Fantastic Dizzy and Cosmic Spacehead Double Pack (Sega Mega Drive)

Fantastic Dizzy Cosmic SpaceheadO artigo que trago hoje é uma compilação de 2 rapidinhas. Isto porque o próprio “jogo” em si é uma compilação da Codemasters para a Mega Drive. Nela podemos ter o Fantastic Dizzy, um dos últimos jogos dessa mascote da Codemasters e também o Cosmic Spacehead, que é uma estranha mistura entre jogo de aventura point and click e plataformas. Esta compilação foi comprada no mês passado a um amigo meu de infância, tendo-me custado uns 5€ e falta-lhe o manual.

Fantastic Dizzy and Cosmic Spacehead - Sega Mega Drive

Jogo com caixa

Começando pelo Fantastic Dizzy, este é uma mistura entre jogo de plataformas e de puzzle game, onde apenas com 3 slots de inventário, temos de percorrer meio mundo e apanhar items para usar noutros objectos ou pessoas. Dizzy é um ovo, e aparentemente um feiticeiro chamado Zaks raptou a sua namorada/pretendente/whatever chamada Daisy e lançou feitiços sobre os restantes habitantes lá do sítio. A nossa tarefa acaba por ser ultimamente resgatar a Daisy e derrotar o feiticeiro, sendo que para isso teremos também de safar os restantes habitantes dos seus problemas. Ora isto envolve muitas caminhadas, muito backtracking para usar o item certo no NPC/local certo. As coisas tanto podem ser mais óbvias como chaves para abrir portas de casas ou activar elevadores, como menos óbvias como todos os outros items e o grande desafio acaba mesmo por ser essa gestão do inventário reduzido para tanto item que encontramos e devemos utilizar a dada altura. Felizmente podemos deixá-los em qualquer local do jogo, mas depois também nos poderemos esquecer onde raio deixamos aquela coisinha que agora nos dá jeito.

O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado

O Fantastic Dizzy era o jogo que eu mais curiosidade tinha em jogar pelo seu legado

E mesmo que desbloqueemos todo o caminho até chegar ao castelo de Zaks, para o enfrentarmos precisamos ainda de apanhar umas 250 estrelas que estão espalhadas ao longo de todo o jogo, obrigando ainda a uma maior componente de exploração. O platforming é que podia ser melhor. Os saltos de Dizzy não são dos melhores para controlar e estamos completamente indefesos perante os inimigos que nos vão aparecendo à frente, aumentando a barra de dano sempre que nos tocam. Quando a barra chega ao máximo perde-se uma vida. Felizmente espalhado pelo jogo existem uns mini-jogos onde podemos ganhar vidas extra, baseados nos puzzles de arrastar peças para formar uma imagem. Outros minijogos também podem ser jogados, como uma descida atribulada num mine cart, uma galeria de tiro ao arco, entre outros. Estes mini jogos são necessários serem passados pelo menos uma vez, mas se deixarmos algumas das estrelas por apanhar nos mesmos, lá teremos invariavelmente de os repetir.

Na parte dos audiovisuais, esta versão da Mega Drive do Fantastic Dizzy é de facto um jogo muito bonito e colorido, com bons detalhes nos vários backgrounds, especialmente nas florestas. O pormenor de anoitecer/amanhecer e começar chover é muito bom. No que diz respeito às músicas, muito sinceramente pareceram-me do melhor que a Mega Drive apresentou. Não sei que magia negra a Codemasters usou, mas para além de as melodias serem agradáveis e memoráveis, a própria qualidade do som é bastante límpida e cristalina, o que sinceramente não é muito habitual na Mega Drive.

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Usar os items certos nos NPCs certos pode ser uma tarefa ingrata. Nunca sabemos muito bem o que levar connosco.

