Key of Heaven (Sony Playstation Portable)

Key of HeavenVoltando à portátil da Sony, o jogo que aqui trago hoje é um Action RPG que me parecia bastante interessante e por isso arrisquei a sua compra, mesmo sem o conhecer. Infelizmente acabou por me desiludir, embora não seja um mau jogo de todo. Mas já lá vamos. Este Key of Heaven foi comprado na Cash Converters de Alfragide há cerca de 2 meses, creio que me custou algo como uns 4€.

Key of Heaven - Sony Playstation Portable

Jogo com caixa e manual

Ora este jogo decorre num mundo fictício, mas no entanto com fortes ligações às tradições e lendas asiáticas, mais precisamente as chinesas, a começar pelo óbvio paralelismo nos nomes das personagens. Ouka é o nome da terra que se encontra dividida em 5 diferentes regiões com o seu respectivo clã. Cada clã tem um líder, uma espada mágica e se especializam em diferentes técnicas de espada e magias com um Chi diferente. Ora a nossa personagem é o Shinbu, outrora membro do clá de Seyriu e certo dia é confrontado com a jovem Sui Lin que lhe diz que o clã foi atacado, dizimaram toda a gente e roubaram a poderosa espada do líder, com Shinbu e Sui Lin a serem os únicos sobreviventes actuais do clã. Ao longo do resto do jogo vamos descobrindo que os outros clãs também estão a ser atacados pelo clã Kirin, no centro do continente, que planeia roubar todas as espadas dos líderes e com elas libertar poderes misteriosos e dominar todo o continente.

Key of Heaven (1)

O sistema de Kenpus e Bugei scrolls não é muito intuitivo e poderia ser mais simplificado

Ora o que me desiludiu neste jogo foi a complicação desnecessária da jogabilidade. Key of Heaven é na sua essência um RPG de acção, onde podemos explorar várias localizações, interagir com NPCs, comprar coisas em lojas e no overworld podemos encontrar inimigos que combatemos em tempo real e ganhamos experiência para subir de nível. Até aqui tudo bem, mas as complicações começam logo quando o botão de ataque é o mesmo de defesa, bastando para isso o deixar pressionado, ao invés de o carregar alternadamente para atacar em combos. Ora eu como bom português que sou não li o manual e bastou chegar ao primeiro boss para apanhar logo no lombo. Depois existe uma enorme customização dos diferentes ataques. Basicamente temos as Bugei Scrolls e as Kenpu tiles. As primeiras são objectos que identificam um estilo próprio de ataque, que poderemos depois customizar com as Kenpu Tiles, de forma a construirmos os nossos próprios combos. As scrolls vão sendo adquiridas ao avançar na história, já as Kenpu Tiles são encontradas aleatoriamente nas batalhas, cestos e outros objectos ao longo de todo o jogo. Confusos? Também eu. Depois também temos os ataques mágicos (Chi) que podemos utilizar. Para isso basta deixar o botão quadrado carregado durante uns segundos até encher uma barra de energia, e carregar novamente no quadrado para o despoletar. Existem vários tipos diferentes de Chi que podemos desbloquear, cada um com as suas vantagens e desvantagens entre todos, um pouco como nos elementos água, fogo, terra, e por aí fora.

screenshot

Temos também alguns ataques mágicos bastante poderosos

Graficamente é um jogo competente, com cidades bastante distintas entre si, apesar de as influências chinesas serem uma constante. Gosto em especial do nível de detalhe que é dado às personagens a nível das cutscenes, principalmente nos detalhes faciais que estão de facto bem melhores que o resto do jogo. A música acabou por me passar um pouco ao lado, os efeitos sonoros cumprem o seu papel. Uma coisa que gostei é o facto de o jogo nos perguntar qual o idioma em que queremos ouvir as falas, se em inglês ou japonês. Claro que escolhi o japonês com as respectivas legendas em inglês, para mim esta é uma opção muito importante, não desmerecendo o trabalho de quem fez o voice acting para inglês, simplesmente prefiro quando é assim em videojogos desenvolvidos por japoneses, sempre é mais fiel ao original.

screenshot

Tirando os bosses, os combates de grupo acabam por ser relativamente acessíveis, se escolhermos boas magias

Por estas razões, considero este Key of Heaven um jogo razoável. Para quem gosta de Action RPGs, ou algo até mais hack and slash, esta consola está repleta de jogos melhores, mas também não vou negar que este jogo me tenha servido bem para entreter nas viagens Porto-Lisboa que tenho feito. É um género de jogos abundante na PSP e sinceramente é algo que planeio ir explorando mais ao longo dos tempos.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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