Operation Wolf (Nintendo Entertainment System)

Operation WolfAgora que adquiri mais 2 joguitos de NES no passado mês, implica novos artigos para esta plataforma. E o primeiro que vou agora escrever trata-se nada mais nada menos do que de uma adaptação de um dos sucessos de arcade da Taito nos anos 80, o Operation Wolf. A versão que eu mais tinha jogado foi a da Master System que, para além de ter gráficos mais coloridos acaba por ser mais ou menos a mesma coisa. Este cartucho em específico é a versão NTSC e foi-me oferecido por um particular.

Operation Wolf - Nintendo Entertainment System

Jogo na sua versão NTSC, apenas cartucho

Aqui nós encarnamos num comando norte-americano com a missão de nos infiltrarmos em território inimigo e resgatar uma série de prisioneiros de guerra. As semelhanças com Rambo não são mera coincidência pois todos os apetrechos militares parecem mesmo retirados das décadas de 70/80. De resto, este é um lightgun game, onde as versões caseiras que sairam para a Master System e NES têm também o suporte às lightguns respectivas do sistema, podendo também usar os comandos normais. E se por um lado jogar este jogo apenas com um comando pode tornar-se bastante caótico, em especial nos níveis mais avançados onde os inimigos não páram de surgir no ecrã, jogando apenas com a Zapper (que infelizmente ainda não possuo) também nos obriga a ter o comando numa outra mão, pois é necessário carregar no botão B para lançar granadas.

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As diferentes missões que podemos jogar. Cada uma tem um número diferente de inimigos que temos de derrotar, mas nalgumas outras temos mesmo de resgatar pelo menos 1 prisioneiro para poder acabar o jogo.

O jogo está dividido em 6 níveis diferentes, cujo fluxo até segue uma sequência lógica. Primeiro temos de assaltar o centro de comunicações, para garantir que os próximos ataques continuam com o elemento surpresa, a missão seguinte é passada na selva onde temos de extrair informação sobre o campo de concentração e por aí fora, até que nas últimas 2 missões tentamos libertar finalmente os 5 prisioneiros de guerra, e na última temos de os escoltar no aeroporto inimigo, para voltar novamente a casa. Antes de cada missão, temos sempre de derrotar um certo número de inimigos, só depois o nível termina. Por exemplo, logo no primeiro nível temos de destruir 4 helicópteros, 5 carros blindados e 55 soldados. Quando destruirmos os 4 helicópteros pretendidos, também não aparecem mais até ao final do nível, a menos que seja algum boss escondido. Mas para além dos inimigos temos sempre gente inocente que não podemos atacar, como enfermeiras, crianças ou mesmo os próprios prisioneiros que tentamos salvar. Se os atacamos, perdemos um pouco mais de vida.

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O jogo não é tão colorido como na sua versão arcade, como seria de esperar, mas ainda assim não é mau de todo

De resto convém também referir que a munição não é ilimitada. Cada “magazine” contém 20 balas, se bem que podemos obter mais munições, incluindo as granadas que causam splash damage (cuidado para não matar inocentes) e geralmente vêm sempre em números reduzidos. Para isso basta disparar para alguns animais que vão-se atravessando no meio da confusão, largando alguns desses items e outros power-ups, como a possibilidade de ter rapid-fire com balas infinitas durante 10 segundos, ou restabelecer alguma da vida perdida. Mas com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo é mesmo necessário ter reflexos de lince para conseguir apanhar tudo, e evitar sofrer muito dano, o que foi sempre o maior problema para mim neste jogo. Para além disso, podemos ainda ter alguns pequenos níveis extra, com ataques surpresa dos inimigos, mas sinceramente não percebi se isso é um acontecimento aleatório ou não.

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O game over não acontece apenas quando morremos. Ficar sem munições também não é nada bom

No que diz respeito aos audiovisuais é óbvio que o jogo está uns bons furos abaixo da versão arcade, cuja para o ano em que foi originalmente lançada, apresentava sprites muito bem detalhadas e grandinhas, para além de gráficos muito mais coloridos. Era a magia das arcades naqueles tempos! Aqui o jogo começa com uma pequena cutscene semelhante ao original (mas sem as animações), e depois vamos tendo cenários com backgrounds bem detalhados para uma NES, embora as sprites sejam no geral muito mais pequenas do que no original, o que é perfeitamente compreensível. As músicas são quase não existentes, tocando apenas no ecrã título. nos interlúdios entre missões e no final. São clipes pequenos, onde se notam bem as influências militares, mas nada do outro mundo.

Acho este Operation Wolf um jogo interessante, mas tenho pena de não o ter experimentado com uma Zapper. Jogando com o comando, é preciso comer muita sopinha (e uns bons bifes) para conseguirmos apontar a mira sempre para o sítio certo no meio de toda a cacofonia de tiros e explosões que vamos presenciando.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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