Mass Destruction (Sega Saturn)

Mass DestructionOra cá está um jogo que faz plena justiça ao seu nome: Mass Destruction! Infelizmente é um jogo relativamente simples e sem muito conteúdo, pelo que esta análise também não será longa. Este jogo faz-me lembrar a série “Strike”, pelo seu contexto militar e pelo facto de termos sempre um briefing antes de cada missão, onde teremos uma série de objectivos a cumprir, como destruir radares, centrais de energia ou escoltar algum VIP em zona de combate. Mas ao invés de termos um helicóptero, conduzimos sempre um tanque e as coisas no geral são bem mais “arcade” do que realistas. Este jogo entrou na minha colecção algures em 2010 ou 2011, não me recordo bem. Foi-me oferecido por um amigo de infância, e infelizmente não está nas melhores condições. Assim que arranjar uma versão melhor obviamente que será substituída.

Mass Destruction - Sega Saturn

Jogo com caixa… a primeira vez que me passou pelas mãos estava em excelente estado! 😦

Tal como na série Strike, há por aí um país qualquer com planos terroristas e cabe a um one-man army com o seu super tanque travar as ambições megalómanas desse exército misterioso. Inicialmente dispomos de um menu onde podemos seleccionar a campanha a jogar, cada uma com mais níveis/missões que a anterior e supostamente com um grau de dificuldade também. Depois disso teremos de escolher qual o tanque para levar à campanha, tendo nós 3 hipóteses de escolha. Temos um tanque que é all around, tanto em armadura, ataque e agilidade, outro que é mais rápido mas têm menos defesa e por fim temos o inverso, um mega tanque bem robusto mas sacrifica na agilidade. E de resto somos largados num mapa repleto de edifícios prontos a ser destruídos e vários inimigos que se tentam opor ao nosso poderio ofensivo, desde soldados equipados com rocket launchers ou lança-chamas, a outros veículos terrestres e não só.

screenshot

À esquerda: os tanques que podemos escolher. À direita: BOOOM!

E neste jogo apesar de termos alguns objectivos primários traçados que teremos obrigatoriamente de os cumprir para avançar para a missão seguinte, não necessitamos obrigatoriamente de nos cingir a apenas esses. Por vezes teremos alguns objectivos secundários ou mesmo outros secretos que só os descobrirmos ao explodir com alguma coisa que não era necessariamente suposto. Mas esses objectivos dão acesso posteriormente a algumas missões extra portanto… bombs away! No entanto, se nos quisermos apenas cingir aos objectivos principais, basta consultar o radar ou mapa que os alvos a abater aparecem indicados no ecrã. Se não me engano temos 25 missões normais ao longo das 5 campanhas, mas são 35 missões ao todo se desbloquearmos as secretas. Infelizmente não há muita variedade, sendo quase todas “destrói edifício x”, existindo algumas excepções quando temos de escoltar alguém ou abater alvos que podem fugir. De resto para além da metrelhadora pesada existem imensos outros tipos de munição que podemos descobrir, desde morteiros, mísseis normais, outros teleguiados, lança-chamas, etc. O jogo pode não ter muita variedade de coisas para fazer, mas ao menos é divertido!

screenshot

Nos audiovisuais é um jogo fraquinho, mas diverte qb

Graficamente não é um jogo assim tão bom. Os cenários não têm muito detalhe e, apesar de existirem variedades de desertos, trópicos, neve e urbano, as texturas não são nada boas e têm uma resolução muito baixa. E os modelos poligonais são ainda muito simplistas e primários, este não é um jogo que prima propriamente pelo seu poderio gráfico. Ainda assim, devido ao facto de ter sido desenvolvido primariamente para a consola da Sega, é das poucas excepções em que um jogo 3D consegue ser melhor na consola da Sega do que na da rival Sony, e os tempos de loading são bem menores. Os efeitos sonoros são OK, mas a música merecia ser melhor para um jogo cheio de acção como este. Existem também algumas cutscenes entre cada campanha, mas infelizmente também não são lá muito famosas. Fazia-se o que se podia!

Resumindo este é um jogo simples e tecnicamente não muito famoso. Mas para quem quiser apenas uma desculpa para andar a destruir tudo à sua volta com o seu tanque então sim, Mass Destruction marca pontos!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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