Soul Calibur (Sega Dreamcast)

Soul Calibur DreamcastContinuando com artigos sobre jogos de luta vamos agora para o lançamento da Sega Dreamcast, que recebeu um enorme mimo por parte da Namco, que confesso que me surpreendeu bastante na altura. A Namco desde o lançamento da Playstation que se focou quase exclusivamente nessa plataforma, tendo lançado muito pontualmente jogos para outros sistemas, como o Ridge Racer 64 na consola da Nintendo. De resto todo o catálogo de luxo da Namco ficou exclusivo da Playstation, razão essa que me deixou bastante surpreendido a Dreamcast ter recebido uma remasterização de luxo deste Soul Calibur que já existia nas arcades. Este jogo entrou na minha colecção após ter sido comprado a um particular por 6€, há alguns meses atrás.

Soul Calibur - Sega Dreamcast

Jogo com caixa e manual

A história de Soul Calibur decorre poucos anos após o primeiro jogo, Soul Blade, colocando mais uma vez uma série de lutadores de locais e backgrounds completamente distintos em batalhas pela Soul Edge, quer seja para a possuir, quer seja para a destruir. Soul Edge é uma espada mística bastante poderosa e maligna, que está actualmente com Sigfried, cavaleiro germânico que não resistiu à sua tentação, tornando-se agora em Nightmare. A troca de nome deveu-se também a introdução de uma espada antagónica à Soul Edge, a Soul Calibur que é igualmente poderosa mas benigna, sendo também solicitada por muitas das personagens em jogo ao longo da série.

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Ivy é sem dúvida a mais famosa adição à série

A jogabilidade de Soul Calibur introduziu uma maior liberdade de movimentos dentro das arenas, com o “8 way run” que nos permitia mover em 8 direcções. De resto a jogabilidade é extremamente fluída e com button mashings ou não, é um prazer de o jogar e para ultrapassar alguns desafios teremos mesmo de saber o que fazer. As armas são variadas, assim como os próprios lutadores, e essencialmente temos botões para bloquear, dar um pontapé e atacar horizontalmente ou verticalmente com as armas. Naturalmente que existem imensas combinações e golpes especiais para desencadear. De resto, para além do tradicional modo arcade e versus que estes jogos trazem sempre, a edição Dreamcast traz muito mais conteúdo. Aqui podemos encontrar outros modos de jogo que já nos eram familiares em outros jogos de luta, como o Team Battle, onde poderemos escolher um elenco de lutadores para a nossa equipa e defrontar toda a equipa adversária, o Time Attack onde temos de defrontar uma série de inimigos no menor tempo possível, ou mesmo o Survival Mode que consiste em sobrevivermos o máximo de combates possível sem perder nenhum round, sendo que a nossa vida recupera alguns pontos entre cada combate.

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Muito do conteúdo adicional que vamos desbloqueando pode ser visto nesta categoria Museum

Mas o que lhe deu mesmo um factor de replayability muito elevado foi o Mission Mode, que nos coloca numa espécie de aventura ao longo do mundo, onde teremos de derrotar imensos oponentes em desafios com objectivos diferentes: derrotar por ring-out, derrotar o inimigo com imenso vento, derrotar 3 inimigos de uma só vez e por aí fora. Aqui o objectivo é fazermos o máximo de pontos possível para podermos comprar com esses pontos imensas diferentes imagens de artwork do jogo, cuja compra muitas vezes acaba por desbloquear mais conteúdo bónus, como novas vestimentas para os lutadores, ou a possibilidade de os ver no seu Exhibition Mode – um modo de “jogo” onde podemos ver os lutadores com o seu equipamento à escolha a fazerem um exercício de kata. Outros desbloqueáveis no geral consistem claro está em novas personagens e arenas. Ainda temos mais um “Battle Theater” onde poderemos ver 2 lutadores à nossa escolha andarem à porrada entre si, bem como o “Practice Mode” que como o nome indica é um modo de jogo onde poderemos treinar os movimentos de qualquer lutador que tenhamos acesso. Conforme se pode ver, conteúdo é o que não falta neste jogo, e ainda bem, pois por norma a maioria das conversões arcade -> casa deixavam sempre a desejar em conteúdo novo que aumentasse o factor de replayabillity.

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Os efeitos especiais estão também muito bons

Graficamente era um jogo francamente impressionante para os padrões de 1999. Embora a expressão “nextgen” não fosse usada tão regularmente como hoje em dia, este era daqueles jogos que realmente faziam a diferença entre as consolas anteriores e a novíssima Sega Dreamcast. O jogo original saiu nas arcades no sistema Namco System 12, que ainda era baseado na Playstation original, embora já fosse mais poderoso. Para além de os lutadores estarem mais detalhados nesta versão, os backgrounds de cada arena são inteiramente renderizados em 3D, e não imagens estáticas de fundo como existe na versão arcade. Os lutadores são bem diferentes entre si e muitos deles possuem um carisma próprio, e personagens como a Ivy ainda não estão demasiado sexualizadas como tem vindo a acontecer a cada nova iteração da série. As músicas são bastante épicas com várias orquestrações, como aliás tem vindo a ser habitual em toda a série e aqui não é excepção.

É fácil perceber o porquê de Soul Calibur para a Dreamcast ter sido tão aclamado na altura e ter despoletado definitivamente o sucesso da série nos anos seguintes. Para além de uns visuais de luxo, tinha uma jogabilidade bastante fluída e acima de tudo, oferecia imenso conteúdo extra com que nos entretermos. Se estas não são razões suficientes para o quererem ter na vossa colecção, então não sei o que mais vos poderá convencer.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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