma rapidinha e será para a última consola da Sega, a Dreamcast. O Ready 2 Rumble Boxing foi um dos jogos de lançamento da Dreamcast no ocidente, tendo sido também um dos primeiros que eu experimentei nesta consola, estando disponível no cd de demos que practicamente todos os quiosques da Dreamcast espalhados em lojas como a Worten o teriam, lá para os idos de 1999. E apesar de não ser um jogo fenomenal, acaba por ser bastante divertido para algumas partidas rápidas. A minha cópia foi comprada algures durante o mês de Dezembro na feira da Vandoma no Porto por 2€, estando completa e em bom estado.

Ready 2 Rumble Boxing - Sega Dreamcast

Jogo com caixa e manual

Como devem ter percebido pelo título do jogo, estamos diante de um jogo de boxe. E só de olhar para a capa e ver o aspecto cómico dos atletas, depreendemos também que não se trata de um simulador mas algo mais arcade, caso contrário nem o teria comprado. Dispomos apenas de 2 modos de jogo, o arcade que dispensa apresentações, mas que também poderá ser jogado em versus para 2 jogadores, e o Championship, que já lá vamos. A jogabilidade é simples, com cada botão a representar um soco diferente, mas também se for utilizado em conjunto com uma direcção dada pelo d-pad ou pelo analógico traduz-se em golpes mais fortes, porém mais lentos. Os botões de cabeceira servem para bloquear, ou se utilizados em conjunto com o direccional ou analógico, fazem com que nos desviemos para a direcção pretendida. Com cada golpe mais duro que acertemos em cheio no oponente, vão-nos aparecer letras que vão completando a palavra RUMBLE. Quando a mesma estiver completa, podemos activar o Rumble Mode, onde os nossos socos se tornam temporariamente mais poderosos e podemos também desencadear algumas combos mais bonitinhas.

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Graficamente era um jogo impressionante para a época, e mesmo as versões PS1 e N64 não se portam nada mal

O modo campeonato permite-nos treinar qualquer uma das personagens na nossa própria “academia”. Podemos participar em lutas de title que nos façam subir no ranking até nos tornar campeões, lutar meramente por dinheiro, onde podemos ganhar rios de dinheiro se apostarmos muito e vencermos a luta, ou mesmo usar o save data de algum amigo para lutarmos com as suas personagens ou mesmo trocá-las entre nós. Isto porque podemos também treinar os atletas através de vários minijogos que nos vão aumentando atributos como a agilidade ou força bruta. Para isso, e também para participar nos combates oficiais, temos de gastar dinheiro, o tal dinheiro que podemos ganhar ao participar nos combates prized. É um modo de jogo interessante, mas quase sempre que pego neste jogo acabo por me entreter com o modo arcade. A não ser que queira desbloquear outros lutadores.

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Sim, podemos deixar a cara do nosso adversário num bolo.

No que diz respeito aos audiovisuais vou começar pelo pior. A música é quase inexistente, surgindo apenas nos menus e mesmo essa não é lá muito elaborada. De resto os efeitos sonoros e o voice acting, em especial do árbitro a vociferar “let’s get ready to rrrruuumbleeee!!!” antes de cada combate estão óptimos. Graficamente é um jogo excelente, em especial para os padrões de 1999. A primeira vez que o joguei fiquei mesmo com aquele pensamento de “a próxima geração chegou” gravado na cabeça. Os lutadores estão muito bem detalhados, em particular as suas expressões faciais e o dano que vão sofrendo, como vários hematomas ou inchaços. Também convém referir o detalhe que é dado à audiência, muito superior às versões PS1 e N64. E claro está, o próprio design bem cómico (e esteriotipado) de cada personagem, também contribui para os visuais agradáveis deste jogo da Midway.

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Porque mandar alguém ao tapete não quer dizer que vencemos o combate

Ready 2 Rumble Boxing foi uma boa surpresa, embora tal como tenha referido no início não é propriamente um jogo brilhante. Talvez se o modo championship tivesse sido pensado de uma maneira diferente o resultado final teria sido ainda melhor. Assim como está, ainda dá à vontade para ir jogando umas partidas no modo arcade para ir descomprimindo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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