Extermination (Sony Playstation 2)

Extermination PS2Com a quantidade absurda de videojogos que a Playstation 2 recebeu, é perfeitamente natural que me tenham passado alguns bons jogos ao lado, mesmo quando os mesmos tenham sido lançados em 2001, ainda nas primeiras levas de software da consola. Este Extermination é um desses exemplos, embora não seja de todo um jogo excelente. Numa altura em que o género do survival horror estava bem em alta, a Sony, por intermédio do seu estúdio Deep Space também tentaram apostar no género, lançando este jogo que me tinha passado completamente despercebido. A primeira vez que o vi, chamou-me à atenção pela sua capa foil. Depois de investigar e ver que era um survival horror, decidi-me a levá-lo da próxima vez que o visse a um preço convidativo. E isso aconteceu algures durante este ano, onde o levei na CEX do Porto por 3.50€.

Extermination - Sony Playstation 2

Jogo com caixa e manual

O jogo coloca-nos no papel de Dennis Riley, um jovem (e algo inseguro) membro de um esquadrão especial dos U. S. Marines. A sua equipa recebeu um pedido de socorro para bombardear uma secreta base militar/investigação científica em plena Antárctida. Mas em vez de o fazerem, as ordens que recebem é de aterrarem na base e investigar qual o problema. Ora o avião despenha-se e o esquadrão separa-se todo, deixando-nos apenas com o companheiro Roger Grigman nas imediações da base, preparando-se assim para a infiltrar. O resto é o cliché do costume, com o jogador a encontrar a base aparentemente abandonada, mas depois não falta muito para encontrar estranhas criaturas e humanos mutantes. Mais uma vez alguém andou a investigar o que não devia e algumas pessoas querem tirar partido disso para servirem de armas biológicas, enquanto outros querem apenas sobreviver e exterminar a ameaça.

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O ecrã de pausa mostra-nos um menu em anel, onde podemos ver o inventário, mapa, customizar a arma, ou outros

Extermination tem algumas mecânicas de jogo algo distintas dos demais survival horrors da época. Apenas possuimos uma arma (e uma faca para os close encounters), para a qual iremos encontrar imensos upgrades, sejam novos modos de fogo, como shotgun, lança-chamas ou granadas, ou outros upgrades como diferentes miras, ou radares. As munições normais são as de uma metrelhadora, e a capacidade de munição básica que podemos carregar vai sendo incrementada à medida em que vamos encontrando as magazines espalhadas pelo jogo. Essas munições básicas podem ser restabelecidas em certos locais, que geralmente também incluem savepoints, ou equipamento médico para nos curar completamente. Já as restantes munições são bem escassas, pelo que não as devemos desperdiçar.

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Tentem fugir desta gosma verde que as criaturas nos atiram, são dores de cabeça que evitamos

Muitas coisas no jogo, como fazer save, ou desbloquear certas portas, gastam-nos bateria, Essas baterias também podem ser recarregadas em certos pontos, mas também é algo mais a ter em conta para gerir. Os itens para nos regenerarem a vida também não são assim tão abundantes, em especial os que nos curam as infecções. Sim, porque os inimigos para além de nos quererem morder, muitas vezes cospem uma gosma verde qualquer. Se nos acertam, aumentam-nos o nível de infecção. Existem itens para regenerar o nível de infecção, mas são bastante escassos. Caso a infecção atinja os 100%, o nosso corpo começa a mutar-se e a vida decresce logo de 100 pontos para 60 no máximo. Quando chegarmos a esse ponto, não há nada a fazer a não ser visitar uma estação médica e usar uma vacina própria na maquineta, que nos deixa 100% regenerados. Ora como devem estar a imaginar, este é um jogo que deve então ser jogado de uma forma algo cuidada, e de facto imaginam bem. Infelizmente o pior é mesmo o combate. Os botões R1 e R2 servem para mirar e enquanto o R1 usa algum auto-aim se apontarmos a arma para perto de algum inimigo, o botão R2 deixa-nos mirar na primeira pessoa e o grande problema aqui é que movimento vertical está invertido. Ora tanto tempo a habituar-me a jogar FPS ou mesmo outros shooters de uma maneira e este jogo não tem sequer a opção de mudar o sentido do eixo vertical… é sem dúvida o que mais me chateou neste jogo e o maior causador de pânico, em especial em boss fights ou em combates contra uma série de inimigos mais poderosos.

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É uma pena que não dê para reverter o eixo dos YY para a posição normal.

De resto, visualmente é um jogo bem competente, em especial se tivermos em consideração que em 2001 ainda se estava muito longe de tirar o melhor partido possível das capacidades técnicas da PS2. Não há uma grande variedade de cenários assim, afinal o jogo é todo passado numa base com os seus laboratórios, corredores, zonas de manutenção, recreativas e por aí fora, incluindo mesmo os próprios exteriores cheios de neve. Apesar de os modelos poligonais das personagens, em especial os dos cadáveres serem muito fraquinhos, nota-se bem que há uma boa identidade visual neste jogo. O que já não gostei tanto foi do voice acting, que muito sinceramente achei que ficasse aquém do esperado. As músicas, essas são óptimas e muitas vezes são bem tensas, mesmo nós sabendo que temos uma sala livre de inimigos, aquela música nunca nos deixa 100% seguros.

Extermination é um jogo interessante para a PS2. Recomendo em especial aos fãs de jogos de acção na terceira pessoa ou survival horrors no geral, mas têm mesmo de ter em conta que os controlos não são os melhores, em especial o combate. Sendo um survival horror é normal que as munições e itens regenerativos sejam escassos, mas quando os controlos são maus e prejudicam bastante os combates, bom… é um survival horror a todos os níveis.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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