Ninja Gaiden (Sega Game Gear)

screenshotApós os 3 jogos da série Ninja Gaiden para a NES, a Sega adquiriu a licença do nome Ninja Gaiden para alguns lançamentos para as suas consolas. Mas ao invés de converter alguns dos jogos já lançados, a Sega optou por desenvolver jogos inteiramente novos. Um desses lançamentos é este próprio Ninja Gaiden para a Sega Game Gear que trago cá hoje. O jogo entrou-me na colecção algures no final do ano passado, tendo sido comprado na feira da Ladra em Lisboa por um valor que andou entre o 1 ou 2€, já não sei precisar. É apenas o cartucho, pois tal como todas as consolas com jogos em caixas de cartão, o coleccionismo do conjunto completo é muito mais difícil. No entanto se um dia vir a arranjar o jogo completo, editarei este post.

Ninja Gaiden - Sega Game Gear

Jogo, apenas o cartucho e sua caixa protectora que não está na foto.

Apesar de ser apenas intitulado de Ninja Gaiden, tal como o da Master System o é, apesar de ser um jogo inteiramente diferente, é provavelmente um dos únicos jogos onde a palavra Gaiden faz mais sentido em toda a série. Gaiden quer dizer algo como side-story, ou digamos uma história alternativa que não pertence à série principal. Aqui controlamos na mesma o ninja Ryu Hayabusa, que tenta descobrir quem tentou roubar a sua preciosa espada Dragon Sword, coisa que vai escalando desde um simples assaltante, a um traficante de armas até ao ponto de chegar a um ser demoníaco que queria usar os poderes da espada para começar uma terceira guerra mundial e dominar o mundo.

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Apesar do copyright de 1988, o jogo não tem nada a ver com os originais

Ao contrário dos Ninja Gaiden clássicos que eram desafios brutais de platforming, este jogo é bem mais simples e linear, parecendo-se muito mais com o primeiro Shinobi no level design. Especialmente nos primeiros níveis apenas temos de ir sempre em frente, atacando alguns inimigos e pouco mais. Depois nos níveis finais as coisas já ficam um pouco mais exigentes e ainda existe um nível intermédio em que temos de escalar um arranha-céus, tal como o Spider-Man, evitando obstáculos que caem do céu, ou outros inimigos que estupidamente dão saltos kamikaze para a sua morte. A jogabilidade é a de um simples hack and slash, com um botão para saltar, outro para atacar. Mas ao longo do jogo podemos encontrar powerups, desde items que regeneram vida, ataques mágicos ou diversas armas secundárias, embora só possamos carregar com uma. Para usar essas armas secundárias temos de pressionar para cima e no botão de ataque, algo que pode parecer algo confuso no início, mas já foi utilizado em muitos outros sidescrollers. Os poucos botões disponíveis assim o exigem…

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Este boss é incrivelmente fácil.

Graficamente é um jogo muito interessante e ao mesmo tempo aborrecido em algumas partes. Isto porque alguns níveis são bastante simples e pouco detalhados, mas por outro lado existem várias cutscenes que se desenrolam entre cada nível, o que embora seja algo que os Ninja Gaiden já nos habituaram, não é algo tão comum assim numa Game Gear. Até porque as cutscenes por vezes são mais longas que os níveis propriamente ditos. De resto, ainda nos gráficos, o jogo comporta-se bem e nesse aspecto é superior ao Ninja Gaiden da Master System, por culpa da maior paleta de cores da Game Gear, que permite ter alguns níveis bem coloridos. As músicas é que são uma lástima na minha opinião. Apenas um ou outro tema escapa, o resto é muito desinspirado.

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Os Japoneses e as suas canas de bambu…

Mas o grande problema deste jogo é mesmo a sua curta duração. Após conhecer bem os níveis e os padrões de ataque dos bosses – que convenhamos não são assim tão difíceis – é possível terminar este jogo em torno dos 20 minutos, incluindo as cutscenes, o que é de facto muito pouco, mesmo para um jogo de uma portátil. Fossem os níveis maiores e em maior número, estava aqui um jogo de peso para a Game Gear. Sendo assim o Shinobi II fica com o título de melhor jogo ninja para a consola, na minha opinião.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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