Resistance 2 (Sony Playstation 3)

Resistance 2Após a minha PS3 ter estado literalmente na gaveta este tempo todo (ter um backlog gigantesco tem destas coisas), finalmente voltei a pegar nela para jogar este Resistance 2 que já estava em fila de espera para ser jogado há muito tempo. O primeiro Resistance foi um dos jogos de lançamento da Playstation 3. Produzido pela Insomniac (os mesmos que nos trouxeram Ratchet & Clank), Resistance serviu para ser o first person shooter exclusivo de lançamento da consola, enquanto que no Killzone 2 a Guerilla ainda estava a coçar a cabeça a ver como iriam deixar o jogo tão bonito como no trailer de apresentação da E3. Sinceramente não me recordo onde comprei este jogo nem quanto me custou, só sei que foi há cerca de um ano atrás. Mas certamente não terá sido mais que 10€.

Resistance 2 - Sony Playstation

Jogo completo com caixa, manual e papelada

O primeiro Resistance falava dos Chimera, uma raça alienígena que de alguma forma lançou um vírus pelo planeta que infectava os humanos, transformando-os em criaturas hediondas chamadas de Hybrids. A pandemia começou pelos lados da união soviética (sim, porque o jogo decorre numa década de 50 bastante distópica e futurista) e foi sendo deflagrada pelo resto da Europa. Os Estados Unidos, aliados aos Britânicos têm lançado bastantes ofensivas aos Chimera, e neste Resistance 2 tal não é diferente, embora desta vez a “praga” já tenha chegado ao continente americano. Mais uma vez a nossa personagem é o Nathan Hale, um soldado norte-americano que tinha sido infectado pelos Chimera no primeiro jogo, mas ao contrário de todos os outros, em vez de se transformar num hybrid, ganhou poderes sobre-humanos e é capaz de regenerar a sua vida (boa desculpa da Insomniac para manter esta característica!!!). Hale liderará um esquadrão de Sentinels, outros humanos infectados com o vírus mas que possuem os mesmos “poderes”, na sua luta contra os Chimera principalmente em solo americano, bem como contra Daedalus, o vilão deste jogo.

screenshot

As estruturas Chimera continuam imponentes.

Ora o modo campanha é bastante linear, como seria de esperar na maioria dos FPS modernos. Tem alguns momentos bons, mas também tem os seus momentos mais frustrantes e aborrecidos, como defrontar várias waves de Chimeras como no Left for Dead. Existem também alguns inimigos novos bem como armas. Nos primeiros o destaque vai para os “predators“, invisíveis e especialmente chatos numa das últimas missões que nunca adivinhava muito bem de onde eles vinham. 1 hit destes gajos e morremos. Das armas temos agora uma mini-gun, mais uma outra arma de longo alcance. As armas Chimera, como as Augers e a sua capacidade de disparar através de paredes, ou as Bullseye com o seu sistema de “tagging” marcam o seu regresso assim como muitas outras. Mas ao contrário do primeiro jogo, apenas podemos carregar com 2 armas principais, mais um número reduzido de granadas. Mais uma vez os modernismos a lixarem o esquema todo…

screenshot

O facto da Auger ter um escudo como modo secundário é um pouco redundante a meu ver, visto ser possível disparar através de paredes.

Para além do modo campanha, que por sua vez decorre ao longo de 7 capítulos mais uma introdução, Resistance 2 tem também duas vertentes multiplayer, uma em modo cooperativo e outro competitivo. Infelizmente a Sony decidiu fechar todos os servidores dos Resistance, desde o primeiro ao último, em Março deste ano. Como tal, não os cheguei a experimentar, mas confesso que provavelmente iria perder muito pouco tempo também. Infelizmente, para minha desgraça, a vertente cooperativa não é o modo campanha, mas sim uma série de missões inteiramente novas. Isso sim, tenho alguma pena de não as ter experimentado. Penso que dê para as jogar offline com um amigo, mas não tenho a certeza. No multiplayer competitivo, esperem pelas opções do costume como variantes de deathmatch, capture the flag e ainda o modo skirmish que possibilitava ter partidas de até 60 jogadores, um número algo inédito em jogos online em consolas. Também existia um sistema de ranking que nos oferecia novas skins e habilidades, mas tudo se perdeu com o encerramento dos servidores.

screenshot

Algo que gostei: bosses! Fazem falta em muitos FPS.

Graficamente parece-me ser um jogo bastante competente. Os cenários vão sendo variados, apresentando tando áreas urbanas como rurais, outros mais industriais e coisas mais high-tech dos Chimera. Gostei bastante da maneira em como eles conseguiram conciliar a arquitectura e ambientes dos anos 50 com as coisas high-tech dos Chimera, com as suas naves gigantescas, torres e outros centros de “produção” dos seus guerreiros. A narrativa por outro lado não é nada de outro mundo, esperem pelos clichés do costume que se costumam ver em shooters militares ou outros jogos sobre “pandemias”, zombies e afins. Sim, certas coisas sobre pessoas ficarem infectadas e tal. Mas isso descubram vocês.

screenshot

Ao longo de quase todo o jogo teremos outros companheiros a lutar connosco. Às vezes até dão jeito.

No fim de contas achei este Resistance 2 um FPS bem competente, mas não espectacular ou que tenta reinventar a roda. Para quem é fã do género, é daqueles jogos para se comprarem baratinho, jogar uma ou outra vez o modo de campanha (para quem quiser descobrir todas as intels escondidas, por exemplo), e depois colocar na prateleira. Consigo perceber o porquê de a Sony ter dado preferência a Killzone em detrimento aos Resistance, mas não acho que sejam maus jogos e até estou curioso em saber como termina a trilogia, pelo que amanhã a PS3 vai receber mais algum mimo.

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PS3, Sony com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s