1953 – KGB Unleashed (PC)

Voltando a mais uma rapidinha indie, a um jogo em que terminei em pouco mais de 2 horas. 1953 – KGB Unleashed é uma aventura gráfica na primeira pessoa, passada num bunker no subterrâneo de Moscovo, precisamente no ano de 1953, em pleno clima de guerra fria entre a União Soviética e os Estados Unidos. Pelo nome pensei que se fosse tratar de uma aventura gráfica que envolvesse teorias de conspiração e espionagem dessa época, algo pelo qual sempre tive algum fascínio. Infelizmente não foi esse o caso. O jogo deu entrada na minha colecção há coisa de um mês, onde o ganhei num sorteio.

1953 - KGB UnleashedA aventura começa connosco a acordar num bunker aparentemente abandonado e sem memórias do que fomos lá fazer. Ao consultar o nosso inventário inicial, onde apenas possuimos um documento, conseguimos ver que o personagem se cham Gleb Ivanovich Nikolayev e é um engenheiro de comunicações. Sem saber mais, tentamos sair da sala em que estamos e à medida em que vamos explorando o bunker, vamo-nos apercebendo das experiências paranormais que estavam lá a fazer, na sua maioria através dos inúmeros relatórios e documentação militar que vamos descobrindo. Os puzzles em si tanto podem ser relativamente simples, como concertar um gerador eléctrico ou destrancar portas, como podem ser bem mais complicados, exigindo ao jogador que leia com muita atenção os textos que tem ao seu dispor, que por vezes conseguem ser muito densos.

De resto as mecânicas de jogo são muito semelhantes à do Myst e jogos similares, onde exploramos o bunker inteiramente na primeira pessoa e, apesar de nos podermos virar a 360º com o rato, apenas podemos avançar clicando no rato em várias partes do ecrã, que nos levam na direcção que queiramos ir. Os puzzles exigem sempre objectos, pelo que também temos de recolher imensos desses itens, como manda a praxe neste tipo de jogos.

screenshot

Os gráficos apesar de estarem numa baixa resolução, estão bem detalhados

Graficamente é um jogo bonitinho, apesar de não ser nada de extraordinário, os cenários prérenderizados e estáticos estão muito bem representados e dão-nos mesmo a sensação de estarmos num bunker soviético. As músicas vão sendo mais ambiente, embora tenha gostado bastante daquela parte em que temos de sintonizar um rádio para abrir uma passagem secreta. Muitas emissões em onda curta, e muitas estações creio que estalinistas, mas não consegui perceber nada do que vinha a ser dito. Infelizmente o voice acting, apesar de simples pois ao longo de todo o jogo deveremos ouvir umas 3 vozes diferentes excepto quando andamos a brincar no rádio, e todas essas vozes são num inglês bem americano. Preferia que fosse mesmo russo a acompanhar as respectivas legendas, mas ouvir um sotaque americano parece-me completamente despropositado. Ao menos arranjavam alguém com naturalidade russa para ao menos dar um sotaque.

screenshot

Este é um dos documentos que podemos encontrar e ler. Alguns são bem extensos, mas também têm pistas importantes para os puzzles que lhe seguem

Infelizmente, quando o jogo estava a ficar bem interessante, as coisas acabam abruptamente. Apesar de ter alguns puzzles mais exigentes (restituir o sistema de circulação de ar foi um puzzle complicado), o jogo acaba por ser muito curto, e o final completamente inesperado não me fez sentido nenhum. É pena. Ainda assim para os fãs de jogos de aventura, se o conseguirem arranjar num bundle indie jeitoso a baixo preço, é uma opção a considerar.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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