Pokémon Gold (Nintendo Gameboy Color)

Pokemon GoldQue os primeiros jogos Pokémon foram um sucesso tremendo é inegável. Sendo assim, depois de a Nintendo ter lançado em todo o mundo o Pokémon Yellow, uma espécie de “remake” de Green/Red/Blue mas com mais bases na série anime, uma verdadeira sequela não demoraria muito a ser lançada. E este Pokémon Gold, lançado em conjunto com o “irmão” Silver representava uma nova geração dos bichinhos mais lucrativos dos videojogos, com mais 100 para apanhar e uma região inteiramente nova para explorar. Esta minha cópia foi adquirida há uns meses atrás na Porto Alternativo da Maia por 5€.

Pokémon Gold - Nintendo Gameboy Color

Bonito cartucho dourado

Mais uma vez encarnamos num jovem treinador de Pokémon onde temos como missão inicial do Professor Oak partir à aventura e descobrir todos os Pokémons existentes, dando-nos à escolha um de 3 pokémons (erva, fogo ou água) para os primeiros passos. O resto do jogo coloca-nos a explorar a nova região de Johto, batalhando outros treinadores, encontrando pokémons selvagens pelo caminho, derrotar os líderes de 8 ginásios e pelo meio ainda destruir uma certa organização de vilões. A fórmula mantém-se essencialmente a mesma portanto e ainda bem, já que o jogo vendeu que nem cerveja num festival de verão. No entanto há também uma série de interessantes novidades.

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Mais uma vez apenas podemos escolher um de 3 diferentes Pokémons para começar o jogo. E são únicos, não aparecendo em mais lugar nenhum.

Podemos começar pelo facto de os Pokémons poderem agora segurar alguns items como berries (pequenos frutos que podem ser apanhados em algumas árvores) que podem ser utilizados a qualquer altura nas batalhas. Ou o facto de agora haver distinção entre Pokémons macho e fêmeas e ser possível fazer criação dos bichinhos. Mas para mim a mudança mais óbvia foi claro o ciclo de noite/dia que usa o relógio da consola. Certos Pokémon aparecem apenas em algumas alturas do dia, para além de aparecerem apenas em algumas regiões. Outra mudança muito benvinda para mim foi a introdução da Poké Gear. Esse aparelho tem várias funções como servir para fazer (ou receber) chamadas de outros NPCs que tanto nos podem convidar para batalhar novamente com eles ou avisar que se cruzaram com algum pokémon raro. Isto porque os Lendários desta geração atravessam várias posições do mapa, não ficam sempre nos mesmos locais. Ah, e temos também os Pokémon Shiny que sinceramente a mim não me dizem nada mas há sempre quem os tente coleccionar.

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Com a hipótese de criar Pokémons, existem também agora Pokémons bébés.

Existem também novos movimentos para cada Pokémon, mesmo os das gerações anteriores. O facto de existirem 2 versões do essencialmente mesmo jogo significa que mais uma vez precisaremos de trocar com amigos vários Pokémons que não aparecem nas outras versões do jogo, havendo inclusivamente alguns Pokémons que apenas evoluem quando trocados. É também possível trocar com jogadores de Red, Blue e Yellow, mas devido a haver novos movimentos, teremos de nos certificar que trocamos Pokémons com um conjunto de movimentos que seja compatível com as versões antigas. Outra coisa que gostei bastante é o facto de não nos limitarmos a explorar Johto. Depois do “final” do jogo podemos ainda explorar toda a região de Kanto do jogo anterior, batalhando os seus Gym leaders e descobrir mais segredos. Isto sim, eu achei mesmo muito bom quando joguei Gold pela primeira vez.

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O sistema de batalhas mantém-se inalterado, e sinceramente nem senti a falta de mudança

Graficamente não há grandes mudanças assim do jogo anterior. Apesar de ter sido desenvolvido com a Gameboy Color em mente, estes dois jogos são também retrocompatíveis com as Gameboys clássicas a preto e branco, notando-se na engine que acaba por ser bastante similar. Ainda assim, ver o jogo inteiramente a cores acaba por ser bem melhor do que o suporte ao Super Gameboy dos primeiros jogos que já nos deixavam com uma paleta de cores limitada. As músicas também são boas, assim como os efeitos sonoros, mas lá está, nada de muito novo ou diferente dos jogos anteriores, o que também não me deixa com razões de queixa.

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Também é possível jogar-se este Pokémon na Gameboy original, talvez um dos últimos lançamentos ainda com suporte para essas consolas

Apesar de ter vários Pokémons ainda na minha lista de espera para jogar (practicamente todos os de DS e seguintes) e hoje em dia eu não ser um grande seguidor da série, apanhei o Pokémon Gold na altura em que o mesmo saiu graças ao fantástico mundo da emulação e perdi imensas horas com o jogo. É muito possivelmente o meu preferido de todos os que joguei até agora embora acabe por recomendar o Crystal devido ao conteúdo extra que acaba por trazer. Mas isso poderá ficar para um outro artigo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Gameboy Color, Nintendo. ligação permanente.

2 respostas a Pokémon Gold (Nintendo Gameboy Color)

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