Resistance 3 (Sony Playstation 3)

Resistance 3Ora cá está um jogo que apesar de não ser mau de todo, conseguiu causar-me preguiça suficiente para o terminar ao longo de um mês, mesmo tendo uma campanha curta. E apesar de ter uma série de mecânicas de jogo mais old school que eu realmente aprecio, a campanha como um todo não foi lá muito entusiasmante. Mas adiante. Este Resistance 3 foi comprado há uns meses atrás na Worten Gamer do Norteshopping por 10€. Está usado, em bom estado e os códigos para os DLCs que vinham com o jogo não tinham sido usados, se bem que sem o online não me servem de nada.

Resistance 3 - Sony Playstation 3

Jogo completo com caixa, manual e papelada, na sua Special Edition com steelbook.

O Resistance 2 tinha-nos colocado mais uma vez no papel de Nathan Hale, na sua cruzada militar contra a ameaça alienígena dos Chimera que tinha finalmente alcançado o continente norte-americano. Após os acontecimentos desse jogo, foi finalmente descoberto uma vacina que previnia a mutação dos seres humanos infectados para híbridos Chimera, que depois eram usados como escravos ou soldados contra a raça humana. Ora e com essa descoberta, os Chimera deixaram de tentar infectar os humanos e partiram definitivamente para o extermínio total, com a Resistência humana a ser cada vez mais “underground” e essa é a grande diferença neste jogo, pois não temos nenhuma campanha militar. O protagonista é Joseph Capelli, personagem com grande influência no final do jogo anterior, aqui com a “missão” de acompanhar o Dr. Malikov até ao que resta da cidade de Nova Iorque, para travar os Chimera de uma vez por todas.

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Com o uso, as armas vão subindo de nível e com isso ganharem melhorias.

Tal como escrevi no primeiro parágrafo, muitos dos conceitos da jogabilidade foram mudados neste jogo. O sistema de regeneração de vida foi com o galheiro, tendo sido substituido uma vez mais pelos bons velhos medkits. E em vez de apenas carregar com duas ou três armas em simultâneo, podemos levar com o arsenal todo, que por sua vez está repleto de armas já bastante conhecidas da série. As armas são quase todas familiares, bem como os seus modos de disparo secundários, embora tenham algumas diferenças. Para mim a melhor foi mesmo a Bullseye, arma standard das forças Chimera, agora com disparos bem mais rápidos. Para além do mais, consoante as formos utilizando, as armas vão também levar com alguns upgrades que lhes dão mais dano ou outras funcionalidades. Disparar cartuchos incendiários com uma shotgun é sempre divertido! De resto é um FPS linear e algo banal, confesso que apesar de ter gostado da variedade de armas, modos de disparo e granadas, a campanha em si não me entusiasmou muito.

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Tal como no jogo anterior, temos alguns segmentos mais de terror, com estas criaturas bonitas

Para além do modo campanha, temos mais uma vez um modo cooperativo e multiplayer competitivo online. O último tinha uma série de modos de jogo, desde as tradicionais variantes do deathmatch, capture the flag e outros, mas infelizmente não os cheguei a experimentar porque a Sony fechou os servidores para todos os jogos desta série algures em Abril deste ano. Mesmo logo quando lançaram a trilogia Resistance numa compilação! Muito inteligentes, eles. O modo cooperativo poderia ser jogado de forma online, mas também localmente com recurso ao split-screen. Ao menos dá para jogar de forma local, mas também não o cheguei a fazer.

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Uma das novas armas permite-nos congelar os inimigos para depois os partir. Alguém andou a jogar DN3D!

Graficamente é um jogo bonitinho, e com uma boa variedade de cenários, desde as habituais ruínas de cidades ou zonas industriais, ou as bases mais high-tech dos Chimera, mas também vários redutos underground de resistência humana ou outras localidades naturais – felizmente sem os chatos dos “predadores” invisíveis que nos matavam com um golpe só. No geral acho um jogo bem detalhado, embora algumas personagens ainda têm expressões faciais muito estranhas. O voice acting também me pareceu competente, mas a ser sincero, e tal como já referi atrás, achei esta história muito fraquinha, não que nos anteriores tenha sido uma obra-prima também. O jogo tem também suporte às TVs que suportam o 3D, o que não é o meu caso nem fazia questão que tivesse. Mas ainda na parte técnica, não posso deixar de referir os problemas de instalação do jogo. Basicamente, é necessário instalar dados do jogo no disco para jogar, não é nenhuma novidade. Infelizmente essa instalação está repleta de problemas, e pelo que me lembro da primeira vez nem o consegui jogar devido a alguma incompatibilidade dos patches que foram lançados para o jogo. Então o que aconselho a fazer é: antes de começarem o jogo, vai aparecer uma mensagem a perguntar se o querem actualizar. Não o façam. Instalem o jogo no disco e só depois os patches. Ainda assim, depois quando forem a remover os dados do jogo do sistema não desesperem, mas vai demorar. Precisei de quase 50 minutos para apagar os dados do disco. É ridículo como a Insomniac não se deu sequer ao trabalho de lançar um outro patch a corrigir esta situação.

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Este é um jogo graficamente bonitinho, embora algumas personagens tenham caras estranhas, o que não é este caso.

Posto isto, e com este grande problema técnico que certamente irá apanhar de surpresa os mais desprevenidos, não é um jogo que eu recomende vivamente. Ainda assim, a nível de jogabilidade propriamente dita não há muito que me possa queixar, pois até me diverti a chegar ao fim do jogo. Só mesmo a história em si é que poderia ser melhorzinha, a meu ver. De resto não deixa de ser um bom FPS linear para entreter de vez em quando.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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