Viewtiful Joe 2 (Nintendo Gamecube)

Viewtiful Joe 2Já há muito que não escrevia nada sobre o Viewtiful Joe, apesar de já ter o Red Hot Rumble há bastante tempo em fila de espera. O VJ2 era um jogo que já estava na minha wishlist de Gamecube há bastante tempo, mas nunca o tinha encontrado a um preço razoável, a menos que o quisesse comprar para a PS2. Mas um dia lá recebi um voucher de 10£ para gastar no ebay e quando fiz uma pesquisa por alguns jogos relativamente comuns mas que teimavam em ter um preço algo exagerado, lá me deparei com este Viewtiful Joe 2 americano, completo e em óptimo estado, por cerca de 8 libras mais portes, que na verdade acabou por ser metade disso devido ao voucher utilizado.

Viewtiful Joe 2 - Nintendo Gamecube

Jogo completo com caixa, manuais e papelada. Versão norte-americana.

Ora o primeiro Viewtiful Joe foi um produto de uma onda criativa que aparentemente abandonou a Capcom destes últimos anos. Um dos Capcom Five, o Viewtiful Joe, a par de jogos como o Killer 7, P.N. 03, Dead Phoenix (cancelado) e Resident Evil 4 seriam uma série de jogos novos e exclusivos para a Gamecube, uma parceria muito interessante entre a Capcom e a Nintendo que, como todos sabemos, acabou por não dar em nada pois de todos esses jogos apenas o P.N. 03 se manteve exclusivo. Mas de qualquer das formas todos eles eram jogos super interessantes e o Viewtiful Joe era sem dúvida um dos que chamava mais a atenção, pelos seu conceito original e jogabilidade bem desafiante.

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Desta vez Sylvia não é nenhuma dama em perigo e até põe Joe no lugar se se portar mal.

E este é uma sequela directa do primeiro jogo, sendo passado mais uma vez na Movieland e ao longo de vários “filmes” que nos vão contando a história. A Terra foi invadida por uma raça extraterrestre e desta vez não é Sylvia a ser raptada, mas sim Blue, seu pai. Então Joe mais uma vez transforma-se no super-herói de capa cor-de-rosa Viewtiful Joe e parte à aventura, ao distribuir pancada por todos os lados e atravessar cenários que nos fazem lembrar bastante alguns filmes bem conhecidos. A história ao longo do jogo acaba por se tornar bastante cheesy, mas isso é propositado pois tal como o primeiro jogo este é uma sátira a muitos filmes de acção e outros programas do género dos Power Rangers.

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Mais uma vez podemos usar as habilidades especiais de Slow, Mach Speed, Zoom e não só.

Devo dizer que não há assim grandes novidades neste jogo, a não ser o facto de Sylvia ser uma personagem jogável e podemos alternar livremente entre ambos com um único botão. Sylvia é melhor para ataques de longo alcance, visto usar os seus revólveres ao invés dos punhos. Uma das coisas que tornou o Viewtiful Joe original num jogo de sucesso foram as habilidades especiais. Para além da nossa barra de vida (medida em corações), temos logo abaixo uma barra de energia diferente, os VFX. Ora é com esta barra de energia que conseguimos usar algumas dessas habilidades especiais, como os Slow, Mach Speed e Zoom, herdados do primeiro jogo. O primeiro faz com que a acção decorra em câmara lenta, permitindo-nos dar golpes mais poderosos nos nossos inimigos. Mach Speed é precisamente o inverso, tornando tudo frenético mas também nos permite executar uma série de combos bem grandinhos. Esta habilidade é exclusiva de Joe. Zoom, tal como o nome indica, amplia a imagem mostrando o nosso herói em grande plano, permitindo-nos desencadear alguns golpes mais elaborados. Deve ser utilizada em conjunto com o Slow para melhores resultados! A nova habilidade é o Replay, desta vez exclusiva de Sylvia. Como o nome indica, esta habilidade faz o replay de golpes que tenhamos dado nalgum inimigo, repetindo-os umas 2 ou 3 vezes. No entanto a mesma também se pode virar contra nós, pois o dano sofrido também é repetido o mesmo número de vezes.

Viewtiful Joe 2 (3)

Nem sempre basta derrotar todos os inimigos no ecrã para progredir no jogo. Também temos alguns pequenos puzzles para resolver.

O jogo esta divido em vários níveis, onde a nossa prestação vai sendo recompensada entre cada secção com combates/puzzles, bem como receberemos uma avaliação geral no final de cada nível. Quantos mais pontos recebermos melhor, pois os poderemos gastar numa espécie de loja que só costuma ser acessível nestas situações. Aqui podemos trocar pelos pontos angariados, diversos novos golpes e habilidades, tanto para Joe ou Sylvia, ou mesmo upgrades de saúde ou da barra de energia VFX. Infelizmente ao chegar ao final do jogo não recebemos o mesmo género de desbloqueáveis como se recebia no primeiro Viewtiful Joe. Desbloqueamos novos e cada vez mais difíceis graus de dificuldade, bem como várias Chambers, que são pequenos segmentos jogáveis onde temos algumas missões específicas e podemos também por em práctica as nossas habilidades.

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Os visuais continuam bem bonitinhos, mas sempre com uma atmosfera algo “noir” que me agrada bastante

No campo do audiovisual não houve grandes mudanças. O que chama logo à atenção em Viewtiful Joe são mesmo os seus gráficos bonitinhos num cel shading que por vezes me fazem lembrar certas bandas desenhada americanas da década de 80. Tal como referi acima, os diálogos continuam bastante cheesy, mas isso é mesmo algo propositado, pois em qualquer clone de power rangers e afins também o eram. As músicas também mantêm a mesma linha de J-Rock e J-Pop e se por um lado não posso dizer que sejam muito memoráveis, por outro também não me desagradaram de todo.

Viewtiful Joe 2 é mais um bom jogo da Capcom e, tal como o primeiro é um jogo divertido de se jogar, mas também bastante exigente por vezes, exigindo-nos alguma disciplina. Talvez por isso não tenham sido jogos que venderam muito, pois mesmo com a Capcom a quebrar o acordo que tinha com a Nintendo e lançando estes jogos na PS2, não se gerou interesse suficiente para se fazer o planeado terceiro jogo da saga principal, o que é pena. Por outro lado, também sinto que as novidades trazidas neste jogo poderiam ser melhores, como um modo para 2 jogadores cooperativo, mais personagens desbloqueáveis, e alguns vilões mais carismáticos, que aqui ficaram uns furitos abaixo. Ainda assim como já referi por várias vezes não deixa de ser um óptimo jogo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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