New Super Mario Bros. Wii (Nintendo Wii)

New Super Mario Bros WiiVoltando para as aventuras do canalizador bigodudo mais famoso de sempre, o jogo que trarei cá hoje é mais um da série “New” Super Mario Bros. Com o merecido sucesso do primeiro jogo da Nintendo DS, Miyamoto lá agora seria a vez da Nintendo Wii de receber mais um jogo de plataformas revivalista 2D, após o excelente Super Mario Galaxy continuarem a fórmula que começou a ser introduzida no Super Mario 64. Ora eu possuo duas diferentes versões deste mesmo jogo, uma normalíssima de retail na foto abaixo, e ainda outra em cardbox sleeve e com os manuais à parte que veio em conjunto com a minha Wii. Esta versão aqui ilustrada encontrei-a numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto, onde a comprei por 2 ou 2.5€, já não me recordo ao certo, um óptimo achado!

New Super Mario Bros Wii - Nintendo Wii

Jogo completo com caixa, manual e muita papelada

Sim, mais uma vez a princesa Peach foi raptada, naquele que deve bem ser o guião mais repetido na história dos videojogos. No entanto isto vai buscar muita coisa ao Super Mario Bros. 3, nomeadamente o reaparecimento dos Koopalings como bosses em cada mundo. Bowser e Bowser Junior claro que também vão dando uma perninha. De resto a jogabilidade básica é semelhante aos jogos 2D clássicos do Mario, e embora seja possível jogar com o setup Wiimote mais Nunchuck, é também possível jogá-lo apenas com o Wiimote de lado, quase como um comando de NES se tratasse. Ainda bem! No entanto ainda assim é exigido por vezes que movimentemos o Wiimote, seja para fazer uns rodopios no ar, ou controlar algumas plataformas especiais, mas nada de muito cansativo. De resto os movimentos vistos antes como o triplo salto, ground pound, saltar entre paredes, entre outros continuam a ser possíveis de se executarem aqui e parece-me que vieram de facto para ficar.

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Desta vez foram Bowser Junior e os Koopalings a levarem Peach consigo

Tal como no seu predecessor para a Nintendo DS, os níveis vão sendo desbloqueados num mapa em overworld, onde poderemos também descobrir saídas alternativas de cada nível para desbloquear outros níveis ou atalhos, bem como temos na mesma as 3 moedas especiais para coleccionar, que depois nos poderão dar acesso a novos níveis no world 9 a desbloquear no final do jogo normal. Como é habitual, em cada mundo temos vários tipos de níveis, bem como 1 ou mais bosses intermediários, uma casa assombrada com mais foco nos puzzles e várias Toad Houses onde podemos jogar alguns minijogos para ganhar vidas ou power ups que podem ser utilizados no mapa. Dos power ups temos os clássicos do costume como o cogumelo vermelho, flor de fogo ou a estrela que nos dá invencibilidade temporária. Da DS voltou o mini cogumelo que nos deixa minúsculos, podendo assim passar em áreas ou tubos pequeno. Power ups novos temos uma flor de gelo, que nos deixa num estado semelhante ao de “Fire Mario”, mas deitamos bolas de gelo ao invés de fogo. Isto serve para congelar inimigos num bloco de gelo, o que poderá ser bastante útil. Temos também um fato de pinguim que para além de ter poderes semelhantes, dão-nos mais manobrabilidade em nos movimentarmos no gelo ou água. Por fim há um com uma ventoinha na cabeça de Mario. Este permite-nos sair disparados pelo ar, e descer mais suavemente, ou rodopiar velozmente para baixo como ataque. É um bom power up a se ter para aqueles segmentos de platforming mais desafiantes.

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Inimigos também podem andar a vaguear pelo mapa, se nos encontrarmos entramos num mini-boss que nos premeia com itens extra se derrotado.

Ainda mais haveria para dizer nesta categoria, como o regresso do Yoshi em alguns níveis que são um piscar de olho bem notório ao Super Mario World, mas o que deu realmente cartas neste jogo é a sua vertente multiplayer. É possível jogar todo o modo história com até 4 jogadores, sendo que o primeiro jogador controla sempre o Mario. De resto temos Luigi e dois Toads também para usar. Apesar deste modo de jogo ser visto supostamente como cooperativo, muitas vezes acaba por se tornar algo mais caótico e com os “amigos” a fazerem muitas trapaceiras uns aos outros. Mas acho que está bem implementado, embora sinceramente o tenha jogado muito pouco. Temos também o Free-For-All que é notoriamente competitivo pois avalia a performance de cada jogador no final e o Coin Battle onde cada jogador compete unicamente por ter mais moedas, com o detalhe de ter níveis próprios para este último modo de jogo.

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Nunca gostei muito dos Boos, quanto mais dos grandes.

Ainda convém referir o Super Guide. Visto a Wii ter sido uma consola desenvolvida para captar a audiência de não-jogadores ou jogadores casuais, pelos vistos este jogo poder-se-ia tornar demasiado difícil para essas pessoas, pensou a Nintendo. Então se perdermos 8 vidas num determinado nível, aparece-nos um bloco com um ponto de exclamação e podemos ver um Luigi a atravessar o nível normalmente (sem revelar nenhum segredo no entanto). Depois de Luigi nos mostrar como atravessamos esse nível temos a hipótese de voltar a jogar o nível e tentar uma vez mais por nós próprios como o fazer, ou então avançar logo para o seguinte. Tenho pena em ver a Nintendo a levar os jogadores cada vez mais pela mão…

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Apesar de serem jogos diferentes, muitos conceitos foram reciclados do jogo anterior

De resto, e passando para os audiovisuais, os mesmos são bem limpinhos, como seria de esperar. Apesar de o jogo ser jogado numa perspectiva totalmente em 2D, tanto Mario e companhia como o próprio background dos níveis são todos modelados em 3D. Para quem jogou o primeiro New Super Mario Bros da DS acaba por ver alguns cenários bem familiares, como os desertos, ou o mundo glaciar. A banda sonora é boa, consistindo primariamente por várias reimaginações dos clássicos de NES e SNES, mas também não só. Das músicas novas, gostei bastante da do World 2, do deserto. As antigas repito o mesmo que escrevi no New Super Mario Bros da DS: prefiro de longe o chiptune de NES, certamente por questões mais nostálgicas. Mas como um todo nos audiovisuais este é um jogo que cumpre bem o seu papel embora não brilhe particularmente em qualquer um destes campos.

Recomendar ou não este New Super Mario Bros Wii é uma tarefa simples. Recomendo sim senhor! Só tenho pena que o jogo não tenha suporte ao comando de GC ou ao Classic/Pro controller, bem como algumas coisas mais “casuais” que a Nintendo acabou por lá meter. Mas se são fãs de jogos de plataformas este é decididamente um jogo que vale a pena ter na Wii.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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