Medal of Honor Pacific Assault (PC)

Medal of Honor Pacific AssaultVoltando para os first person shooters que eu tanto gosto, para mais uma análise a um shooter da segunda guerra mundial, outro tema que eu também aprecio bastante. E este Medal of Honor é diferente dos demais, na medida em que se foca nas batalhas do pacífico, entre os norte-americanos e japoneses, algo que sinceramente nunca me interessou muito, talvez por não ser um conflito “nosso”. E este jogo entrou na minha colecção há uns meses atrás, após ter sido comprado na feira da Ladra em Lisboa, por 1 ou 2€, sinceramente não me recordo do valor ao certo, mas foi algo dessa fasquia que o vendedor disse que os “DVDs” custavam.

Medal of Honor Pacific Assault - PC

Jogo com caixa e manual.

Há algumas coisas neste jogo um pouco diferentes dos MoH anteriores, talvez até indo buscar influências ao primeiro Call of Duty. Neste jogo o foco nem é tanto as acções solitárias de infiltração e sabotagem por parte de agentes das OSS, mas sim o combate em esquadrões, onde assaltamos posições inimigas em conjunto. De facto até existe a possibilidade de usar as setas do teclado para dar comandos aos nossos colegas, coisas como “fall back”, “rally on me” ou “double time!” são algumas das expressões que podemos indicar aos nossos colegas, mas sinceramente foi uma opção mal aproveitada, pois passamos a maior parte do tempo a receber essas ordens, em vez de as dar. E apesar de estarmos integrados num esquadrão, quando é preciso limpar uma trincheira de soldados japoneses já sabemos quem é o escolhido, mas não me queixo disso. Queixo-me sim de esse esquema de luta em esquadrões ter sido areia atirada aos olhos, ao contrário do que vimos mais tarde com Brothers in Arms, até porque os nossos companheiros são imortais, o médico do esquadrão pode curar-se a si mesmo e curá-los aos outros sempre que for necessário e a nós só nos consegue curar umas 5 vezes, com os medkits a serem também muito escassos.

screenshot

Antes da acção propriamente dita, temos um pequeno tutorial passado na nossa recruta.

As missões em si também não me agradam particularmente. O jogo começa em Pearl Harbour (como não poderia deixar de ser) e depois passamos a maior parte do tempo a combater num “green hell” ou seja, em plena selva de ilhas remotas no pacífico. Vamos encontrar muitos japoneses entrincheirados e misturados no meio da vegetação, o que para mim acaba por ser bastante aborrecido. Outras missões como perseguições em carro, ou as habituais defesas de pontos estratégicos com várias waves de inimigos a surgirem também acontecem com alguma regularidade. Mas também podemos disparar em várias peças de artilharia pesada, incluindo uma missão algo irritante onde temos de abater uma série de caças japoneses enquanto nos destroem uma base aérea. Ah, e temos também uma missão em que conduzimos pelos ares um caça norte-americano, nós, um mero marine, incumbido de pilotar um avião e tomar a iniciativa em combates aéreos contra outros caças japoneses e suas forças navais. Mas pronto… para além disso existe também uma vertente multiplayer que eu sinceramente não cheguei a experimentar muito, mas vi que existem algumas variantes de deathmatch e também um sistema de classes como vemos noutros FPS modernos, com classes de artilheiros, médicos, infantaria ou engenheiro, cada um com as suas respectivas habilidades.

screenshot

A batalha de Pearl Harbour está espectacular, mas o jogo decai bastante de qualidade logo depois.

Graficamente é um jogo competente para os padrões de 2004, mas com tanta missão em selvas tropicais, o que mais se vê é verde e castanho, do chão e cabanas de madeira construídas pelos japoneses. Acho que deveria de haver uma variedade maior de cenários, até porque os conflitos entre os norte-americanos e japoneses não se ficaram só por ilhas tropicais no pacífico, e a colocar-nos a pilotar um avião assim do nada, ao menos que houvesse também uma coerência maior. Mas pronto, graficamente, apesar da pouca variedade, é um jogo competente tendo em conta a época. Certamente melhor que o seu “primo” lançado nas consolas – o Rising Sun. A nível de som, a conversa aí já é outra. É dada uma maior atenção à narrativa, especialmente do bem estar dos camaradas de armas dentro do seu esquadrão e o voice acting está no geral competente. Os sons de armas parecem-me bons, mas como sempre, não sou um especialista na matéria, nunca ouvi nenhuma daquelas armas a disparar na vida real. As músicas são bastante épicas e orquestradas como é habitual na série e é sempre um ponto extra.

screenshot

Infelizmente o esquema de squad based combat não ficou muito bem implementado.

Conteúdo bónus como pequenos vídeos estão prontos a serem desbloqueados e não só. Existe também uma opção que podemos activar que nos vai fazendo o pop-up de alguns factos sobre a segunda guerra mundial. Esse pop up pode ser intrusivo ou não, ou seja, pode pausar o jogo para lermos a mensagem ou simplesmente a mesma aparece no ecrã e quando bem entendermos fechamos a mensagem. Sinceramente quando vi essa opção, achei uma ideia muito boa, mas depois mudei logo de ideias. As mensagens aparecem constantemente e sinceramente muitos dos factos não são assim tão interessantes. Muitas vezes vi a acção em momentos bem tensos a ser interrompida com esses pop-ups idiotas e depois ao decidir deixar as mensagens aparecer sem pausar o jogo também era algo que me distraía bastante. Para além disso, o botão de “desligar” a mensagem é a mesma tecla de “usar”, pelo que pode também dar azo a algumas confusões. Por exemplo, eu todo entretido a disparar numa metrelhadora pesada montada numa trincheira quando surge a mensagem. Carrego em F e para além de me fechar o pop-up, “largo” também a metrelhadora, levando em seguida com uma série de balas nas trombas. Foi aí que decidi desligar essa opção como um todo.

Medal of Honor Pacific Assault é mais um FPS da conhecida série da Electronic Arts. Não é um mau jogo de todo, mas o esquema de usarmos um esquadrão acabou por não ter sido bem utilizado e sinceramente o teatro de guerra do Pacífico não é algo que me interesse particularmente, ainda por cima quando 80% do jogo é passado em selva, à procura de asiáticos atrás das moitas. Não era um jogo sobre o conflito do Vietname que estava à espera de jogar.

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PC com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s