Medal of Honor Allied Assault Deluxe (PC)

Medal of Honor - Allied Assault DeluxeA série Medal of Honor foi um marco importante no panorama dos videojogos, pelo menos pela lufada de ar fresco que deu aos FPS, lançando um produto que apesar de não ser o mais realista possível, tem uma componente histórica de grande interesse, pelo menos para mim. Claro que o sucesso dos primeiros jogos fizeram com que mais empresas lançassem FPS com a temática da Segunda Guerra Mundial (Call of Duty ou Brothers in Arms por exemplo), saturando o género ao fim de alguns anos. Mas não interessa. Este Allied Assault foi o primeiro jogo da série a ter saído nos PCs, e foi o primeiro jogo da série que eu joguei, lá nos idos de 2002/2003. Apenas no ano passado é que vim a ter o jogo na minha colecção, com esta edição Deluxe que também inclui a primeira expansão, a Spearhead, e um CD bónus com a banda sonora e uns quantos vídeos, incluindo o making-of. Foi comprada na cash converters do Porto por menos de 2€.

Medal of Honor Allied Assault Deluxe - PC

Jogo completo com caixa, manuais e 4 discos

Neste jogo tomamos controlo de mais um membro das OSS (Office of Strategic Services), uma espécie de serviços secretos americanos, onde os seus agentes participavam em operações de infiltração nas linhas inimigas e sabotagem. Desta vez a personagem que jogamos é o Tenente Mike Powell, ao longo de várias missões em diferentes teatros de guerra. Vamos então poder visitar bases militares na Algéria, na Noruega gelada onde os U-boats estavam a ser preparados, o famoso desembarque na Normandia, entre outros locais tanto urbanos como militares.

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Antes de entrar no jogo podemos ir para o campo de treinos aprender as mecânicas envolvidas

A jogabilidade é algo parecida com a dos Medal of Honor da PS1, embora os controlos com rato/teclado sejam muito melhores, naturalmente. Neste jogo ainda não havia o já habitual aiming down the sights, a menos que tivéssemos em posse de uma sniper rifle. A regeneração de vida ainda era feita através de medkits e apesar de ter autosave points, podíamos fazer save game a qualquer altura, não havendo checkpoints chatos. Bons tempos. Ainda assim foram introduzidos vários elementos novos de jogabilidade também. Em algumas missões temos alguns NPCs a acompanharem-nos, que obviamente também teremos de os proteger (detesto escort missions), mas também nos ajudam nos tiroteios. Uma das coisas que eu não me lembrava mesmo de acontecer, pelo menos da primeira vez em que joguei este jogo lá para 2002/2003, é o facto dos snipers inimigos estarem tão bem escondidos. Existem níveis em que o sniping é o prato do dia, e tive imensas dificuldades em encontrar de onde vinham os tiros mesmo. Talvez como utilizei uma resolução customizada as coisas não tenham ficado tão visíveis. Mas adiante, existem outros níveis com uma maior componente de stealth e infiltração pura, onde usamos pistolas com silenciadores e vamos tendo de roubar uniformes e “papers” para mostrar a outros guardas. Isto já tinha sido feito logo no primeiro Medal of Honor, mas voltou a ser utilizado aqui. Por fim, a outra grande novidade está mesmo na condução de tanques, existe uma missão em particular em que roubamos um Tiger I ao exército alemão e depois andamos para lá a semear o terror.

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O desembarque da Normandia é uma das batalhas mais icónicas de toda a guerra

Para além da campanha single-player, que se encontra dividida em 6 missões principais, sendo que cada uma possui 3 ou 4 sub-missões, temos também vários modos de jogo no multiplayer, não fosse este um FPS para o PC. No entanto os modos de jogo multiplayer por norma não são lá muito originais. Existem variantes do deathmatch (free-for-all, team, e round based, onde não há respawn de jogadores até ao final da ronda) e existe um “objective based” que é muito inspirado em Counter Strike, onde um lado precisa de colocar bombas em locais específicos e o outro terá de o defender. Mas como este Allied Assault foi um jogo de sucesso, existem vários mods que oferecem outros modos de jogo no multiplayer, mas isso já sai fora do scope desta análise.

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Em algumas missões o stealth é mesmo o mais recomendado

Graficamente é um jogo que tem uns bons visuais, para os padrões de 2002. Utiliza uma verão modificicada do motor gráfico id Tech 3, o mesmo de Quake 3 Arena ou Return to Castle Wolfenstein. As armas, uniformes e veículos militares estão bem representados, assim como os cenários no geral. As vilas em ruínas, os bunkers e as metrelhadoras colocadas em locais estratégicos dão sempre um feeling especial num jogo que tenta retratar uma época muito conturbada da história do século XX. O voice acting está ok, a voz que faz de narrador parece-me ser a mesma dos jogos da Playstation e ainda há algumas referências à Manon do Medal of Honor Underground. Como não poderia deixar de ser, as músicas épicas continuam excelentes, apesar de ter reconhecido algumas dos jogos anteriores da PS1.

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Neste jogo, para além de destruir tanques, também podemos conduzir um

Para além do jogo normal esta edição Deluxe inclui também a expansão Spearhead, a primeira de duas expansões que sairam para este Allied Assault. Na Spearhead encarnamos no papel de Jack Barnes, pertencente ao grupo da divisão 1o1 de páraquedistas norte-americanos, um grupo militar referenciado em muitos outros jogos deste género. O jogo possui 3 missões, que cobrem diferentes batalhas cruciais na 2a guerra mundial: novamente a invasão da Normandia, a batalha das Ardenas, e o assalto final a Berlim, em conjunto com o exército soviético. É uma óptima expansão repleta de conteúdo, que nos faz pensar 2x antes de pagar full price por qualquer DLC de hoje em dia.

É pena que a série Medal of Honor tenha ido para o galheiro após o Warfighter. Gostava de ver um novo episódio da série e reviver todas estas batalhas num HD glorioso. Este Allied Assault é um bom jogo, embora tenha as mecânicas mais old-school e viva num mundo de fantasia de “one man-army” a maior parte do tempo, dá perfeitamente para nos divertirmos.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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