EDGE (PC)

Voltando às rapidinhas para mais uma análise a um jogo indie. Edge é um puzzle game bastante interessante, desafiante e também com a sua quota parte de frustação associada. É um jogo do infelizmente já extinto estúdio Two Tribes, o mesmo que lançou os jogos Toki Tori que eventualmente também lhes pegarei. Este Edge entrou na minha conta steam através de um humble bundle, embora não possa precisar qual pois que me lembre este jogo já saiu nuns quantos. De qualquer das formas, terá sido uma compra barata, como habitual.

Edge - PCE em que consiste Edge? Este é daqueles jogos em que por vezes é um pouco difícil de explicar o seu conceito, o mesmo tem de ser visto ou melhor, vivido. Essencialmente é um jogo em que controlamos um cubo numa perspectiva isométrica, onde teremos de o guiar por um cenário montado por outros cubos, repleto de obstáculos e puzzles até chegar à meta. E como se move o cubo? Bom, não desliza, mas sim “roda” pelas suas arestas e mover o cubo por onde quer que seja é um dos maiores desafios do jogo, pela sua perspectiva isométrica. Controlamos o dito quer pelas setas do teclado quer pelo esquema WASD, que no início se tornou algo confuso de assimilar, devido ao ângulo em questão. Existem diversos momentos em que temos de reagir rapidamente em espaços muito apertados, o que resulta muitas vezes em mandar o cubo pelo vácuo, ou seja, cair fora do cenário. E como fazemos para subir degraus? Bom, simplesmente o cubo roda pela sua aresta superior que está em contacto com a superfície superior do tal degrau e voilá. Aliás, é possível equilibrarmos o cubo nas arestas de outros cubos ou de outros pontos do cenário, sendo essa habilidade crucial em vários níveis, daí o nome do jogo ser “Edge”. Mas se nos transformarmos no minicubo (obrigatório em alguns níveis) então podemos literalmente escalar paredes e subir mais do que os degraus da altura do cubo que conseguimos com o tamanho normal.

screenshot (1)

As regras de Edge numa só imagem.

São quase 50 níveis que teremos pela frente, uns mais desafiantes que outros, mas ainda assim é um jogo que se joga bem, depois de nos habituarmos às suas mecânicas e a perspectiva. Para além dos níveis normais, cujos últimos são apenas desbloqueados se terminarmos todos os níveis obtendo todos os prismas (pequenos cubos coloridos espalhados pelos cenários, alguns deles bem escondidos ou de muito difícil acesso), temos também acesso aos “extended levels”, que são baseados nos normais, mas com mais obstáculos, ou outros níveis de bónus. Portanto conteúdo não falta.

screenshot

A habilidade de nos balancearmos na aresta de algum objecto por vezes é a única maneira de atravessarmos de um lado para o outro

Graficamente é um jogo simples, mas bem estilizado. Com um look retro, mas também futurista, com todas as cores que por vezes somos presenteados. A única razão de “queixa” seria mesmo a perspectiva isométrica que para além de baralhar os controlos também esconde muita coisa nos cenários, levando por vezes a várias ilusões de óptica, deixando-nos cair no vazio quando aparentemente haveria superfície por baixo. Para nos ajudar nisso temos no canto superior esquerdo o mesmo mapa do cenário visto em top-down view, o que nos ajuda logo a ter uma perspectiva diferente do que temos em volta. Mas o que gostei mesmo foi da banda sonora nitidamente influenciada pelas chiptunes de outros tempos. Não é nada original nos dias que correm, mas o que importa são as melodias em si, e muitas delas irão-nos ficar gravadas na mente durante algum tempo.

screenshot (3)

Como o “minicubo” conseguimos escalar enormes paredes sem problema algum.

Não sou o maior fã de puzzle games. Para mim são uma boa maneira de passar algum tempo, sendo alguns bem mais divertidos ou frustrantes  que outros. E EDGE tem os seus momentos de frustração sim, mas não deixou de ser um jogo divertido. E com isso cumpriu bem o seu papel.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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