Far Cry (PC)

Far CryOra cá está um jogo que já não lhe pegava à muito tempo. Na altura em que ele saiu acabei por o jogar até ao fim, mas por uma razão ou outra acabei por me esquecer quase por completo de como tinha sido essa experiência. Já há bastante tempo que me tinha metido à procura deste jogo em várias lojas de usados e afins, mas as únicas versões que me apareciam à frente eram as da revista BGamer e eu fazia questão em ter a versão original. Eis que há coisa de uns meses, após ter ido a um evento de anime com uma vertente de videojogos cá por Lisboa, a loja 1UP tinha lá uma banquinha com este jogo à venda por 90 cêntimos, se não estou em erro. Claro que tive de o trazer.

 

Far Cry - PC

Jogo com caixa e manual

Este é um jogo que decorre numa remota ilha algures perdida no Oceano Pacífico. A nossa personagem é Jack Carver, antigo militar de operações especiais que ia escoltando uma aparentete jornalista chamada Val Cortez para se infiltrar secretamente nessa ilha. Até que a certo ponto Jack é atacado por um rocket disparado por mercenários e… sozinhos naquela ilha lá teremos de arranjar maneira de entender o que se passa. A certo ponto somos contactados por um misterioso Doyle que nos promete ajudar, mas temos de resgatar Val Cortez. Depressa percebemos que os mercenários não estão lá por engano e a ilha armazena alguns segredos que não me vou alongar muito… mas incluem manipulações genéticas.

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O nivel de detalhe era algo de facto impressionante para a época

Da primeira vez que joguei este Far Cry na altura em que saiu, não era difícil ficar abismado com a sua qualidade gráfica, afinal este foi o jogo que colocou a Crytek no mapa. Aqui tinhamos uma ilha vastíssima para explorar, e os cenários tinham uma draw distance bem grandinha, o que era impressionante para a época, pelo menos com todo aquele grau de detalhe. E isso permitia-nos abordar os inimigos de diferentes formas, podendo-os atacar de diversas posições, ou em alguns casos até evitá-los por completo. Claro que os inimigos também tentavam utilizar o terreno amplo para nos atacarem, e é frequente vê-los a tentarem flanquear-nos por diversas direcções. O facto de também podermos conduzir veículos como jipes ou barcos também nos dava toda esta liberdade de movimentos, embora este não seja considerado um jogo de “open world” pois até acaba por ser bastante linear. Essa linearidade era ainda mais evidente nalguns níveis mais “close quarters” com corredores e salas cheias de inimigos, nesses a acção chega até aos níveis de jogos como o Quake, por exemplo.

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Conduzir veículos era algo que finalmente fazia todo o sentido num FPS

E a jogabilidade é um misto de jogos FPS modernos com os da velha guarda. Isto porque apesar de existir um vasto arsenal, apenas podemos equipar 4 armas ao mesmo tempo, bem como os saves seguirem um esquema de checkpoints, no entanto o sistema de vida e armadura é completamente old-school, com o recurso a medkits e power-ups de armaduras deixadas pelos inimigos ou encontradas noutros locais. O combate em si acaba também por ser algo frenético, em especial nos níveis mais fechados, o que também lhe dá o tal feel de FPS da velha guarda como referi acima. De resto, para além de uma sólida campanha single-player dispomos também de um modo multiplayer algo básico, com variantes do tradicional deathmatch e um modo de jogo chamado Assault, onde diferentes equipas têm de atacar e/ou defender vários objectivos num mapa. Nada do outro mundo mas também não me queixo porque o tempo para multiplayers hoje em dia é practicamente nulo.

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Os binóculos servem para identificar inimigos e adicioná-los ao radar, bem como ouvir conversas devido ao seu microfone direccional

Graficamente era um jogo bem bonito para os padrões de 2004, precisamente pela vastidão da ilha e a qualidade com que as paisagens são apresentadas, mesmo que estejam bem longe. A vegetação também estava muito boa para a altura e de facto até acabava por nos dificultar a vida ao procurar pelos inimigos. Vá lá que ao usar os binóculos os gajos eram logo identificados e adicionados ao radar, mas ainda assim a vegetação cumpriu bem o seu papel para esconder as ameaças que nos rodeavam. Ainda assim lembro-me perfeitamente que na altura não gostei tanto deste jogo por isso mesmo, por uma boa parte dos cenários serem essas ilhas paradisíacas, era tudo demasiado colorido para um FPS. Vá lá que a coisa depois mudou radicalmente. De resto no campo do audio, confesso que não prestei grande atenção à musica de fundo, quando a havia, pelo que não as vou comentar. Os diálogos não eram nada de especial, mas cumpriram o seu papel. A história não é a coisa mais surpreendente do mundo, mas vistas bem as coisas, preferia ter enfrentado mercenários que “apenas” desviaram uma bomba nuclear ou algo do género, e não necessariamente a coisa evoluir para as criaturas que acabamos por combater.

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Nem só de cenários abertos vive o Far Cry, embora sejam essas que melhor o diferenciam

Far Cry é um bom FPS. Mistura conceitos old e new school do género, mas não deixa de ser um jogo muito importante no catálogo da Crytek, quanto mais não seja para colocá-los num mapa que só a id ou a Epic eram donas e senhoras com as suas engines 3D. O segundo jogo parece que foi uma desilusão a todos os níveis, é uma prova que eu vou tirar nas próximas semanas, mas pelo menos no que ao Far Cry 3 diz respeito, aí sim, parece que já conseguiram representar numa melhor forma um cenário tropical, mas verdadeiramente open world.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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