Mickey Mania (Sega Mega Drive)

Mickey ManiaNão é nenhuma mentira quando afirmo que durante os anos 90 a Sega desenvolveu excelentes jogos de plataforma com as mais carismáticas personagens da Disney, como o Rato Mickey ou o Pato Donald. Dessas podemos destacar a série Illusion, Lucky Dime Caper ou Quackshot. Nas consolas da Nintendo, a Capcom também esteve muito bem e no meio disso tudo, ainda a abranger a época das 16bit, temos este óptimo multiplataforma chamado Mickey Mania The Timeless Adventures of Mickey Mouse que é uma excelente homenagem à carreira do rato da Disney, ao longo de vários dos seus filmes clássicos. A minha cópia deste jogo foi comprada no mês anterior, custando-me cerca de 5€ na Pressplay no Porto.

Mickey Mania - Sega Mega Drive

Jogo completo com caixa e manuais

Tal como referi no primeiro parágrafo, este jogo não tem uma história em si, mas os seus niveis são baseados numa espécie de cronologia de vários filmes memoráveis da mascote da Disney: Começando pelo primeiríssimo filme, o Steamboat Willie, ainda a preto-e-branco e do ano de 1928, vamos atravessár vários outros filmes da década de 30, como o The Mad Doctor ou Moose Hunters, o filme de 1947 Mickey and the Beanstalk, saltando depois para o ano de 1990, com o The Prince and the Pauper. Temos um total então de 7 níveis de plataforma completamente distintos entre si, cada qual com as temáticas do seu respectivo filme.

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O primeiro nível começa a preto-e-branco, mas ganha cor no fim

A jogabilidade é a semelhante a outros jogos de plataforma do Mickey, tal como o Castle of Illusion, podemos atacar os inimigos saltando para cima deles ou atirando-lhes com projécteis, embora a primeira alternativa não resulte para todos os inimigos. Os projécteis vão sendo coleccionados ao longo dos níveis, pelo que também teremos de ter em conta a “munição” que dispomos e Mickey pode sofrer até 5 pontos de dano antes de perder uma vida, pontos esses marcados pelos seus dedos da mão, presentes no canto superior esquerdo do ecrã. De resto é o habitual de um jogo de plataformas e teremos aqui vários momentos em que teremos de ter saltos precisos e repletos de abismos sem fim, o que pode-se tornar um pouco frustrante por vezes.

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Os bosses são grandinhos e bem detalhados

Mas há algo mais que realmente gostei neste jogo: os seus gráficos. É um jogo bastante colorido, mesmo para uma Mega Drive que costuma ficar sempre atrás da concorrência nesse aspecto, porta-se mesmo muito bem. As sprites estão muito bem detalhadas e possuem excelentes animações, os níveis para além de serem bastante distintos entre si estão também muito bem detalhados e o jogo apresenta alguns efeitos gráficos que são verdadeiramente impressionantes numa Mega Drive, nomeadamente as rotações. Existem alguns segmentos em que andamos a circundar uma torre e vemos o nível a girar à nossa volta, com um bonito efeito 3D. No nível Moose Hunt também temos uma secção onde somos perseguidos pelo alce e mais uma vez temos rotações de cenários a funcionar de uma forma impressionante para uma Mega Drive. Para além disso o jogo está repleto de pequenos detalhes deliciosos, pelo que a Traveller’s Tales está de parabéns nesse aspecto. As músicas e efeitos sonoros também estão bons, embora não sejam propriamente o ponto forte neste jogo, pelo menos não nesta versão. Existem vários clips de voz, mas as versões CD naturalmente são bem mais fortes neste campo.

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Os efeitos de rotação são bastante fluídos e impressionantes para uma Mega Drive

Este é mais um excelente jogo de plataformas da Disney e a versão Mega Drive não se porta nada mal. Naturalmente a versão SNES é mais bonitinha, embora lhe falte um nível. A versão Mega CD traz mais algum conteúdo, mas é a versão PS1 (chamada de Mickey’s Wild Adventure por cá) que é sem dúvida a versão definitiva deste jogo, com melhores gráficos, mais conteúdo nos níveis, banda sonora CD Audio e melhores efeitos de som. No entanto, já li em vários locais que a jogabilidade dessa versão é muito pior face às suas vertentes de 16bit. Mas como nunca cheguei a jogar essa versão por mais que uns minutos, não atesto essas opiniões, experimentem por vocês mesmos.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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