Atlantis: The Lost Tales (Sega Saturn)

Atlantis the Lost TalesO jogo que trago cá hoje é mais uma “rapidinha”. Atlantis: The Lost Tales é o primeiro jogo de uma série que conta as aventuras de uma mítica civilização há muito perdida. Desenvolvida pelos franceses da Cryo Interactive, este é uma aventura gráfica algo influenciada pelo Myth, com os seus bonitos gráficos pré-renderizados. No entanto infelizmente a versão Saturn apresenta esses backgrounds em muito menor resolução, daí a versão Sat possuir apenas 2 discos, ao contrário da versão PC que se bem me lembro possui uns 4. E esta cópia entrou na minha colecção há umas semanas atrás, após ter sido comprada na cash converters de S. Sebastião em Lisboa por 8€.

Atlantis The Lost Tales - Sega Saturn

Jogo completo com caixa, manual e 2 discos

Tal como se pode supor pelo título, este jogo coloca-nos no meio da civilização perdida da atlântida, que desde cedo sempre foram uma civilização muito avançada, graças aos seus cristais mágicos que lhes permitiam construir majestosas máquinas voadoras. A sociedade da Atlântida era pacífica, tendo por base 2 deuses, a deusa da lua Ammu e o deus-sol Sa’at. Por alguma razão era Ammu a deusa predilecta e por esse motivo quem os governou foi sempre uma Rainha. Mas o companheiro da rainha também tinha algum poder, sendo responsável pelo regime militar lá do sítio, sendo que a sua posição teria sempre de ser revalidada a cada 7 anos através de um desafio contra o campeão de uns certos jogos que eles lá faziam. Rhea e Creon são a rainha e companheiro respectivamente e nós encarnamos no jovem Seth, acabado de se apresentar ao serviço como lacaio da rainha. Por algum motivo a rainha desaparece e Seth desconfia que Creon está por detrás do seu desaparecimento. Ao longo do jogo vamos ter a oportunidade de melhor explorar esta sociedade da Atlântida, a sua religião, posições sociais e claro, o lado mágico. E na minha opinião a história tem alguns óptimos momentos.

screenshot

O cursor apenas aparece quando podemos interagir com algo ou mover-nos numa determinada direcção

A jogabildade é a de um jogo de aventura gráfica que decorre na primeira pessoa. Os gráficos são um misto de pré-renderizados com 3D, pois podemos mover o nosso ponto de vista livremente, contudo o movimento é feito sempre através de “cliques” em certos locais que nos mostram depois uma pequena cutscene com esse movimento. O restante e o habitual em aventuras gráficas: falar com pessoas, recolher objectos e interagir com os mesmos de forma a avançar na história, ou alcançar novos locais que de outra forma seria impossível, bem como um ou outro puzzle para resolver. Tirando o puzzle que simula uma máquina de pinball, os outros não são assim tão difíceis, mesmo os sliders puzzles que eu tanto abomino. Mas é noutra coisa que eu não gostei nada da jogabilidade. Por vezes temos algumas situações em que temos de agir muito rapidamente caso contrário somos mortos ou aprisionandos, traduzindo-se num gameover. Situações como lutas ou perseguições, contudo com os cenários estáticos as personagens ficam realmente estáticas no ecrã até uns segundos depois, onde caso não tenhamos feito o que seria suposto (e muitas vezes isso não é propriamente fácil de adivinhar), somos finalmente atacados ou apanhados.

screenshot

Todo o artwork deste jogo está realmente muito bonito e cheio de potencial

Graficamente é um jogo que tinha um potencial enorme. Quem quer que tenha idealizado o mundo de Atlantis, a arquitectura da grande cidade, as paisagens e especialmente as máquinas voadoras tinha uma óptima imaginação. Infelizmente a versão Saturn apresenta esses backgrounds em muito baixa resolução e embora nas cutscenes as coisas já sejam mais bonitas, na versão PC são decididamente superiores. A versão PS1 não tenho nada a dizer. Mas o que está mesmo bom é a parte sonora. O voice acting é competente, apenas numa personagem (um chefe tribal) é que achei a voz bastante deslocada da personagem. As músicas são mesmo o melhor que o jogo tem para oferecer, na minha opinião. São bastante variadas, com diferentes temáticas mediante a localização onde nos encontramos. As músicas que tocam enquanto estamos na atlântida têm um certo feeling mesopotâmico, as restantes ou têm um ar mais tribal, ou folclórico de certas regiões. Ou outras mais acústicas mas também com belas melodias. Não é por acaso que decidiram lançar um álbum com a banda sonora deste jogo.

screenshot

Ah, o jogo tinha também uma tecnologia revolucionária de lip-sync, mas não dei por ela…

De resto considero este Atlantis um jogo que envelheceu muito mal com o tempo. Se o tiverem de comprar, apenas recomendo a versão Saturn por motivos de coleccionismo, visto a mesma aparentemente ser algo rara. A versão PC com os seus gráficos numa maior resolução certamente é uma melhor alternativa. E mesmo as mecânicas deste jogo serem bastante antiquadas, o mesmo deixou-me bastante curioso para um dia destes espreitar as sequelas.

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Saturn, SEGA com as etiquetas . ligação permanente.

Uma resposta a Atlantis: The Lost Tales (Sega Saturn)

  1. Pingback: Atlantis II (PC) | GreenHillsZone

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s