Passando para o Cosmic Spacehead, esse é um jogo completamente diferente, mas também não deixa de ser estranho. Isto porque é na sua essência um jogo de aventura point and click, mas também mistura elementos de plataforma. Mas uma coisa de cada vez. O jogo conta a história do pequeno Cosmic Spacehead do planeta Linoleum. Nos seus passeios espaciais encontra o nosso planeta, a Terra e decide regressar a Linoleum e contar a toda a gente, mas infelizmente ninguém se acredita nele. E para piorar as coisas a nossa nave espacial avariou! Então o objectivo é comprar uma máquina fotográfica e arranjar um meio qualquer de voltar à Terra de forma a provar que a mesma existe.

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A interface é familiar para qualquer fã de point and clicks. Pode é ser chata de ser jogada com um comando.

Como deu para perceber, é um jogo com uma história muito ligeira. Aliás, pelo seu grafismo dá para entender facilmente que é muito influenciado pelos desenhos animados da Nickelodeon da altura. A jogabilidade é a tradicional dos point and clicks. Temos um cenário com vários objectos e pessoas e os comandos LOOK, PICK UP, GIVE, USE, e TALK e a partir daí é business as usual. Mas quando transitamos de ecrã pela primeira vez, temos de atravessar uns segmentos de plataforma onde mais uma vez temos de evitar os inimigos que nos aparecem à frente. A diferença é que agora são 1-hit kill. Felizmente podemos apanhar uns power-ups que a cada 10 coleccionados ganhamos uma nova vida e há bastantes espalhados nos níveis. E esses níveis apenas os fazemos na primeira transição de ecrãs, a próxima já é automática. Muito estranho, mas como a Mega Drive (ou mesmo as versões para NES/Master System) não eram propriamente consolas adequadas a point and clicks deste género até se compreende que queiram introduzir coisas destas para variar um pouco a monotonia. Há ainda um modo multiplayer chamado Pie Slap que sinceramente não experimentei, mas é mais um extra completamente aleatório que não se percebe como foi lá parar!

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O modo para 2 jogadores… qual a relação com o Cosmic Spacehead? Who knows!

Nos audiovisuais do Cosmic Spacehead, a versão Mega Drive naturalmente nada tem a ver com as suas versões de consolas 8bit, sendo muito mais detalhada e colorida. E naturalmente as versões Amiga serão ainda melhores. Não tenho a certeza se este jogo suportaria o rato da Mega Drive, mas nas secções de point and click daria jeito certamente. Nas fases de plataformas o jogo já se torna bem mais simples e no geral as músicas são razoáveis. Embora mais uma vez a Codemasters conseguiu apresentar um som bastante limpinho que me agradou.

No fim de contas, achei esta compilação bastante interessante, tendo sido 2 jogos que eu já há muito estava curioso em jogar, mas geraram-me diferentes impressões. O Fantastic Dizzy é um bom jogo de aventura e plataformas, mas é bastante desafiante e a ausência de um sistema de saves torna-o quase impossível de terminar de uma assentada, a menos que sigamos um guia, tal é a quantidade de items que temos de levar de um lado para o outro. Mas tecnicamente é excelente! Já o Cosmic Spacehead não me agradou tanto, mas talvez seja por eu estar mal habituado aos point and clicks de PC. Mas mesmo pondo de lado as dificuldades técnicas de se fazer um bom point and click para uma consola como a Mega Drive, o facto de terem inventado tanto com aqueles segmentos de plataforma é o que me irrita um pouco mais. Mas não deixem de o experimentar por minha causa!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Fantastic Dizzy and Cosmic Spacehead Double Pack (Sega Mega Drive)

  1. drac0nian diz:

    “a ausência de um sistema de saves torna-o quase impossível de terminar de uma assentada”

    Precisamente!!

    Fui um dos jogos que mais joguei no antigo 286 e tenho muita curiosidade de o experimentar na Mega Drive, mas… cada vez que me lembro que não há saves, passa-me a vontade de jogar!

  2. Pingback: Dizzy (ZX Spectrum) | GreenHillsZone

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