Super Hang-On (Sega Mega Drive)

Super Hang-OnMais uma rapidinha para a Mega Drive, para uma análise ao follow-up de um jogo muito importante na carreira de Yu Suzuki. O Hang-On original, para além de ter sido o primeiro jogo de corridas da Sega a utilizar a tecnologia Super Scaler muito popularizada em Out-Run, foi também o primeiro videojogo arcade a utilizar uma cabine com a forma de uma moto, onde os controlos do jogo simulam os de condução de uma moto verdadeira. Com o sucesso que o jogo fez, uma sequela não demorou muito a ser produzida e uma conversão para a Mega Drive também não. O meu exemplar foi comprado algures em Dezembro de 2014 na Cash Converters de Alfragide, por cerca de 5€.

Super Hang-On - Sega Mega Drive

Jogo com caixa, manual português e poster

E para além de uma conversão arcade pura e dura, esta versão Mega Drive tem ainda um outro modo de jogo que passo a detalhar mais à frente. Aqui ao iniciarmos o modo arcade temos à nossa disposição quatro diferentes circuitos a escolher, cada um num continente diferente, com o circuito Africano a ser o mais simples e o Europeu o “expert”. Na verdade a grande diferença entre cada um, para além dos backgrounds como seria de esperar, é mesmo a sua longevidade. O objectivo em cada corrida não é chegar em primeiro, mas sim simplesmente atravessar a meta antes que o tempo se esgote. Cada circuito tem um número diferente de checkpoints intermédios, que vão dos 6 até aos 18, dependendo da corrida escolhida. Claro que também temos de evitar chocar contra outros motociclistas, ou evitar alguns obstáculos nas bermas das estradas, caso contrário perdemos alguns segundos preciosos. Os controlos são simples, com um botão para travar, outro para acelerar e ainda um outro para ligar o turbo, quando atingimos a velocidade máxima de 280 km/h.

screenshot

No modo arcade podemos atravessar continentes inteiros em poucos minutos.

E pronto, este é o modo arcade, uma simples e directa conversão da versão coin-op, onde podemos também escolher uma de 4 diferentes músicas antes de cada corrida, tal como ficou popularizado em Out-Run. Mas também temos o Original Mode, onde podemos competir em pequenos torneios, com direito a um mecânico de serviço, um patrocinador, um rival, e a possibilidade de fazer upgrade à nossa moto, pois as peças desgastam-se com as corridas e podem-se partir com os acidentes. O dinheiro que os patrocinadores variam consoante se obtivemos uma vitória, derrota, ou desistimos da corrida devido a algum acidente. Ao vencer várias vezes consecutivas ganhamos um patrocinador mais generoso, um rival mais feroz e um circuito mais complicado para competir. Investir num bom mecânico também é bom, pois vão-nos indicando com mais fiabilidade quais as peças que vamos precisar de substituir, por exemplo. É um modo de jogo interessante para um jogo que saiu na primeira fornada de títulos da consola, mas também peca pela não existência de um sistema de saves, obrigando-nos a usar passwords longas.

screenshot

Alguns trechos das corridas apontam para locais bem conhecidos

Graficamente é um jogo bem bonitinho para a época, com as sprites das motos serem grandinhas, bem detalhadas e os cenários também não ficaram maus de todo. Ainda assim, o efeito de super scaler, que eu no primeiro parágrafo não expliquei que se trata do efeito de zoom das sprites que a Sega introduziu também neste jogo, não ficou aqui tão bom como na versão original, como também acontece noutros jogos como o próprio Out-Run também para a mesma consola. Mas não deixa de ser um port muito competente! As músicas também são óptimas, em especial a Winning Run que acabava sempre por ser a escolhida. Só o efeito sonoro das motos e do turbo é que já não achei que ficou muito bom.

Super Hang-On (1)

O modo “original” até tem a sua piada, quanto mais não seja pelas personagens com as quais interagimos.

No fim de contas este é um jogo interessante para se ter no catálogo da Mega Drive. No entanto também não deixa de ser algo simples, tanto no seu modo Arcade, como no Original, que apesar de ser uma excelente adição ao jogo, pois mostra que a Sega queria dar algo mais que apenas a experiência arcade, acaba também por não ser tão bom como outros jogos mais “simuladores” de motos que acabbaram por sair mais tarde na Mega Drive. Mas também era 1989, ainda não se poderia esperar muito mais da consola nesta altura.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

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